Dólar tem alta ante real com cautela com cena externa

Mercado mostra preocupação com economia global e relações comerciais EUA-China

Redação, com Reuters
Compartilhe esta publicação:
iStock
iStock

Às 10:35, a moeda norte-americana avançava 0,50%, a R$ 4,1491 na venda

Acessibilidade


O dólar operava em alta contra o real hoje (15), em meio a outro dia de incertezas no exterior, diante de preocupações sobre a saúde da economia global e sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China.

LEIA MAIS: Dólar fecha em alta ante real

Às 10:35, a moeda norte-americana avançava 0,50%, a R$ 4,1491 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,52%, a R$ 4,1520.

“A falta de sinalizações concretas sobre o acordo comercial entre EUA e China continua a trazer incerteza. Já estamos vendo esse cenário misto nas negociações há um tempo e o mercado precisa ver um acordo com avanços substanciais para acreditar que as coisas estão andando”, afirmou Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

Nesta terça, a “Bloomberg” informou citando fontes que a China terá dificuldades para comprar US$ 50 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos anualmente, a menos que os EUA removam as tarifas retaliatórias.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

As moedas emergentes pares do real operavam mistas, com o rand sul-africano registrando perdas e o peso mexicano se valorizando contra o dólar.

Os temores sobre a desaceleração do crescimento global também voltaram a afetar os mercados, contribuindo para o cenário de cautela, após dados fracos de inflação da China.

O Fundo Monetário Internacional alertou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China reduzirá o crescimento global de 2019 a seu ritmo mais lento desde a crise financeira de 2008 e 2009, de acordo com seu último relatório Perspectiva Econômica Global.

VEJA TAMBÉM: Dólar sobe ante real em dia de maior cautela no exterior

Paralelamente, o FMI também reduziu a projeção de crescimento para o Brasil em 2020 para 2% e passou a prever ainda inflação no Brasil de 3,8% em 2019 e 3,5% em 2020, ante respectivamente 3,6% e 4,1% na estimativa de abril.

“Essas projeções ajudam a afugentar o ingresso de fluxo de capital estrangeiro para o país, considerando que mais cortes de juros estão por vir, o que ajuda a pressionar a moeda local”, afirmou Faganello.

O Banco Central vendeu nesta terça-feira 2.000 contratos de swap cambial reverso, de oferta de até 10.500 contratos, e US$ 100 milhões à vista, de oferta de até US$ 525 milhões. Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: