Presidente do Facebook desiste de objetivos anuais para focar em metas de longo prazo

ReutersConnect/Erin Scott
ReutersConnect/Erin Scott

Presidente do Facebook declarou que espera que governos criem regras mais claras para a internet na próxima década

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou hoje (9) que está abandonando suas metas anuais deste ano para assumir um foco de longo prazo sobre a década.

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Zuckerberg afirmou que planeja trabalhar em uma nova plataforma privada de rede social, tecnologia descentralizada, questões sobre novas gerações, novas formas de governança e outros assuntos.

“Em vez de ter desafios anuais, estou tentando pensar sobre como o mundo e minha vida vão se parecer em 2030, então quero ter certeza de estar focando nestas coisas”, disse o executivo.

A decisão significa que a atenção de Zuckerberg ficará mais sobre seu papel como presidente-executivo e os problemas que atingiram o Facebook nos últimos anos, em vez de buscar o cumprimento de metas pessoais como aprender mandarim e ler dois livros por mês.

Zuckerberg, cuja companhia foi atingida por falhas na proteção de dados dos usuários e por uso indevido de suas ferramentas para disseminação de mentiras por terceiros, afirmou que espera que governos criem regras mais claras para a internet na próxima década.

“Plataformas como o Facebook têm que fazer escolhas com valores que todos amamos, como entre liberdade de expressão e segurança, ou entre privacidade e fiscalização de autoridades, ou entre criação de sistemas abertos e montagem de bloqueio ao acesso”, disse ele.

Ao longo da próxima década, o bilionário planeja financiar e conceder a gestão de uma plataforma para empreendedores mais jovens e cientistas focada em cura e prevenção de doenças.

Ele citou que embora a internet tenha ajudado as pessoas a se conectarem pelo mundo, ela também fez com que as pessoas buscassem mais privacidade.

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“Para a próxima década, algumas das mais importantes infraestruturas sociais vão nos ajudar a reconstruir todos os tipos de comunidades menores, o que ajudará a recuperar este senso de intimidade de novo.”

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