Warren Buffett está entre os maiores perdedores do declínio das ações de companhias aéreas

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As posições do fundo de investimento Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, nas empresas Delta, United, Southwest e American Airlines despencaram US $ 3,78 bilhões

Os fundadores e CEOs das companhias aéreas e seus principais investidores sofreram grande impacto financeiro, à medida que a pandemia de coronavírus se espalha por todo o mundo. As ações das companhias aéreas têm sido um dos setores com pior desempenho nos mercados mundiais, com o Índice de Companhias Aéreas Globais da Bolsa de Nova York caindo 43,6% no fechamento de ontem (12).

Um dos perdedores mais proeminentes até agora é Warren Buffett, que certa vez brincou que os investidores teriam poupado grandes dores de cabeça se um capitalista estivesse presente para abater Orville Wright, em Kitty Hawk, em 1903. As posições de seu fundo de investimento Berkshire Hathaway nas empresas Delta, United, Southwest e American Airlines despencaram US $ 3,78 bilhões em valor no mês passado, para US$ 5,74 bilhões. Mas Buffett é apenas o quarto maior perdedor institucional em ações de companhias aéreas.

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A Primecap, uma empresa de gerenciamento de investimentos sediada em Pasadena, na Califórnia, detinha as maiores participações mundiais em ações de companhias aéreas nos seus registros de divulgação de final de ano, com um valor de US$ 6,37 bilhões no fechamento de quinta-feira, incluindo todas as nove principais companhias aéreas públicas dos EUA. Suas participações no final do ano valiam um pouco mais do que as da Blackrock, mas os gerentes da Primecap claramente tinham mais confiança nas companhias aéreas, com o setor respondendo por 6,4% de seus ativos sob gestão, em comparação com apenas 0,24% da gigante Blackrock.

O maior apostador de companhias aéreas e proporcionalmente o maior perdedor institucional é o fundo de hedge Boston PAR Capital Management, liderado pelo ex-analista de companhias aéreas Paul A. Reeder III. Se suas posições não mudaram desde as divulgações do final do ano, 40,5% dos seus US$ 3 bilhões em ativos são em companhias aéreas dos EUA. Sua participação no setor de turismo é ainda mais profunda, com posições relatadas nos sites de viagens on-line Expedia, TripAdvisor e Trivago e Hertz e Avis.

O maior perdedor individual é o fundador da EasyJet, Stelios Haji-Ioannou, cuja fortuna despencou para US$ 1,1 bilhão no mês passado, com a queda de 47% no preço das ações de sua companhia aérea listada em Londres. Sua irmã, Clelia, e seu irmão, Polys, também ocupam grandes posições na companhia aérea.

O chefe mais rico de aérea pública norte-americana, o fundador da Allegiant, Maurice Gallagher, viu sua participação na companhia de baixo custo cair para US$ 286 milhões, após um declínio de 38,6% em suas ações.

Rakesh Gangwal, o bilionário fundador da companhia aérea indiana de descontos IndiGo, teve sua fortuna cortada em US$ 2,3 bilhões, já que as ações de sua holding InterGlobe Aviation caíram 28,3% no mês passado.

Uma queda de 34,3% nas ações da Ryanair na Bolsa de Londres reduziu o valor da participação do CEO, Michael O’Leary, para US$ 531 milhões no fechamento de quinta-feira.

Com as ações da American Airlines caindo 55,3%, o maior declínio entre as companhias aéreas dos EUA, as participações do CEO, William Parker, caíram em valor para US$ 33,9 milhões. As 792 mil ações do CEO da Southwest, Gary Kelly, despencaram 38,7% em valor, para US$ 28,6 milhões.

Com muitos analistas esperando uma recuperação no número de passageiros quando a pandemia de coronavírus terminar, como ocorreu após a epidemia de Sars em 2003, os investidores podem ficar tentados a apostar nessas ações. Foi o que a Berkshire Hathaway de Buffett fez no final de fevereiro, adquirindo outras 976 mil ações na companhia aérea mais lucrativa do mercado, a Delta. Desde então, esses papéis caíram 27%.

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