Guedes rejeita extrapolar teto de gastos com crise do coronavírus

Ministro da Economia diz que governo proporá suspensão de reajustes a servidores.

Redação
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REUTERS_Adriano-Machado
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Segundo o ministro da Economia, não há motivo para tal medida

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (27) que não há motivos para suspender o teto de gastos mesmo com a epidemia de coronavírus, já que os recursos para saúde estão garantidos.

Segundo Guedes, se faltassem recursos para a Saúde, o teto, aprovado pelo Congresso durante o governo do ex-presidente Michel Temer, “até poderia ser suspenso, mas não é caso”.

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“Para falar em derrubar teto se o teto é que nos protege na tempestade”, disse Guedes, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ao sair de uma reunião no Palácio da Alvorada.

O ministro disse ainda que o governo deve enviar essa semana ao Congresso uma proposta de suspensão de reajustes de salários para servidores públicos por um ano e meio. Segundo Guedes, os servidores precisam dar sua colaboração e não podem “ficar em casa, com a geladeira cheia”, em um momento de crise.

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“Os servidores vão colaborar, vão ficar um tempo sem pedir aumento, por um ano e meio. Essa semana mesmo vamos ter essa novidade”, disse Guedes.

A suspensão de qualquer reajuste a servidores é uma contrapartida ao pacote de ajuda aos Estados que, segundo Guedes, deve ser aprovado esta semana. Essa era uma demanda da equipe econômica para aprovação da ajuda e o governo está trabalhando com o Senado em uma proposta diferente da que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, muito além do desejado pela equipe econômica.

O ministro disse ainda que essa semana deverá ser aprovado pelos senadores esse pacote de ajuda aos Estados, em uma negociação com o presidente de Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). (Com Reuters)

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