Trump pede pacote de socorro à indústria petrolífera dos EUA devido à queda de preços

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O petróleo chegou a ser negociado a valores negativos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje (21) que pediu ao seu gabinete que crie um plano para injetar dinheiro na combalida indústria petrolífera do país para ajudá-la a sobreviver ao colapso histórico no preço do petróleo.

“Jamais decepcionaremos a grande indústria de petróleo e gás dos EUA. Instruí o secretário de Energia e o secretário do Tesouro a formularem um plano que disponibilizará fundos para que estas empresas e empregos muito importantes fiquem protegidos em um futuro distante!”, tuitou Trump.

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Do Texas a Wyoming, companhias de petróleo e gás norte-americanas vêm lutando para evitar a falência em meio às ordens de confinamento domiciliar e interdições dos negócios em todo o mundo em reação ao surto de coronavírus.

Os futuros de petróleo cru dos EUA desmoronaram a ponto de serem negociados em cifras negativas ontem (20) – negociadores desesperados pagaram para se livrar de barris devido à falta de espaço de armazenamento.

Na semana passada, o secretário de Energia, Dan Brouillette, disse que está trabalhando com o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, para quase dobrar o limite de empréstimos disponíveis para empresas de energia de médio porte do país por meio do pacote de estímulo recém-aprovado de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões conhecido como Lei Cares.

Ele acrescentou que ele e Mnuchin também pretendem trabalhar com bancos reguladores na esperança de assegurar o acesso contínuo ao crédito para a indústria de petróleo e gás, que se estima dever mais de US$ 200 bilhões a credores por meio de empréstimos lastreados em reservas de petróleo e gás.

Com o lucro despencando e os ativos perdendo valor, algumas companhias estão dizendo que podem não conseguir pagar.

A Whiting Petroleum foi a primeira grande produtora a pedir uma reformulação de sua dívida em 1º de abril. Outras, como Chesapeake, Denbury Resources e Callon Petroleum contrataram especialistas em dívidas.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mais a Rússia, anunciou recentemente cortes de produção de quase 10% do suprimento global. A demanda caiu até 30%.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que os maiores produtores mundiais de petróleo podem voltar a conversar para debater mais seu acordo de produção se for necessário.

Trump anunciou planos para preencher a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA, algo que tiraria cerca de 77 milhões de barris do mercado – ou menos de um dia de demanda global típica.

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