Richard Branson venderá ações da Virgin Galactic por conta dos prejuízos com Covid-19

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A decisão ocorre quando a companhia aérea de Branson, a Virgin Atlantic, onde ele é majoritário, enfrenta risco de falência durante a pandemia

O bilionário Richard Branson deve vender até US$ 400 milhões em suas ações na Virgin Galactic, já que o custo crescente da pandemia de coronavírus ameaça prejudicar seu império comercial.

Em comunicado à Bolsa de Valores de Nova York ontem (11), o Virgin Group anunciou que sua subsidiária, a Vieco 10 Limited, pode oferecer e vender 25 milhões de suas ações ordinárias na Virgin Galactic. Branson possui quase 81% da Vieco 10. As ações “devem ser vendidas de tempos em tempos”, segundo o anúncio, em vez de uma grande venda.

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A decisão ocorre quando a companhia aérea de Branson, a Virgin Atlantic, onde ele é majoritário, enfrenta risco de falência durante a pandemia, que colocou as viagens aéreas em suspenso e cancelou as férias no mundo inteiro.

Com o preço das ações flutuando em torno de US$ 20 –ante uma alta de US$ 37 em fevereiro deste ano–, a venda poderia arrecadar US$ 400 milhões. A Virgin Group disse no comunicado que “usará qualquer produto para apoiar seu portfólio de negócios globais de lazer, férias e viagens que foram afetados pelo impacto sem precedentes da Covid-19”.

A Virgin Galactic, empresa de voos espaciais de Branson, pretende levar o turismo espacial para as massas em um futuro não tão distante. A empresa teve seu IPO em outubro do ano passado, com Branson ganhando uma partida contra os bilionários Elon Musk e Jeff Bezos no mercado de turismo espacial. Atualmente, possui um valor de mercado de US$ 4,1 bilhões, mas perdeu US$ 210 milhões em receita de meros US$ 3,8 milhões no ano passado.

A Reuters informou que o ator Leonardo DiCaprio e o pop star Justin Bieber estarão entre os primeiros a se juntar a Branson no primeiro voo suborbital da Virgin.

Ameaça

Branson se movimentou para proteger a companhia aérea Virgin Atlantic, que provou ser o mais vulnerável de seus negócios. A situação da companhia dominou as manchetes por todas as razões –certas e erradas– desde o início da pandemia, em meados de março.

Na semana passada, a Virgin Atlantic anunciou que cortaria 3.150 empregos e encerraria voos a partir de o aeroporto de Gatwick, em Londres, com o CEO, Shai Weiss, avisando que, embora a companhia aérea tenha “resistido a muitas tempestades”, nada “foi tão devastador quanto o coronavírus e a perda de tantas vidas”.

No fim de semana, a Sky News informou que Branson havia contratado o banco de investimentos Houlihan Lokey para encontrar investidores dispostos a injetar fundos de emergência na companhia aérea transatlântica.

A busca por investimentos externos seguiu o fracasso de Branson em obter financiamento do governo para apoiar a Virgin Atlantic.

Em meados de abril, a empresa recebeu ordens do governo do Reino Unido para reenviar sua proposta de um pacote de resgate de coronavírus de US$ 622 milhões (£ 500 milhões).

O “Financial Times” informou que o governo do Reino Unido não ficou impressionado com sua oferta inicial, que incluía um pacote de US$ 622 milhões em empréstimos e garantias comerciais.

Em uma postagem no blog da Virgin, Branson disse: “Faremos tudo o que pudermos para manter a companhia aérea funcionando, mas precisaremos do apoio do governo para conseguir isso diante da grave incerteza em torno das viagens. Isso seria uma forma de empréstimo comercial –não seria dinheiro de graça e a companhia aérea pagaria de volta.”

“A realidade desta crise sem precedentes é que muitas companhias aéreas ao redor do mundo precisam de apoio do governo e muitas já o receberam. Sem isso, não haverá mais concorrência e centenas de milhares de empregos serão perdidos, além de conectividade crítica e enorme valor econômico”, explicou Branson em seu blog.

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