Cristiano Ronaldo é o primeiro jogador da história do futebol a ganhar US$ 1 bilhão durante a carreira

GettyImages/ Marc Atkins
Cristiano Ronaldo em ação pela Juventus. O jogador se tornou o primeiro jogador de futebol a conquistar US$1 bilhão enquanto ainda joga

Está na hora de adicionar outro zero à rivalidade mais cara do futebol.

Cristiano Ronaldo faturou US$ 105 milhões antes de impostos e taxas no ano passado, ficando no 4º lugar na lista das Celebridades Mais Bem Pagas de 2020, uma posição acima de seu principal rival no esporte, Lionel Messi, e fazendo dele o primeiro jogador de futebol da história a ter ganhado US$ 1 bilhão ao longo de sua carreira de jogador.

O atacante de 35 anos é apenas o terceiro atleta a conseguir a marca enquanto ainda joga, depois de Tiger Woods, que o fez em 2009 com um contrato de longo prazo com a Nike, e Floyd Mayweather, em 2017, que obteve a maior parte de sua receita com uma parte nas vendas de pay-per-view para suas lutas de boxe.

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Ronaldo, o primeiro a atingir o marco de ganhos em um esporte de equipe, faturou US$ 650 milhões em campo durante seus 17 anos como profissional e deve atingir US$ 765 milhões em salário de carreira com seu contrato atual, que termina em junho de 2022. Messi, que começou a jogar no nível adulto três anos depois de Ronaldo, ganhou um total de US$ 605 milhões em salário desde 2005. O único atleta de esporte coletivo que chegou perto desses números foi o ex-jogador do New York Yankees Alex Rodriguez, que se aposentou em 2016, após 22 anos na Major League Baseball, tendo ganho US$ 450 milhões em salários. Nem mesmo a lenda do futebol David Beckham chegou perto, encerrando sua carreira com ganhos totais de US$ 500 milhões, metade dessa quantia veio de acordos de patrocínio fora de campo.

“Cristiano Ronaldo é um dos maiores jogadores de todos os tempos, no esporte mais popular do mundo, em uma época em que o futebol nunca foi tão rico”, disse Nick Harris, do Sporting Intelligence, cuja Pesquisa Global sobre Salários Esportivos classifica equipes em todo o mundo com base na despesa total com salários. “Ele é uma máquina de fazer dinheiro.”

Os confrontos de Ronaldo e Messi esquentaram em 2009 na Liga espanhola, quando Ronaldo jogava pelo Real Madrid e Messi pelo Barcelona. Seus confrontos em campo desencadearam uma batalha de nove anos para saber quem dos dois era o melhor (e o mais bem pago) no esporte, uma disputa altamente pessoal, que os fez renegociar contratos e monopolizar os destaques do esporte.

A rivalidade era tão divertida quanto lucrativa, ocorrendo exatamente no momento em que clubes de todo o mundo viam um grande número de interessados e um influxo de dinheiro na televisão. Os dois estavam perfeitamente alinhados para a batalha, dentro e fora do campo: Ronaldo aperfeiçoou um perfil de showman estiloso e sem camisa, enquanto Messi jogava um jogo tranquilo, sempre um pouco descuidado, mas era um goleador e um ala altamente prolífico. Ronaldo se exibia após cada gol. Messi era um mestre em agradecer seus companheiros de equipe.

Ambos fizeram por merecer. O Barcelona ganhou o título da La Liga seis vezes e dois troféus da Liga dos Campeões com Messi na equipe. O Real Madrid ganhou o título espanhol duas vezes e a Liga dos Campeões quatro vezes com Ronaldo. Durante seus anos na liga, cada jogador conquistou o Ballon d’Or (prêmio de melhor jogador de futebol do mundo) quatro vezes, e o “El Clásico”, o apelido para os ferozes confrontos de seus clubes, foi um evento de televisão com recorde mundial.

Mas, quando se trata de alavancar a fama, não há disputa. Guiado por Jorge Mendes, da Gestifute, um dos agentes mais poderosos do mundo, Ronaldo atraiu fãs e consumidores cada vez mais seduzidos por sua boa aparência, seus estilos de cabelo que definem tendências, seu senso de moda impecável e, ultimamente, seu lado mais suave como um homem de família cujas crianças aparecem em suas postagens nas redes sociais. Em janeiro, ele se tornou a primeira pessoa com 200 milhões de seguidores no Instagram, uma parte de seu exército de 427 milhões de pessoas nas mídias sociais (Facebook, Instagram e Twitter) que o torna o atleta mais popular do planeta.

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Cristiano Ronaldo recebe mais de US$ 20 milhões anualmente pela Nike, que assinou um contrato vitalício com o português em 2016, tornando-o apenas o terceiro atleta a fazer um acordo do tipo, depois de Michael Jordan e LeBron James. Em maio, a fabricante de calçados anunciou o lançamento de uma edição de dez anos de sua primeira chuteira “Mercurial Superfly” e uma versão infantil para comemorar o 10º aniversário de seu filho, com sua famosa comemoração, assinatura e logotipo. Os contratos com Clear, Herbalife e a farmacêutica Abbott ajudaram a elevar seu número de patrocínios para US$ 45 milhões.

A Ronaldo Inc. ainda tem uma marca registrada, CR7, uma mistura de suas iniciais e número da camisa. Parte de uma marca de estilo de vida que a Forbes estima ser responsável por um quarto de sua receita anual de patrocínios, incluindo roupas íntimas de marca que ele lançou em 2013 e foi seguida por uma linha de sapatos, fragrâncias e calças jeans. Em 2015, ele fez parceria com o Pestana Hotel Group para abrir sua primeira propriedade um ano depois em sua cidade natal, Funchal, Madeira, logo acima do Museu CR7, um santuário para seus troféus e um ponto de venda para suas mercadorias. Desde então, ele adicionou clubes CR7 ao Crunch Fitness, publicou rotinas de exercícios no YouTube e atribuiu seu nome a um curso de graduação em influência nas mídias sociais oferecido pela universidade italiana online eCampus.

E a rivalidade está longe de terminar.

Os ganhos de Ronaldo em 2020 incluem um salário de US$ 60 milhões, um pouco menos do que no ano passado, devido a um corte de 30% que ele concordou em aceitar em abril como resultado da pandemia. Messi, que faturou US$ 104 milhões no ano passado, recebeu um corte de 70% nos salários enquanto o futebol espera o coronavírus passar, mas está prestes a ultrapassar US$ 1 bilhão em ganhos totais no próximo ano, antes do término do seu atual contrato com o Barça.

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