Na esteira de crescentes boicotes, Facebook vai rotular postagens que quebrem regras

Erin Scott/Reuters
“Não há exceções para os políticos em nenhuma das políticas que estou anunciando aqui hoje”, disse o presidente-executivo Mark Zuckerberg em um post

O Facebook disse ontem (26) que começará a rotular conteúdo que viole as políticas da empresa de mídia social e todas as postagens e anúncios sobre eleições com links para informações oficiais, incluindo as de políticos.

Uma porta-voz do Facebook confirmou que sua nova política significa anexar um link sobre informações eleitorais ao post do presidente dos EUA, Donald Trump, no mês passado, sobre cédulas por correio. O Twitter havia afixado um rótulo de verificação de fatos nessa publicação.

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O Facebook atraiu protestos de funcionários e parlamentares nas últimas semanas por causa de suas decisões de não agir sobre mensagens inflamatórias do presidente.

“Não há exceções para os políticos em nenhuma das políticas que estou anunciando aqui hoje”, disse o presidente-executivo Mark Zuckerberg em um post.

Zuckerberg também disse que o Facebook proibirá anúncios que alegam que pessoas de grupos com base em raça, religião, orientação sexual ou status de imigração são uma ameaça à segurança ou saúde física. As mudanças nas políticas ocorrem durante uma crescente campanha de boicote a anúncios, chamada “Stop Hate for Profit”, iniciada por vários grupos de direitos civis dos EUA após a morte de George Floyd, para pressionar a empresa a agir sobre discurso de ódio e desinformação.

As ações do Facebook fecharam em queda de mais de 8% e o Twitter caiu 7% ontem, após a Unilever anunciar uma pausa dos anúncios no Facebook, Instagram e Twitter pelo resto do ano nos EUA, citando “divisões e discursos de ódio”.

Mais de 90 anunciantes, incluindo a montadora japonesa Honda, subsidiária americana Ben & Jerry’s, Verizon e The North Face, uma unidade da VF Corp, aderiram à campanha.

Um dos maiores anunciantes do Facebook, a gigante de bens de consumo Procter & Gamble, prometeu realizar uma análise das plataformas de anúncios e parar de gastar onde encontrou conteúdo odioso. (Com Reuters)

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