As 5 habilidades que todo empreendedor de sucesso aprende na infância

 Halfpoint Images/Getty Images
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Conhecimentos como saber o que esperar do futuro, habilidade de comunicação e consciência comercial são diferenciais competitivos

Os (bons) empreendedores pensam de forma única. O que é interessante, no entanto, é que sua desenvoltura, criatividade, resiliência e positividade são provavelmente parte de uma personalidade natural, ou seja, já existia muito antes deles abrirem sua empresa ou começarem a negociar. Estas pessoas já tinham a mentalidade e as habilidades para tornar o sucesso inevitável.

Os empreendedores mais bem-sucedidos de hoje provavelmente aprenderam algumas habilidades e características empreendedoras subconscientemente, a partir de experiências de infância, modelos de comportamento e crenças iniciais desenvolvidas sobre o mundo e seu lugar nele.

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Uma vez aprendidas e dominadas, essas skills preparam alguém para um futuro brilhante. Com a engenharia reversa desse processo, podemos criar esse futuro brilhante para a próxima geração de líderes de negócios.

Veja, na lista abaixo, cinco habilidades que empresários de sucesso aprendem desde a infância:

  • 1. Consciência comercial

    Alguns adultos não têm ideia de como o dinheiro se move na economia. Em um dia, eles reclamam sobre o subfinanciamento dos serviços públicos, no dia seguinte, estão recebendo um aumento salarial e reclamam do aumento do imposto devido. Deve ser confuso.

    Ter a compreensão básica do mecanismo de oferta e demanda –e de como esse mecanismo está em todos os lugares que você olha– é uma base sólida a partir da qual alguém pode evoluir. Aprender esse tipo de assunto começa na observação das operações comerciais do dia a dia e na reflexão sobre elas. Por que aquele restaurante está cheio e o que eles poderiam fazer para atender mais clientes? Por que há uma fila? Por que a loja está fechando ou o que poderia ser aberto em seu lugar?

    Um próximo passo é perceber e avaliar propagandas: se elas fizeram seu trabalho com sucesso e fizeram as pessoas quererem comprar o que está sendo vendido. Quando eu era pequeno, queria um certo brinquedo que era anunciado na televisão. Meu pai e eu dissecamos o anúncio para descobrir o porquê. Acontece que era a melodia cativante do tema e o fato de que a garota no anúncio se parecia comigo. A propaganda, de repente, não tinha mais poder sobre meus hábitos de compra de infância e aprendi sobre marketing ao mesmo tempo.

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  • 2. O uso do celular

    Uma pesquisa de 2018 com millennials descobriu que 81% se sentiam ansiosos ao falar ao telefone. Embora haja mérito na noção de que muitas chamadas telefônicas poderiam ser substituídas por e-mails, responder e falar ao telefone ensina skills além de simplesmente transmitir informações. Polidez, raciocínio rápido, habilidade de comunicação e relacionamento interpessoal são desenvolvidas no atendimento e na realização de ligações, sem falar na independência e na superação da timidez.

    Quando tinha apenas cinco anos, cabia a mim marcar minhas próprias consultas com o médico e o dentista. Foi uma parte normal da minha infância e eu gostava de fazer isso. Cabia a mim encontrar o número, fazer a ligação e explicar o que queria fazer. As recepcionistas me ajudavam e eu me tornei mestre do meu próprio destino de agendamento de consultas.

    Comecei atendendo ao telefone de casa, depois ligando para meus amigos e depois marcando compromissos. Minhas primeiras funções pagas (quando adolescente) envolviam conduzir pesquisas por telefone para donos de casa desavisados, e telefonemas não eram um problema. Os empreendedores que aprenderam a tirar o máximo proveito do telefone na infância nunca mais se incomodaram com isso.

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  • 3. Preparação

    Em uma viagem de infância a uma loja de departamentos, minha irmã e eu nos tornamos as orgulhosas proprietárias de nossas próprias malas. Elas eram do tamanho da bagagem de mão de hoje, mas eram nossas. Antes da viagem, nossa tarefa era arrumar nossas malas com tudo o que precisávamos. Era preciso olhar os boletins meteorológicos para decidir nossas roupas. Além disso, era comum lembrar de viagens anteriores e do que esquecemos em ocasiões anteriores. Era muito divertido.

    Tal prática teve benefícios muito além de sua superfície despretensiosa. Nos ensinou como ser independentes, assumir responsabilidades, planejar com antecedência, aprender com nossos erros e pensar por nós mesmas. Nossos pais sabiam que esquecer algo não iria impactar em nossa viagem, então, o jogo era realizado em um ambiente seguro.

    Isso pode ser reproduzido com mochilas escolares ou kits esportivos, para um efeito semelhante. Os empreendedores podem não ter percebido que as habilidades de preparação que aprenderam enquanto cresciam estavam preparando seu futuro.

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  • 4. Utilizar o calendário com eficiência

    O tempo é seu único recurso finito, e a chave para uma existência feliz e próspera é usá-lo bem. Quando eu trabalhava em um restaurante, percebi que estava caindo em uma “mentalidade de turnos”, segundo a qual, se eu não estivesse trabalhando em um turno, estava descansando e, portanto, não fazia nada significativo. Desperdicei tempo porque não percebi a importância disso. Acontecia o mesmo com as férias na universidade: não havia tarefas a serem concluídas, então não importava o que eu fizesse. Foi só quando comecei um negócio que aprendi o valor de fazer cada dia valer a pena.

    Possuir e preencher um calendário desenvolve a compreensão do conceito de tempo e o domínio sobre como ele é usado. Ele cria rotinas, hábitos e habilidades de organização, mesmo que seja usado apenas para registrar a hora de dormir ou do almoço, ou encontros para brincar e viagens. Depois que alguém vira dono de seu tempo, está perfeitamente preparado para dominar sua vida.

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  • 5. Prever o futuro

    Alguns dos melhores empresários são assim porque estão pensando dez passos à frente de todos os outros. Sua mente é uma colmeia de atividade do tipo “se isso acontece, então aquilo também” e eles pensaram na ação e reação potenciais resultantes de cada movimento que fazem. Esse tipo de comportamento permitiu que visionários se tornassem trilionários e criou naves espaciais comerciais que orbitam a Terra.

    Não é necessário fazer previsões em uma escala tão grande desde a infância, embora tentar possa ser divertido. Isso poderia ser reduzido a um nível básico. Se você não usar um casaco, o que vai acontecer? E depois? Se você pedir esse favor, o que vai acontecer? E depois? Ver mais do que um passo à frente pode ajudar a definir o futuro de alguém.

    Não se trata de alarmar ou amedrontar as pessoas, mas de imaginar o quão felizes elas podem se sentir depois de fazer aquela pirueta que acabaram de aprender ou as coisas boas que podem advir de ser legal com a irmã e manter o quarto arrumado. Se isso acontecer, então qual é o próximo passo? O que vai acontecer a seguir e depois disso? Os empreendedores que conseguem prever o futuro estão bem posicionados para criar o seu próprio.

    Catherine Falls Commercial/Getty Images

1. Consciência comercial

Alguns adultos não têm ideia de como o dinheiro se move na economia. Em um dia, eles reclamam sobre o subfinanciamento dos serviços públicos, no dia seguinte, estão recebendo um aumento salarial e reclamam do aumento do imposto devido. Deve ser confuso.

Ter a compreensão básica do mecanismo de oferta e demanda –e de como esse mecanismo está em todos os lugares que você olha– é uma base sólida a partir da qual alguém pode evoluir. Aprender esse tipo de assunto começa na observação das operações comerciais do dia a dia e na reflexão sobre elas. Por que aquele restaurante está cheio e o que eles poderiam fazer para atender mais clientes? Por que há uma fila? Por que a loja está fechando ou o que poderia ser aberto em seu lugar?

Um próximo passo é perceber e avaliar propagandas: se elas fizeram seu trabalho com sucesso e fizeram as pessoas quererem comprar o que está sendo vendido. Quando eu era pequeno, queria um certo brinquedo que era anunciado na televisão. Meu pai e eu dissecamos o anúncio para descobrir o porquê. Acontece que era a melodia cativante do tema e o fato de que a garota no anúncio se parecia comigo. A propaganda, de repente, não tinha mais poder sobre meus hábitos de compra de infância e aprendi sobre marketing ao mesmo tempo.

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