Moagem de cana no centro-sul deve atingir 565,3 milhões de toneladas em 2022/23

O aumento do volume de cheias aumentou as expectativas da consultoria StoneX para a temporada 2022/23.

Reuters
Compartilhe esta publicação:
REUTERS/Paulo Whitaker
REUTERS/Paulo Whitaker

Colheita de cana-de-açúcar não deve sofrer alterações da previsão publicada em novembro de 2021

Acessibilidade


A moagem de canade-açúcar no centrosul deve atingir 565,3 milhões de toneladas na temporada 2022/23, estimou a consultoria StoneX hoje (19), mantendo os números inalterados em relação ao previsto em novembro de 2021.

Se concretizado, o volume representará um avanço de 7,3% frente às 526,7 milhões de toneladas esperadas para o ciclo 2021/22.

Em nota, a StoneX afirmou que, de maneira preliminar, enxerga uma dinâmica mais positiva para a temporada sucroalcooleira de 2022/23, em função da expectativa de maiores volumes de chuvas.

“O regime de precipitações se mostra fundamental para delinear as perspectivas produtivas, sobretudo quando consideramos que parcela dos estados canavieiros continuam registrando umidade dos solos abaixo da normalidade, o que pode se colocar como fator de pressão para ganhos de rendimento”, afirmam em nota as analistas de Inteligência de Mercado da StoneX, Marina Malzoni e Rafaela Souza.

SAIBA MAIS: Conab prevê safra de café de 55,7 milhões de sacas em 2022

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Ainda segundo a consultoria, a área com cana a ser colhida no centrosul deve alcançar 7,7 milhões de hectares, similar no comparativo safra-a-safra.

Em outro comunicado divulgado nesta quarta-feira, a StoneX estimou que o déficit global de açúcar na temporada 2021/22 deve alcançar 1,9 milhão de toneladas, um aumento ante a projeção anterior de 1,8 milhão de toneladas.

Segundo a consultoria, o saldo negativo de açúcar deve ser acentuado por menor oferta na China, onde a ocorrência de geadas e troca de área por culturas mais competitivas pressionam a produção.

Compartilhe esta publicação: