Conheça o bilionário que doou mais de US$ 8 bilhões e é inspiração de Bill Gates

Reprodução/Forbes

Bill Gates e Warren Buffett se inspiraram em Feeney quando lançaram o Giving Pledge, campanha para convencer os mais ricos do mundo a doar pelo menos metade de suas fortunas antes de morrer

Charles Feeney, conhecido como Chuck Feeney, fundou a varejista de aeroporto Duty Free Shoppers com Robert Miller em 1960 e acumulou bilhões ao viver uma vida de frugalidade monástica. Como filantropo, foi o pioneiro da ideia Giving While Living (Doe Enquanto Vive, em tradução livre), gastando a maior parte de sua fortuna em grandes apostas de caridade, em vez de financiar uma fundação após sua morte.

Nas últimas quatro décadas, Feeney doou mais de US$ 8 bilhões para instituições de caridade, universidades e organizações em todo o mundo por meio de sua fundação, a Atlantic Philanthropies. Em 2012, ele estimou que havia reservado cerca de US$ 2 milhões para a aposentadoria dele e de sua esposa.

Em outras palavras, ele doou 375.000% mais dinheiro do que seu patrimônio líquido atual. E mais: doou anonimamente. Enquanto muitos filantropos ricos alistam um exército de publicitários para alardear suas doações, Feeney fez um grande esforço para manter suas contribuições em segredo. Por conta de sua campanha de filantropia clandestina e mundial, a Forbes o chamou de James Bond da Filantropia.

Sua generosidade absoluta e doações corajosas influenciaram Bill Gates e Warren Buffett quando lançaram o Giving Pledge em 2010 –uma campanha agressiva para convencer os mais ricos do mundo a doar pelo menos metade de suas fortunas antes de morrer.

Em setembro de 2020, Feeney completou sua missão de quatro décadas e assinou os documentos para fechar a Atlantic Philanthropies. A cerimônia, que aconteceu via Zoom com o conselho da Atlantic Philanthropies, incluiu mensagens de vídeo de Bill Gates e do ex-governador da Califórnia Jerry Brown. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, enviou uma carta oficial ao Congresso dos EUA agradecendo a Feeney por seu trabalho.

No auge, a Atlantic Philanthropies tinha mais de 300 funcionários e dez escritórios globais em sete fusos horários. A data específica de fechamento foi definida anos atrás como parte de seu plano de longo prazo para fazer doações de alto risco e impacto, estabelecendo um prazo rígido para doar todo o seu dinheiro e fechar a instituição.

O prazo de validade deu à Atlantic Philanthropies o tempo para documentar sua história, refletir sobre vitórias e derrotas e criar uma estratégia a ser seguida por outras instituições. Como Feeney disse: “Nossa doação é baseada nas oportunidades, não em um plano para permanecer no negócio por muito tempo”.

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