3 tendências de espaço de trabalho que os líderes devem conhecer

Getty Images /WFluxFactory
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Identificar quais elementos do espaço de trabalho contribuem para a satisfação dos funcionários é essencial para mantê-los na empresa

Resumo:

 

  • Segundo recrutadores e especialistas em administração, manter os trabalhadores felizes no escritório é uma das facetas mais importantes da retenção de talentos;
  • À medida que a guerra pelo talento se torna cada vez mais competitiva, é essencial que os líderes identifiquem os componentes do espaço de trabalho os quais ajudem a atrair e manter os membros da equipe;
  • Algumas tendências que demonstram a preocupação da liderança em valorizar a experiência de trabalho dos funcionários são a personalização inteligente, design biofílico (que integra o interior com o exterior)  e diversidade de espaços.

Trilhas para caminhada, fogueiras e bibliotecas desenhados para especialmente para promover foco no trabalho são alguns dos elementos destacados por um artigo recente do “The Wall Street Journal”, que podem se tornar comuns nos escritórios do futuro.

“[Manter] trabalhadores felizes no escritório é uma das facetas mais importantes da retenção de talentos, segundo recrutadores e especialistas em administração”, escreveram Chip Cutter e Rachel Feintzeig no “WSJ”. “Mais empresas estão levando as queixas dos funcionários a sério, gastando milhões em ambientes de trabalho reluzentes que incorporam suas idéias, e nenhum detalhe parece pequeno demais para alguns empregadores quando se trata de agradar”.

VEJA MAIS: Qual a importância de um design significativo no ambiente de trabalho

Os especialistas estão certos. À medida que a guerra pelo talento se torna cada vez mais competitiva, é essencial que os CEOs, Diretores de Recursos Humanos e outros líderes identifiquem os componentes do escritório que os ajudarão a atrair e reter os principais membros da equipe, hoje e nos próximos anos. 

Ao entrarmos em uma nova era de trabalho – definida pela agilidade, flexibilidade, colaboração e inovação – os líderes empresariais devem perceber que o ambiente dos escritórios têm um papel a desempenhar no sucesso de uma organização. “A noção de que a criação do espaço de trabalho é apenas uma preocupação imobiliária é um conceito ultrapassado”, escreveu Jeanne C. Meister, parceira da Future Workplace, na “Harvard Business Review”. “Hoje, os empregadores reconhecem que este local agora faz parte da equação geral da experiência dos funcionários e representa uma alavanca essencial para atrair, envolver e reter os melhores talentos”.

Aqui estão três tendências que serão destacadas nos espaços de trabalho das empresas mais dinâmicas de amanhã:

  • 1. Personalização Inteligente

    Menos de dois terços (59%) dos funcionários, de acordo com o Relatório de Cultura Global de 2020 da O.C. Tanner, acreditam que seus líderes os valorizam. Essa é uma rota direta para o desengajamento (que afeta dois terços dos trabalhadores dos EUA) e o desgaste. Na pesquisa, “não se sentir valorizado” estava associado a “não receber o pagamento suficiente” e representava uma das principais razões pelas quais os funcionários desejavam deixar o emprego. Portanto, para aumentar o engajamento e a retenção, é essencial fazer com que os funcionários se sintam valorizados e esta meta pode ser auxiliada pelo design cuidadoso do espaço de trabalho.

    No futuro, por exemplo, Andy Heath, da WeWork, acredita que os escritórios serão muito mais personalizados de acordo com gostos e exigências individuais. “Um escritório rastreará minha localização e ajustará as preferências para me atender”, disse ele. “Depois do almoço, a temperatura do local onde estou sentada pode cair um grau e as persianas podem subir um pouco para me acordar, de modo a criar o meu ambiente de trabalho ideal”.

    Uma versão disso já está ocorrendo na nova sede do McDonald’s em Chicago, onde a empresa lançou um aplicativo por meio do qual os funcionários podem obter orientações, reservar salas de reunião e até ajustar a temperatura da área de estar. “Prestar atenção aos detalhes do escritório… mostra aos funcionários que valorizamos sua experiência de trabalho”, disse Scott Phillips, diretor de imóveis corporativos da empresa. “Isso abre caminho para profissionais mais satisfeitos e melhora seu desempenho em geral.” Após a adoção dessas medidas, a empresa registrou um aumento dramático na satisfação quanto ao ambiente de atuação (76%) e na aquisição de talentos (22%).

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  • 2. Uma janela para a natureza

    De acordo com uma pesquisa realizada pela Future Workplace, o desejo número um dos funcionários norte-americanos não é uma cafeteria, academia de ginástica ou espaço para crianças, mas simplesmente “acesso à luz natural e vistas para o exterior”. Quase três quartos dos entrevistados disseram que isto melhora a satisfação (73%) e o desempenho (70%), enquanto mais da metade (54 %) disseram aumentar o compromisso organizacional. Outros estudos apontaram resultados semelhantes, por exemplo a de que os funcionários de call center eram 6% a 12% mais rápidos quando tinham melhores vistas para o exterior.

    Estatísticas como essas estão impulsionando o boom do “design biofílico”, que integra luz natural e elementos, como madeira e rocha, além de vistas e acesso ao ar livre. “À medida que o local de trabalho evoluiu”, Chris Alldred, diretor de design, explicou ao veículo “European CEO”, “os princípios do design biofílico começaram a ganhar destaque uma vez que os benefícios resultantes, incluindo reduções nos níveis de estresse da equipe e, consequentemente, absenteísmo, se tornaram difíceis de ignorar”.

    Os exemplos são abundantes. A Amazon possui as Spheres (três conservatórios esféricos que fazem parte do espaço da sua sede em Seattle) que abriga mais de 40.000 plantas de 30 países. A Microsoft tem três casas na árvore em seu campus de 202 hectares. A Clif Bar possui uma fábrica de US$ 90 milhões e 27871 metros quadrados na qual o design biofílico foi integrado desde o início, com uma abundância de janelas, claraboias (abertura envidraçada no teto), plantas e pátios que complementam a vista para a montanha. “Era realmente importante que a unidade de Twin Falls incorporasse os valores da empresa”, afirmou o CEO Kevin Cleary, em um comunicado. “Queríamos que fosse um local saudável e acolhedor para as pessoas trabalharem, além de ser sustentável tanto para o nosso pessoal, quanto para a comunidade e o planeta”.

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  • 3. Diversidade de espaços

    Em uma pesquisa realizada pela plataforma Clutch, 78% dos funcionários concordaram que os “ambientes físicos” influenciam onde os indivíduos escolhem atuar. À medida que o trabalho remoto se torna mais difundido e o deslocamento para um escritório se torna menos necessário, essa influência provavelmente só aumentará. “Não precisamos ir ao escritório para trabalhar”, disse Despina Katsikakis, chefe de desempenho empresarial da Cushman & Wakefield, ao “Financial Times”. “Isso significa que toda a nossa percepção deste ambiente como edifício precisa mudar para aquele representado por uma rede de locais físicos e virtuais os quais me ajudam a trabalhar da melhor forma possível.”

    Parte da capacitação dos funcionários para a atuação mais eficiente envolverá a criação de uma diversidade de espaços acessíveis e atraentes a todos. Os escritórios do futuro não serão inteiramente abertos nem fechados; eles serão variados, de modo a oferecer áreas de criatividade e foco reconfiguráveis, para se adaptar às flutuações nas necessidades. Como o arquiteto Eliot Postma disse em um artigo da Raconteur sobre design de espaços de trabalho orientados para o futuro: “Pensava-se anteriormente que a colaboração total era melhor. Mas existem introvertidos e extrovertidos, e os escritórios precisam acomodar os dois”.

    Essa certamente era a mentalidade da gigante de software Adobe quando redesenhou sua sede em San Jose, em 2016. Suas instalações de 15.106 metros quadrados agora incluem um espaço para reuniões com arquibancadas, “salas de estar”, um pátio externo, salas de conferências, cabines telefônicas, e vários cafés. “Criamos uma variedade de áreas da comunidade e espaços de atuação alternativos que permitem aos funcionários escolher onde e como trabalhar de modo a proporcionar a oportunidade de conhecer uns aos outros e colaborar de novas maneiras”, disse Jonathan Francom, vice-presidente de soluções globais para locais de trabalho da Adobe, ao “Business Insider”.

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1. Personalização Inteligente

Menos de dois terços (59%) dos funcionários, de acordo com o Relatório de Cultura Global de 2020 da O.C. Tanner, acreditam que seus líderes os valorizam. Essa é uma rota direta para o desengajamento (que afeta dois terços dos trabalhadores dos EUA) e o desgaste. Na pesquisa, “não se sentir valorizado” estava associado a “não receber o pagamento suficiente” e representava uma das principais razões pelas quais os funcionários desejavam deixar o emprego. Portanto, para aumentar o engajamento e a retenção, é essencial fazer com que os funcionários se sintam valorizados e esta meta pode ser auxiliada pelo design cuidadoso do espaço de trabalho.

No futuro, por exemplo, Andy Heath, da WeWork, acredita que os escritórios serão muito mais personalizados de acordo com gostos e exigências individuais. “Um escritório rastreará minha localização e ajustará as preferências para me atender”, disse ele. “Depois do almoço, a temperatura do local onde estou sentada pode cair um grau e as persianas podem subir um pouco para me acordar, de modo a criar o meu ambiente de trabalho ideal”.

Uma versão disso já está ocorrendo na nova sede do McDonald’s em Chicago, onde a empresa lançou um aplicativo por meio do qual os funcionários podem obter orientações, reservar salas de reunião e até ajustar a temperatura da área de estar. “Prestar atenção aos detalhes do escritório… mostra aos funcionários que valorizamos sua experiência de trabalho”, disse Scott Phillips, diretor de imóveis corporativos da empresa. “Isso abre caminho para profissionais mais satisfeitos e melhora seu desempenho em geral.” Após a adoção dessas medidas, a empresa registrou um aumento dramático na satisfação quanto ao ambiente de atuação (76%) e na aquisição de talentos (22%).

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