11 dicas para bombar no LinkedIn em 2020

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LinkedIn difere das demais redes pelo caráter profissional e recorte específico de usuários

Presente em mais de 200 países e com 600 milhões de usuários pelo mundo, o LinkedIn é a rede definitiva para quem busca visibilidade profissional. Se a plataforma antes chegou a ser encarada apenas como ferramenta de currículo online, hoje é reconhecida como uma grande interface de networking, conteúdo e geração de negócios on-line.

Apesar de não contar com usuários na casa dos bilhões, como o Facebook (2,23 bilhões), o LinkedIn difere das demais redes pelo caráter profissional e recorte específico de usuários. A plataforma é capaz de concentrar grandes gestores e empresários, assim como recrutadores e aspirantes a uma carreira de sucesso, pesquisas de mercado e dicas preciosas de carreira.

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Segundo informações do LinkedIn, o Brasil é terceiro país em número de usuários (aproximadamente 30 milhões), atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia. Aqui, no grupo dos grandes “influenciadores” da rede social, está Tiago Alves, CEO da Regus e do Spaces no Brasil e usuário número um da plataforma em engajamento entre os colaboradores da empresa global, com mais de 10.000 funcionários na rede. “Estou no Top 1% do LinkedIn, no quesito Índice de Venda Sociais, e sou responsável por 10% do tráfego global da Regus na ferramenta”, diz Alves, que completa: “Em todas as convenções globais da empresa, que reúne mais de 122 países, todos me conhecem por conta da minha atividade no LinkedIn”.

O CEO considera a rede social uma das melhores ferramentas de vendas externas e internas quando explorada com frequência e profissionalismo. Foi por meio da plataforma que Alves cravou sua atual posição profissional. “Enquanto buscava alguém no LinkedIn para escalar um tema da empresa em que eu trabalhava, encontrei o perfil do fundador de Regus e resolvi mandar um inbox. Após algumas mensagens e 16 entrevistas, aqui estou, desde 2015”, conta.

Com perfil ativo no LinkedIn desde 2005, Alves decidiu otimizar sua conta há mais ou menos quatro anos, quando começou a entender e trabalhar de maneira completa todas as funcionalidades da ferramenta. “Sempre acreditei no potencial das mídias sociais e resolvi investir no LinkedIn quando ele ainda era visto apenas como modismo. No começo, a ferramenta me ajudou a encontrar os tomadores de decisão das empresas que eu prospectava, mas hoje ela me proporciona divulgar conteúdo, fazer networking, novas contratações, encontrar as pessoas certas e estabelecer minha marca no Brasil e no mundo.”

Ter uma conta ativa no LinkedIn significa estar em constante contato com colegas de trabalho, profissionais parceiros e de destaque, futuros empregadores, empresários de sucesso e oportunidades de trabalho. Por isso, é preciso cautela ao fazer publicações e cuidado com a imagem transmitida.

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Veja, na galeria de fotos a seguir, 11 dicas de Tiago Alves para bombar no LinkedIn em 2020:

  • 1. Comece pelo início: seu perfil

    Diferentemente de outras mídias sociais, no LinkedIn, suas informações pessoais são o que mais importa. Mantê-las atualizadas faz com que os algoritmos de busca funcionem corretamente. Esteja atento a todos os detalhes como e-mail, telefone, data de nascimento, descrição dos cargos e foto de perfil.

    O LinkedIn não é um banco de currículos on-line, mas suas informações profissionais devem estar de acordo com o nível de exposição que busca. Ao criar o seu perfil ou editá-lo, é possível preencher campos que informam a ferramenta se você procura emprego, se está aberto a oportunidades de aconselhamento, se deseja receber conteúdo ou somente é um usuário comum.

  • 2. A foto é muito importante

    Perfis com foto geralmente apresentam o dobro de engajamento nas páginas de busca. É importante ter uma foto de boa qualidade e que transmita quem você é profissionalmente. Se for alguém que trabalha em um negócio formal e deseja passar essa mensagem, o ideal é uma foto com roupa social para transmitir seriedade. Agora, se sua área de atuação não exige formalidade e você não quer reinventar a roda, apenas uma foto sua de qualidade atenderá bem sua necessidade.

    Fotos com fundo branco ou claro oferecem melhor visualização. Há sites como o Snappr
    que analisam se a sua foto passa a mensagem que você deseja, basta fazer o upload da imagem escolhida.

  • 3. Para gestores: engaje seu time

    Fotos de perfil descontraídas podem ser eficientes para empresas. Imagens de colaboradores segurando uma pequena maquete com o logo da empresa tem viralizado na rede e podem funcionar como uma maneira de promover o espírito de equipe.

  • 4. Descrição/propósito

    Um dos campos mais importantes e que é preenchido erroneamente por boa parte dos usuários é o que pede que você se descreva. A grande maioria das pessoas trata esse campo como se fosse o espaço para escrever o objetivo do seu currículo profissional. E aí está o erro. Assim como em outras redes sociais, seu perfil é único, independente e deve incluir habilidades e competências exclusivas que o definam como ser humano. É isso que deve ser explorado aqui.

    O ideal neste espaço é inserir informações sobre você e como o mundo o percebe. Se é uma pessoa descontraída ou mais séria, escreva quais são seus hobbies, se gosta de realizar atividades físicas, se é engajado em causas sociais. É possível também definir o seu propósito na ferramenta. Por exemplo: se você trabalha em uma empresa de aplicativo de transporte, o seu propósito é ajudar as pessoas a se deslocar de maneira mais eficiente e, assim, melhorar a mobilidade urbana do mundo.

    Perfis com descrições inovadoras têm muito mais engajamento do que aqueles que tentam se vender com o objetivo do currículo.

  • 5. Experiência

    Mais uma vez, tratar o LinkedIn como um banco de currículos online é o principal erro da grande maioria dos usuários. Sua experiência detalhada deve ser guardada para um futuro entrevistador, caso surja a oportunidade, e não para toda a sua rede de conexões. Mas é importante acrescentar informações relevantes, como cargos de supervisão, por exemplo.

    Detalhes sobre a sua rotina não precisam ser inseridos, isso torna seu perfil muito longo e pouco atraente para os robôs e algoritmos. Outro ponto importante: assim como em qualquer cadastro profissional, não minta sobre sua experiência.

  • 6. Conteúdo

    Essa é a parte que mais pode render benefícios. Seja para consumir conteúdo ou para produzir, nenhuma outra mídia social é tão democrática quanto o LinkedIn. Na ferramenta, qualquer usuário pode criar artigos ou posts de publicação redirecionáveis.

    Se você gosta de escrever, tente produzir pelo menos um artigo ao mês. Se quiser levar isso mais a sério ainda, produza pelo menos um por semana. Você pode ainda copiar e colar o link da publicação para publicar em outras redes, já que o conteúdo produzido no LinkedIn é aberto e pode ser replicado em outras plataformas. Posts e artigos sobre uma experiência de viagem, por exemplo, são super bem recebidos no LinkedIn.

    Aproveite para criar conteúdo original. A plataforma aceita vídeos nativos, ou seja, você pode gravar do seu celular e subir diretamente para o LinkedIn. Porém, é preciso parcimônia: não utilize a funcionalidade para publicar materiais fora de contexto, como vídeos virais e memes. Capriche na gravação, no áudio e na edição. Não esqueça de ser inclusivo e colocar legendas em seus vídeos para os tornar mais acessíveis a pessoas portadoras de deficiência.

    Para além de produzir conteúdo, seguir notícias de empresas e personalidades pode o manter atualizado sobre as novidades.

  • 7. Likes e interações

    Na contramão de outras redes sociais, o LinkedIn tem algoritmos distintos quando o assunto é curtidas e comentários. O nível de engajamento de um post pode alterar seu rankeamento em relação a outras postagens. É muito comum uma publicação com alta interação aparecer no feed das pessoas mais de uma vez. Isso acontece porque toda vez que uma conexão sua curte uma postagem de outra pessoa, ela é direcionada para o seu feed.

    Se seu intuito for levar o LinkedIn a sério, é aconselhável postar pelo menos três vezes por semana algum tipo de notícia interessante. Como a plataforma comporta links de outras plataformas, o compartilhamento é facilitado. É importante monitorar a interação das uma postagem para saber o melhor horário para fazer a publicação.

    “No meu caso, se uma publicação não atingir, em média, 60 interações por hora nas primeiras 24 horas, eu tiro o conteúdo do ar e busco publicar em outro horário. Essa é a métrica que se aplica à minha rede”, diz Alves. Cada perfil deve observar e encontrar seus próprios padrões.

  • 8. Networking

    Esta é uma das principais oportunidades oferecidas pelo LinkedIn. Nenhuma outra mídia social consegue dizer de maneira tão assertiva qual é a pessoa na outra ponta da conexão. Para empresas que exploram isso profissionalmente, é importante frisar: adicionar todo mundo como conexão não é a melhor estratégia. É sempre importante tentar criar algum tipo de ligação com a pessoa que deseja se conectar, seja porque ambos frequentam algum espaço em comum, seja porque existe admiração pelo trabalho do outro.

    Boa parte dos usuários erram ao pensar que enviar mensagens desenfreadamente é uma forma de vender mais ou de se conectar, porém esse cold call digital (como é chamada a forma fria de se comunicar com alguém que você não conhece) tem um índice de retenção muito baixo. Se quiser levar este tipo de interação para outro patamar, utilize ferramentas adicionais do LinkedIn que ajudam a trabalhar melhor as mensagens impessoais. O LinkedIn Sales Navigator é uma delas.

    No LinkedIn, há conexões de primeiro segundo e terceiro graus. Reza a lenda que é possível chegar a qualquer pessoa no mundo a partir de conexões de terceiro grau. Além disso, há grupos de pessoas interessadas em assuntos em comum e até mesmo comunidades de empresas, o que é uma grande oportunidade de networking. Se bem utilizada, a ferramenta é uma ótima mediadora do networking digital.

  • 9. Contratar ou ser contratado

    Pela qualidade das informações encontradas, o LinkedIn é uma ferramenta bastante utilizada por empresas de seleção e por departamentos de contratação de grandes empresas. Porém, não é aconselhável adicionar desmedidamente gerentes de RH ou headhunters e pensar que o problema está resolvido. A melhor forma de encontrar emprego por meio da rede social é buscar vagas que estão abertas, por meio da opção “Vagas”. Lá é possível encontrar a descrição do trabalho, empresa, referências. A própria ferramenta, com base no seu perfil, faz um match da sua posição com a vaga desejada. Por isso, é importante preencher corretamente todas as informações do perfil.

    Se você for um recrutador, utilizar o LinkedIn como ferramenta de contratação é uma opção fácil, prática e barata. Em média, publicar uma vaga no LinkedIn custa em torno de R$ 35 ao dia e, se bem descrita, com informações completas do perfil desejado, a própria ferramenta chega a oferecer uma lista com 100 potenciais candidatos no mesmo momento em que a oportunidade é disponibilizada. Ou seja, em menos de um dia é possível conseguir perfis pré-selecionados pela própria plataforma a partir do cruzamento das informações dos usuários com as habilidades e conhecimentos desejáveis para a posição.

  • 10. Live streaming

    Apesar do recurso de transmissão ao vivo não estar disponível ainda para todos os usuários do LinkedIn, essa é uma ótima função para engajar a sua audiência e se posicionar de maneira diferenciada na rede social. Por ser uma opção limitada, fique atento aos profissionais e empresas que fazem transmissões ao vivo porque o conteúdo é de altíssimo nível e uma oportunidade única de interagir com grandes nomes e influenciadores.

    No LinkedIn, transmitir ao vivo não é tão simples quanto em outras plataformas porque a função requer softwares específicos, assim como conhecimentos básicos de transmissão de vídeo, o que faz com que a qualidade do conteúdo seja profissional e altamente rico para quem consome.

    Para saber se você pode fazer lives no LinkedIn, acesse o menu “Ajuda” da

  • 11. Assinaturas

    Apesar de ser uma rede social gratuita, no LinkedIn é possível pagar para ter acesso a recursos adicionais. Apenas opte pela opção paga se você realmente quiser explorar a plataforma por inteiro e se diferenciar na rede. Se seu objetivo for buscar um trabalho, por exemplo, grande parte dos algoritmos levam em conta as informações que constam no seu perfil, o que descarta a necessidade de pagar pela ferramenta. “Eu particularmente assino ferramenta há mais de 10 anos porque, para mim, o valor agregado das funcionalidades que uma assinatura premium proporciona faz diferença. Consigo saber quem visitou meu perfil, a quantidade de visualização de cada post, empresas que têm buscado meu nome e até mesmo a possibilidade de enviar mais mensagens para usuários que não fazem parte da minha rede de conexões”, explica Alves.

1. Comece pelo início: seu perfil

Diferentemente de outras mídias sociais, no LinkedIn, suas informações pessoais são o que mais importa. Mantê-las atualizadas faz com que os algoritmos de busca funcionem corretamente. Esteja atento a todos os detalhes como e-mail, telefone, data de nascimento, descrição dos cargos e foto de perfil.

O LinkedIn não é um banco de currículos on-line, mas suas informações profissionais devem estar de acordo com o nível de exposição que busca. Ao criar o seu perfil ou editá-lo, é possível preencher campos que informam a ferramenta se você procura emprego, se está aberto a oportunidades de aconselhamento, se deseja receber conteúdo ou somente é um usuário comum.

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