Um ano de home office: 8 diferenças de percepção entre líderes e funcionários

Marko Geber/Getty Images
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57% dos líderes da América Latina planejam adotar um modelo operacional diferente do que tinha antes da pandemia de Covid-19

Mais da metade dos líderes da América Latina – 57% – planeja adotar um modelo operacional diferente do que tinha antes da pandemia de Covid-19. A constatação é da pesquisa ““Perspectivas para o Ambiente de Trabalho Digital: em Busca da Equiparação entre o Escritório e o Ambiente Digital para Garantir a Eficiência do Trabalho Híbrido”, feita pela IDC (Internacional Data Corporation) a pedido da Unisys e adiantada com exclusividade à Forbes. Segundo eles, a medida tem como objetivo garantir a segurança dos funcionários e alcançar maior produtividade.

O levantamento ouviu mais de 1.100 líderes empresariais e funcionários de 15 países, incluindo México, Brasil, Colômbia e Chile. No que diz respeito à produtividade, os líderes e colaboradores têm opinião parecidas: 77% das pessoas do primeiro grupo que participaram concordam que são tão ou mais produtivos em casa ou em outro local remoto do que no escritório, enquanto 83% do segundo grupo têm a mesma opinião. Quase 40% dos colaboradores ainda acrescentaram que preferem trabalhar fora dos limites da empresa, em locais como suas residências, cafeterias e escritórios compartilhados. 

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Para tirar proveito dessa percepção, 28% das empresas da região revelaram estar dispostas a fazer investimentos direcionados ao crescimento e, para isso, estão priorizando a inovação no pós-Covid. Nesse sentido, elas apontam que a inteligência artificial (60%), o 5G (58%), a internet das coisas (51%) e as plataformas de segurança modernas (50%) trarão mais benefícios aos ambientes de trabalho da organização nos próximos cinco anos.

“Em todo o mundo, quase 40% da força de trabalho foi obrigada a mudar quase da noite para o dia para formas remotas de trabalho, ao mesmo tempo em que os outros 60% continuaram se adaptando e buscando novas formas mais seguras de concluir suas tarefas”, diz Holly Muscolino, da IDC. “Nós já sabemos que, para a grande maioria, não haverá volta ao modelo de negócios de 2019. Os trabalhadores remotos continuarão representando quase um quarto da força de trabalho global, ainda que exista alguma variação entre os diferentes setores. A força de trabalho híbrida – remota, no escritório, em trabalho de campo e transitando entre locais distintos – está aqui para ficar e as mudanças e reorganizações provisórias criadas ao longo de 2020 devem se tornar permanentes daqui para a frente”, diz Holly Muscolino, da IDC 

Para Mauricio Cataneo, vice-presidente e gerente geral da Unisys para a América Latina, o verdadeiro desafio para a tecnologia da informação é proporcionar a mesma experiência para todos os funcionários, que trabalham em locais diversos e híbridos. “Isso significa permitir que todos encontrem formas individuais de trabalho que impulsionem sua produtividade e a inovação a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer dispositivo. Inteligência artificial, automação, análise e resolução proativa de problemas fazem parte de um conjunto mais amplo de tecnologias e habilidades necessárias para oferecer isso. Esta pesquisa mostra como são variadas as percepções de um ambiente de trabalho digital moderno. Ela também mostra que muitas empresas estão pensando no futuro e criando um ambiente de trabalho que não só será mais produtivo, mas também será melhor para os seus funcionários”, diz.

Veja, na galeria abaixo, as principais discordâncias entre líderes e colaboradores sobre o modelo de trabalho no “novo normal”:

  • Vida familiar e tempo

    Embora 52% dos funcionários latino-americanos considerem o local de trabalho e o tempo para a família importantes, apenas 42% dos líderes pensam da mesma forma.

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  • Capacitação

    54% dos colaboradores da região afirmam que é fundamental capacitar equipes e pessoas, preocupação que apenas 43% das empresas reconhecem. Essa diferença é muito semelhante na América do Norte (para 63% dos funcionários e 51% das empresas).

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  • Acesso à tecnologia

    59% dos funcionários latino-americanos afirmam que o acesso à tecnologia mais atualizada é fundamental para uma experiência ideal do funcionário. O recurso é um pouco menos importante para os líderes latino-americanos (50%).

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  • Comunicação

    Para 33% dos líderes da América Latina, a dificuldade de comunicação e trabalho com os demais integrantes da equipe é algo preocupante. Apenas 26% dos funcionários concordam com isso.

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  • Supervisão

    34% dos líderes estão preocupados com a falta de supervisão e visibilidade da gestão como resultado do trabalho em casa, em comparação com apenas 13% dos funcionários.

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  • Acesso aos dados

    31% dos líderes estão preocupados com as possíveis dificuldades de acesso a dados, enquanto apenas 18% dos funcionários consideram isso um desafio.

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  • Novas tecnologias

    47% dos líderes consideram o uso de tecnologias desconhecidas ou novas para trabalhar em casa um desafio. Apenas 6% dos funcionários pensam da mesma forma.

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  • Conectividade

    Soluções de conectividade e banda larga são as melhorias mais solicitadas por 44% dos colaboradores, mas o problema aparece como uma necessidade latente para apenas 34% dos líderes.

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Vida familiar e tempo

Embora 52% dos funcionários latino-americanos considerem o local de trabalho e o tempo para a família importantes, apenas 42% dos líderes pensam da mesma forma.

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