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Carreira

16 dicas para mulheres que querem atuar na área de tecnologia

Minoria no setor, elas enfrentam obstáculos sociais e morais para ingressar - e continuar - na profissão

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Dowell/Getty Images
Dowell/Getty ImagesMinoria no setor, elas enfrentam obstáculos sociais e morais para ingressar – e continuar – na profissão

O mundo dos computadores, softwares e códigos foi, durante muito tempo, dominado pelo gênero masculino. Ao longo da história, a participação das poucas mulheres que se destacaram na área acabou sendo ofuscada pelo tempo. É o caso de nomes como Hedy Lamarr, inventora do Wi-Fi, Ada Lovelace, a primeira programadora, e Katherine Johnson, cientista da computação que ajudou a Nasa a levar o primeiro homem à Lua. 

De acordo com o relatório “Mulheres na Tecnologia”, feito este ano pelo portal especializado em negócios do setor “TrustRadius”, 72% das equipes de tecnologia do mundo possuem uma proporção de uma mulher para cada dois homens. Outros 26% dos times contam com cinco funcionários para cada funcionária. A pesquisa também revelou que, durante a pandemia, elas têm quase duas vezes mais probabilidade de perder seus empregos do que eles.

LEIA MAIS: Especial Mulheres na Tecnologia: 7 empreendedoras que quebraram as barreiras de gênero no sistema financeiro

Mas a falta de oportunidade e representatividade são apenas alguns dos problemas das profissionais que seguem carreira em tecnologia. “Os desafios das mulheres que trabalham nessa área começam já no momento da decisão pela carreira. Até este momento, todos os estímulos que as meninas recebem da família, da escola e da sociedade, de uma forma geral, contribuem para desencorajá-las a isso”, ressalta Vanessa Batista Schramm, integrante do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). 

Outra questão que precisa ser levada em consideração é a permanência dessas mulheres nas empresas. Um estudo da Accenture e do Girls Who Code descobriu que metade das jovens que trabalham em tecnologia deixa o setor antes dos 35 anos. Diante dessa perspectiva, é papel das empresas promover um ambiente de trabalho inclusivo. “É preciso que elas construam novos processos, mais amplos e diversos, e revisem dinâmicas antigas para que o ambiente seja não só acolhedor, mas propício ao desenvolvimento e crescimento de todas as pessoas. Fazer processos de seleção que sejam mais abrangentes, revisar modelos de entrevista e estabelecer trajetórias de carreira para mulheres na liderança são algumas das iniciativas que podem ser conduzidas internamente”, descreve Mariana Pezarin, COO da PrograMaria, meta-site sobre mulheres e tecnologia. 

Apesar do cenário desfavorável, entretanto, a candidatura de mulheres para vagas no setor tem aumentado. Nos primeiros cinco meses deste ano, 12.716 profissionais se candidataram a vagas de tecnologia no Brasil contra 10.375 no mesmo período do ano passado. Apenas no mês de janeiro, foram 4.316 candidatas contra 1.989, o que representa um crescimento de 116%, segundo dados do BNE (Banco Nacional de Empregos).

 A Forbes pediu, a oito mulheres com carreiras sólidas na área, dicas para profissionais que pretendem seguir trajetórias no setor de tecnologia. Veja, na galeria a seguir, quais são elas:


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