É só tristeza ou é depressão? Conheça as diferenças

Se sentir triste é normal, mas se a sensação vier acompanhada de sintomas como problemas com o sono, ansiedade e alterações no humor e no apetite, é bom procurar um profissional da saúde .

Arthur Guerra
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Basak Gurbuz Derman/Getty Images
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Se o quadro de tristeza se prolongar, acompanhado de alterações na rotina, é importante procurar um profissional da saúde

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Todos nós, em algum momento da vida – agora muito mais, por conta da pandemia –, nos sentimos tristes. Tristeza é uma emoção indissociável do ser humano, assim como a alegria e a raiva. Algumas pessoas podem senti-la mais vividamente que outras, mas é algo que todos vivenciarão um dia, em decorrência de situações estressantes, desapontadoras, frustrantes ou sombrias, como é o caso da perda de um ente querido, do emprego ou de um sonho.

De alguma forma, a tristeza é libertadora. Quando choramos, conversamos com um amigo – ou gritamos até –, isso nos ajuda a lidar com aquela situação que causa ou causou um tremendo desconforto.

A depressão é um quadro clínico composto de vários sinais. A tristeza é a manifestação mais importante, mas ela nunca vem sozinha. Se ela vier acompanhada de sintomas como problemas com o sono, ansiedade, alteração do humor ao ponto de a pessoa mudar totalmente, alteração no apetite – geralmente perde-se a vontade de comer –, queda da libido, dores pelo corpo ou falta de perspectiva no futuro, há grandes chances de ser depressão.

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Outro alerta de que a tristeza que se sente pode ser de fato depressão é o tempo que ela dura. Geralmente, a tristeza, por si só, não costuma durar mais do que 15/20 dias. Esse sentimento, quando se arrasta por meses – muitas vezes, até anos –, geralmente está associado a um quadro depressivo.

Se você se identificou com algum dos alarmes acima, é uma boa hora para buscar um profissional de saúde. A depressão é um dos transtornos mentais mais frequentes no mundo, e pode ser altamente incapacitante, pois reduz produtividade e a vontade de cumprir as tarefas do dia a dia, bem como provoca a perda de interesse pelas coisas e, por vezes, até um namoro com a ideia de morte.

A boa notícia é que ela pode ser controlada e até curada em um número enorme de casos. Mas é preciso que você busque o seu médico, o profissional de saúde em quem você tem confiança, para que ele lhe oriente e lhe ajude a decidir qual é o melhor tipo de tratamento para o seu caso.

Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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