Ibovespa fecha com realização de lucros puxada por bancos; Itaú cai quase 5%

ReutersConnect/Rahel Patrasso
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A queda das ações no Brasil acompanhou o viés nas bolsas norte-americanas, onde o S&P 500 fechou em baixa de 1%

Após começar a semana recuperando níveis do começo de março, o Ibovespa fechou em queda hoje (7), em meio a ajustes, com bancos entre as maiores pressões de baixa e tendo de pano de fundo correção negativa também em Wall Street.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,19%, a 97.761,04 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$ 25,4 bilhões.

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Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de mais de 2% e no maior patamar em quatro meses, em meio a perspectivas positivas de recuperação econômica pós-Covid-19 e com intenso noticiário corporativo no país. “Esse ânimo desenfreado criou as condições para que hoje houvesse essa realização de lucros”, afirmou o analista Ilan Albertman, da Ativa Investimentos.

A queda das ações no Brasil acompanhou o viés nas bolsas norte-americanas, onde o S&P 500 fechou em baixa de 1%, após cinco pregões de alta, maior série de ganhos neste ano, e novo aumento nos casos de coronavírus nos EUA.

No Brasil, o anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro está com Covid-19 também ocupou as atenções, embora, na bolsa, profissionais do segmento de renda variável tenham observado um impacto limitado.

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A notícia, segundo um gestor ouvido pela Reuters, traz alguma incerteza e qualquer efeito relevante no mercado dependerá da evolução do quadro de saúde do presidente. “No caso de uma piora significativa da saúde (de Bolsonaro), bagunça o cenário no curto prazo, mas se o quadro for tranquilo, não muda muito”, afirmou.

Destaque do dia para Itaú Unibanco, que caiu 4,9%, e Bradesco, que perdeu 4,15%, após valorização expressiva na véspera, em meio a novos ruídos envolvendo projeto que estabelece teto para os juros de cartões de crédito e cheque especial. Apesar de temporário, analistas do Credit Suisse destacaram que a definição de um teto é potencialmente negativa para os lucros dos bancos em 2021.(Com Reuters)

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