Carteira recomendada: Vale, Bradesco e B3 lideram recomendações para maio

A Forbes analisou 24 carteiras recomendadas de corretoras e bancos e compilou as ações mais sugeridas para maio

Artur Nicoceli
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Yuichiro Chino/GettyImages
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A Forbes analisou 24 carteiras recomendadas de corretoras e bancos e compilou as ações mais sugeridas para maio

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Em meio à temporada de balanços do primeiro trimestre, analistas de corretoras e bancos divulgaram suas carteiras recomendadas de maio e elegeram a Vale em primeiro lugar, ainda em protagonismo, em 19 das recomendações, ante 17 em abril. Considerando o aumento no preço do minério de ferro e a economia chinesa – principal consumidora da commodity brasileira – que está sendo retomada devido à vacinação, os especialistas acreditam que a mineradora está surfando bem no atual cenário, o que se concretizou nos resultados apresentados pela empresa.
A Vale registrou lucro líquido de US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre, com um salto de 2.220% na comparação com os US$ 239 milhões do mesmo período do ano passado, informou a empresa na divulgação de suas operações. O Citi apontou em relatório de ontem (4) que as cotações do minério de ferro atingirão novas máximas em US$ 200 por tonelada nas próximas semanas.

Pela primeira vez em 2021, após meses ocupando o segundo lugar, a B3 divide espaço com o Bradesco na segunda posição entre as ações mais recomendadas. Isso é fruto das projeções de bons resultados devido à abertura de mercado, de acordo com os relatórios, mas ainda há recomendação de atenção para o cenário doméstico, pois as incertezas econômicas e as pressões diante do futuro das fintechs mantêm os papéis de bancos sob alerta.

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Já a B3 se encontra em um cenário ainda muito favorável. Com as taxas de juros em níveis baixos, o mercado de capitais segue muito atrativo para os olhos dos investidores. Os resultados positivos da companhia e o crescimento nas negociações de ativos fazem do papel ON da B3 uma forte recomendação para os analistas financeiros.

O terceiro lugar também ficou empatado entre Gerdau e a Localiza. A produtora de aço ganhou destaque após apresentar bons resultados nos últimos meses devido à estratégia de venda de ativos e a melhora no setor, com o câmbio alto, que beneficia exportações, e o aumento no preço do aço. De acordo com a Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço), a Gerdau elevou o preço de seus produtos entre 8% e 10% em abril.

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A Localiza está no topo das boas esperanças dos analistas. Eles acreditam que a retomada da economia e o avanço nas campanhas de vacinação darão mais oportunidades para que o mercado automobilístico – que estava parado há meses devido à pandemia – retome o seu lugar, abrindo portas para que a Localiza consiga entregar mais seus produtos. No primeiro trimestre, a empresa vendeu 29 mil seminovos, ante 38 mil no mesmo período do ano passado. Dessa forma, a opinião dos analistas é que a empresa melhore a tendência e apresente resultados positivos futuramente.

O Forbes Money avaliou 24 recomendações de bancos e corretoras para compilar os ativos mais sugeridos no mês de maio. Veja abaixo a íntegra das recomendações:

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Ações mais recomendadas entre as 24 carteiras analisadas pela Forbes

Veja algumas análises de especialistas e as ações mais recomendadas para maio:

  • BredanMCDermid/Reuters

    Vale (VALE3) – 19 recomendações

    Órama Investimentos – Acreditamos que a retomada das economias globais resultará em um novo super-ciclo de commodities, especialmente no minério de ferro, principalmente em países como a China. Além da retomada, vemos no horizonte, estímulos vindo para reforma de infraestrutura nas economias desenvolvidas, o que vai aumentar a demanda de minério no futuro. Esse crescimento de demanda tem impactado de forma significativa os preços da commodity e consequentemente beneficiado as mineradoras de forma geral. A companhia possui algumas plantas que estão paradas e assim, mesmo que a demanda por minério aumente, será possível honrar os pedidos sem grandes problemas. Seu robusto pagamento de dividendos semestrais é um grande atrativo e uma forma de balancear nossa carteira de investimentos com uma empresa bastante sólida.

    Banco Inter – A Vale segue na carteira de maio, apesar do baixo upside aos nossos preços-alvos. Com os bons fundamentos do setor mantidos, além do recente anúncio do programa de recompra de ações da companhia, entendemos que o papel segue com vieses positivos, limitando uma possível pressão baixista advinda de correção nos preços das commodities, caso ocorram. A Vale apresentou seus resultados para o primeiro trimestre com desempenho forte, conforme esperado, impactado por preços elevados nos mercados internacionais, especialmente o minério de ferro, o que compensou os menores volumes vendidos no trimestre, devido à sazonalidade. Além disso, a companhia segue como forte geradora de caixa, na ausência de grandes investimentos ou planos de expansão via M&As, tendo em vista o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 8,4 bilhões, reportado no primeiro trimestre, o que levou a uma geração de caixa de US$ 5,8 bilhões no período.

  • NurPhoto/GettyImages

    B3 (B3SA3) – 11 recomendações

    Banco Safra – Estamos mantendo B3 na carteira recomendada por acreditarmos no bom momento operacional da companhia. O segmento de ações, responsável por 46% da receita da B3 vem apresentando um excelente momento, com níveis recorde de negociação e número de investidores ativos. Haverá uma desaceleração no desempenho operacional (como temos visto nos níveis negociados na B3 em março), mas ainda assim a B3 deve ter bons resultados, com uma poderosa combinação de crescimento forte de receita com diluição de despesas.

    Planner – A companhia vem apresentando um consistente desempenho financeiro com destaque para o crescimento da sua geração de caixa e disciplina na gestão de despesas, que em 2021 devem ficar entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão (em base ajustada). Este ano, a B3 pretende distribuir entre 120% e 150% do lucro líquido societário aos acionistas, na forma de JCP (juros sobre capital próprio), dividendos, recompra de ações ou outros instrumentos aplicáveis. Os investimentos previstos para 2021 devem situar-se entre R$ 420 milhões e R$ 460 milhões e a alavancagem financeira em 1,5x. Na assembleia-geral em 10 de maio deve ser aprovada a proposta de desdobramento das ações de emissão da companhia de uma para três, sem alteração no capital social.

  • Paulo Whitaker/Reuters

    Bradesco (BBDC4) – 11 recomendações

    XP – Durante o mês, as ações do Bradesco ficaram mais estáveis ​​com pequenas perdas, já que o mercado estava de olho na situação da Covid-19 no Brasil e seus possíveis impactos fiscais, além de alguns ganhos relativo à expectativa de juros maiores no longo prazo. No final do mês, as ações experimentaram um forte aumento após o positivo resultado do Santander que levaram o mercado a projetar bons resultados trimestrais para o setor, que no caso do Bradesco esperamos se materializar. Com isso, mantemos nossa recomendação de compra baseada em: fonte de receitas diversificada e defendida, contando com a maior seguradora e um dos maiores bancos de investimentos do Brasil; grande potencial de ganho de eficiência com redução da operação física e digitalização do banco; além de valuation atrativo.

    Warre – Com a possível liberação de parte das provisões nesse trimestre e uma melhora nos lucros na base anual, o setor bancário pode acabar atraindo a atenção dos investidores nos próximos meses. Sabemos que o cenário do setor não tem sido animador nesses quatro primeiros meses de 2021, as incertezas econômicas e as pressões sobre os futuros das fintechs mantêm os papéis de bancos sob forte pressão. Enxergamos um ciclo de crédito desafiador à frente, mas acreditamos no colchão de liquidez que os “bancões” têm para suportar esses riscos. Entre os tradicionais, o Bradesco se destaca em nossa preferência no setor. A atualização de recompra de ações do Bradesco fortalece a nossa ideia de que o papel está descontado.

  • SOPAImages/GettyImages

    Gerdau (GGBR4) – 7 recomendações

    Guide – A Gerdau encerrou recentemente a sua estratégia de venda de ativos, melhorando a rentabilidade da empresa, e passando a focar em suas operações nas Américas, com controle incisivo dos custos e despesas observados nos últimos trimestres, e operações sólidas na América do Norte, que devem continuar a impulsionar os resultados da operação na região. Gostamos de sua alavancagem operacional, com operações nos Estados Unidos e Brasil, onde a diversificação geográfica ajuda a mitigar riscos. O setor como um todo vem sendo beneficiado pelo cenário atual, no qual: o dólar deve seguir em patamares elevados, o que beneficia empresas exportadoras, a alta nos preços do aço e espaço para novos reajustes, também devido ao câmbio desvalorizado e aumento da demanda por aço com a recuperação acelerada dos setores automotivo e de construção civil, sendo o último impulsionado pelas baixas taxas de juros nas operações de financiamento imobiliário.

    Banco Inter – A Gerdau continua em nossa carteira de maio, com manutenção das boas expectativas sobre a empresa e sobre seus resultados do primeiro trimestre. A companhia fez um excelente trabalho em todas as suas unidades e vem colhendo os frutos. Lembramos que a companhia reportou seus resultados do quarto trimestre com operacional muito melhor que o esperado, resultante de receitas elevadas e ganhos expressivos de margens. Os aumentos de preços anunciados e implementados ao longo do 1º trimestre devem se traduzir em maiores receitas, contribuindo para elevação de margens, inclusive.

  • Gabriel Araujo/Reuters

    Localiza (RENT3) – 7 recomendações

    XP – Destacamos o momento positivo para Localiza e para o setor de aluguel de carros de maneira geral, principalmente apoiados por um bom cenário para resultados de curto-prazo, no qual esperamos se sustentar por mais tempo do que está precificado, visto que o bom momento para o segmento de seminovos deve compensar eventual desaceleração no segmento de aluguel, dada as restrições no suprimento de veículos novos na cadeia automotiva e uma forte expectativa de crescimento, com novos mercados apresentando importantes avenidas de crescimento no futuro.

    Genial Investimentos – A inclusão de Localiza acaba acontecendo em meio a uma expectativa positiva do mercado, graças ao avanço das campanhas de vacinação, reabertura das economias e o aumento da mobilidade. Então, o cenário vem se mostrando mais construtivo para a empresa. Outro ponto de atenção é o potencial que a companhia teve no primeiro trimestre em vendas de veículos seminovos (e devem continuar a ter nos próximos trimestres). Durante a pandemia, a indústria automobilística estava paralisada, mas acreditamos que esse mercado está retomando o seu espaço.

BredanMCDermid/Reuters

Vale (VALE3) – 19 recomendações

Órama Investimentos – Acreditamos que a retomada das economias globais resultará em um novo super-ciclo de commodities, especialmente no minério de ferro, principalmente em países como a China. Além da retomada, vemos no horizonte, estímulos vindo para reforma de infraestrutura nas economias desenvolvidas, o que vai aumentar a demanda de minério no futuro. Esse crescimento de demanda tem impactado de forma significativa os preços da commodity e consequentemente beneficiado as mineradoras de forma geral. A companhia possui algumas plantas que estão paradas e assim, mesmo que a demanda por minério aumente, será possível honrar os pedidos sem grandes problemas. Seu robusto pagamento de dividendos semestrais é um grande atrativo e uma forma de balancear nossa carteira de investimentos com uma empresa bastante sólida.

Banco Inter – A Vale segue na carteira de maio, apesar do baixo upside aos nossos preços-alvos. Com os bons fundamentos do setor mantidos, além do recente anúncio do programa de recompra de ações da companhia, entendemos que o papel segue com vieses positivos, limitando uma possível pressão baixista advinda de correção nos preços das commodities, caso ocorram. A Vale apresentou seus resultados para o primeiro trimestre com desempenho forte, conforme esperado, impactado por preços elevados nos mercados internacionais, especialmente o minério de ferro, o que compensou os menores volumes vendidos no trimestre, devido à sazonalidade. Além disso, a companhia segue como forte geradora de caixa, na ausência de grandes investimentos ou planos de expansão via M&As, tendo em vista o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 8,4 bilhões, reportado no primeiro trimestre, o que levou a uma geração de caixa de US$ 5,8 bilhões no período.

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