Saiba quem são as 15 novatas na lista de mulheres self-made mais ricas dos Estados Unidos

Cindy Crawford e Dolly Parton estão entre as recém-chegadas ao ranking

Isabel Contreras
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De celebridades a executivas de tecnologia, conheça as novas integrantes da lista de mulheres self-made mais bem-sucedidas dos EUA

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Nem mesmo uma pandemia impediu que mulheres empreendedoras e executivas deixassem sua marca durante o ano passado. Quinze recém-chegadas se juntaram à lista de mulheres self-made mais ricas dos Estados Unidos da Forbes, com fortunas construídas a partir de fintechs, energia solar, educação online e muito mais.

Os novos nomes têm entre 32 e 75 anos e vêm de sete estados norte-americanos distintos. Todas possuem fortuna de, pelo menos, US$ 225 milhões, o mínimo para entrar no ranking deste ano. As mais conhecidas são a cantora e investidora Dolly Parton e a supermodelo que virou empresária Cindy Crawford.

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Outras, como a fundadora da empresa de alimentos congelados Caulipower, Gail Becker, transformaram uma inovação caseira em uma companhia movimentada. O aumento dos preços das ações e os IPOs oportunos ajudaram a colocar várias mulheres no ranking pela primeira vez.

Muitos dos novos rostos deste ano são pioneiros em indústrias que viram um aumento na demanda durante a pandemia. Jacqueline Reses e Alyssa Henry acumularam seu patrimônio por meio de participações na empresa de pagamentos eletrônicos Square, que fornece ferramentas para facilitar os pagamentos online e eletrônicos de pequenas empresas.

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Rachel Carlson construiu sua fortuna, estimada de US$ 500 milhões, por meio da Guild Education, companhia que ajuda empresas a oferecer benefícios educacionais competitivos aos funcionários da linha de frente.

As cofundadoras e coCEOs da loja de uniformes hospitalares Figs, Trina Spear e Heather Hasson, juntaram cada uma mais de US$ 600 milhões vendendo roupas modernas e confortáveis para os profissionais da saúde, durante uma época em que os holofotes sobre a importância destes profissionais brilharam mais do que nunca.

Outras novatas da lista tiveram sucessos surpreendentes, construindo fortunas em setores que foram atingidos de forma particularmente dura no ano passado. Caryn Seidman-Becker ficou rica depois de comprar uma empresa em estado de falência e criar o Clear Secure, o serviço de segurança biométrica usado em postos de controle de aeroportos e estádios. Embora a pandemia tenha abalado a indústria de viagens, a Clear Secure abriu capital em junho em um IPO que avaliou a empresa em US$ 4,5 bilhões.

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Já a cantora country Dolly Parton lançou um single, um álbum de férias e estrelou um filme da Netflix, enquanto no último ano muitos da indústria do entretenimento deram um passo atrás em suas carreiras. Mas a maior parte de seu patrimônio é fruto da sua participação no parque de diversões Dollywood. Isso ajudou a elevar sua fortuna para cerca de US$ 350 milhões.

A estimativa de patrimônio leva em conta o fechamento dos mercados no dia 2 de julho.

Veja, na galeria de fotos abaixo, as 15 novatas na lista de mulheres self-made mais ricas de 2021. A estimativa de patrimônio equivale ao fechamento dos mercados no dia 2 de julho.

  • Reprodução / Forbes

    Jenny Just

    Patrimônio: US$ 1,5 bilhão
    Fonte: fintech
    Posição na lista: 19a

    A bilionária de primeira viagem começou como corretora de opções de ações, em Chicago, e depois foi cofundadora da empresa de negociação de opções Peak6, com o homem que mais tarde se tornou seu marido. Desde então, eles canalizaram os lucros obtidos fazendo trade para mais de uma dúzia de empresas. O investimento estrela: Apex Clearing, que trabalha com softwares para negociação de ativos e tecnologia para fintechs, como SoFi e Ally. A empresa está planejando abrir capital em uma fusão SPAC com avaliação estimada em US$ 4,7 bilhões.

  • Matt Winkelmeyer / GettyImages

    Caryn Seidman-Becker

    Patrimônio: US$ 990 milhões
    Fonte: segurança aeroportuária
    Posição na lista: 27a

    Caryn é presidente e CEO da Clear Secure, que ajuda as pessoas a passarem rapidamente por pontos de verificação de segurança usando tecnologia. Ex-administradora de fundos multimercados, ela e um colega compraram a empresa após a falência de seu proprietário, em 2010, por US$ 5,9 milhões. Os produtos estão presentes em 38 aeroportos e 26 localidades em todo os Estados Unidos. Caryn possui 20% de participação na companhia, que abriu o capital em junho.

  • NurPhoto / Reprodução

    Michelle Zatlyn

    Patrimônio: US$ 980 milhões
    Fonte: cibersegurança
    Posição na lista: 28a

    Michelle foi a cofundadora da empresa de segurança e infraestrutura web Cloudflare, em 2009, e ajudou a torná-la uma companhia de capital aberto uma década depois. Hoje, a empresa afirma que bloqueia 70 bilhões de ameaças cibernéticas por dia para mais de 4 milhões de clientes. Com as ações negociadas perto de níveis recordes, a empreendedora, que possui 5% da empresa, tornou-se bilionária por um breve período no início de julho.

  • Arte / Forbes

    Jaqueline Reses

    Patrimônio: US$ 920 milhões
    Fonte: meio de pagamentos
    Posição na lista: 30a

    Jaqueline deixou a companhia de pagamentos Square no ano passado, após cinco anos liderando a Square Capital, divisão de empréstimos para pequenas empresas. Durante a pandemia, a unidade intermediou US$ 850 milhões em empréstimos do Programa de Proteção ao Salário para 80 mil empresas em todo o território norte-americano. Ela possui 0,4% das ações da Square e, no início de sua carreira, passou uma década trabalhando como investidora de private equity na Apax Partners, além de atuar como diretora de desenvolvimento do Yahoo.

  • Reprodução / Forbes

    Pamela M. Lopker

    Patrimônio: US$ 725 milhões
    Fonte: software
    Posição na lista: 43a

    Pamela fundou a empresa de software QAD Inc. em 1979. Há 25 anos, ela estreou na lista Forbes 400 como a self-made mais rica dos Estados Unidos. Um ano depois, a empresa abriu capital e, em seguida, ela saiu do ranking. Desde setembro de 2020, as ações da QAD dobraram de preço e, em junho, a empresa de private equity Thoma Bravo anunciou planos para adquirir a QAD Inc. por US$ 2 bilhões, um prêmio de 10% em relação ao seu valor estimado.

  • Reprodução / Forbes

    Heather Hasson

    Patrimônio: US$ 625 milhões
    Fonte: vestuário de saúde
    Posição na lista: 50a

    Depois de não conseguir encontrar um jaleco confortável e elegante para uma amiga em uma loja de suprimentos médicos, a ex-designer de bolsas decidiu desenvolver um por conta própria. Fundada em 2013 com Trina Spear, a Figs viu sua receita mais do que dobrar, atingindo US$ 263 milhões em 2020, à medida que seus clientes – trabalhadores essenciais – encontravam-se na linha de frente da pandemia. Heather é coCEO e possui 10% da Figs, que teve seu capital aberto em maio.

  • Michael Kovac / GettyImages

    Trina Spear

    Patrimônio: US$ 600 milhões
    Fonte: vestuário de saúde
    Posição na lista: 52a

    Quando Trina conheceu Heather Hasson por meio de um amigo em comum, em 2012, ela não planejava deixar seu trabalho bem-sucedido de gestão de ativos na Blackstone. Porém, dias depois, estava voando para Los Angeles para discutir com Heather a ideia de criar uma linha de uniformes funcionais e focados em estilo. Menos de seis meses depois, ela liquidou US$ 401 mil em investimentos para fundar o negócio. Trina é coCEO da Figs, que abriu o capital em maio. “Nossa decisão de tornar a empresa pública foi realmente centrada em colocar nosso pessoal, nossos profissionais de saúde, em um pedestal”, disse. “Não se tratava realmente de receita ou escala, mas sim desta comunidade.”

  • Arte / Forbes

    Alyssa Henry

    Patrimônio: US$ 555 milhões
    Fonte: meio de pagamentos
    Posição na lista: 57a

    Depois de sete anos como executiva na Amazon Web Services, provedor de serviços em nuvem da gigante da tecnologia, Alyssa ingressou na empresa de pagamentos Square e, rapidamente, passou a liderar seu departamento de vendas. Ela transformou uma peça de hardware – o onipresente “pequeno leitor branco” que muitas empresas usam – em um sistema com software para ajudar as empresas a gerenciarem folhas de pagamento, programas de fidelidade e marketing.

  • Arte / Forbes

    Rachel Carlson

    Patrimônio: US$ 500 milhões
    Fonte: educação online
    Posição na lista: 61a

    Em suas estratégias para atrair e reter funcionários da linha de frente, empresas como a Chipotle e o Walmart contam com a Guild Education, fundada por Rachel em 2015 para criar programas de benefícios e ajudar funcionários a obter diplomas gratuitos. Em sua última rodada de financiamento, neste ano, a avaliação da empresa triplicou para US$ 3,75 bilhões. A vitória foi especial para os mais de 1.000 funcionários da Guild, todos com ações da empresa (metade deles tem carteiras com papéis no valor de, pelo menos, US$ 100 mil).

  • Reprodução / Forbes

    Dolly Parton

    Patrimônio: US$ 350 milhões
    Fonte: música
    Posição na lista: 86a

    No ano em que boa parte da indústria musical desacelerou, a cantora country e coproprietária do parque de diversões Dollywood esteve mais ocupada do que nunca. Ela escreveu uma música inspirada em sua experiência durante a pandemia, lançou seu primeiro álbum de férias em 30 anos e estrelou um filme da Netflix, “Christmas on the Square”. Provavelmente, sua contribuição mais importante foi uma doação de US$ 1 milhão que ajudou a financiar a pesquisa da vacina contra o coronavírus da farmacêutica Moderna.

  • Marla Aufmuth / GettyImages

    Indra Nooyi

    Patrimônio: US$ 290 milhões
    Fonte: PepsiCo
    Posição na lista: 91a

    A executiva nascida na Índia atuou como CEO e presidente da PepsiCo por 12 anos antes de deixar os cargos. Sua fortuna vem de ações que ganhou enquanto trabalhava lá. Durante sua gestão, ela frustrou uma oferta para desmembrar a empresa, quase dobrou as vendas para US$ 65 bilhões e introduziu produtos mais saudáveis e práticas ecologicamente corretas. Em 2019, Indra ingressou no conselho da Amazon.

  • Arte / Forbes

    Lynn Jurich

    Patrimônio: US$ 250 milhões
    Fonte: energia solar residencial
    Posição na lista: 95a

    Lynn foi cofundadora da Sunrun, pioneira em energia solar residencial, em 2007, aos 27 anos, ao lado de Ed Fenster, colega de classe da Stanford Business School. Ela é CEO e possui cerca de 2% da empresa, que abriu capital em 2015. As ações mais do que dobraram no ano passado devido ao aumento da demanda por painéis solares. O marido de Lynn, Brad Murray, foi cofundador de uma empresa de cosméticos adquirida pela Unilever em 2019.

  • Arte / Forbes

    Gail Becker

    Patrimônio: US$ 245 milhões
    Fonte: comidas especiais
    Posição na lista: 97a

    Pioneira na moda das pizzas com massa de couve-flor, Gail foi para a cozinha para fazer versões sem glúten das comidas favoritas de seus filhos, depois que eles foram diagnosticados como celíacos. Executiva de relações públicas de longa data, ela fundou a Caulipower em 2016 e obteve financiamento antecipado da empresa de capital de risco Boulder Food Group. A Caulipower tem receita estimada em US$ 100 milhões, com produtos em 25 mil lojas, incluindo Walmart e Target.

  • Arte / Forbes

    Linda Alvarado

    Patrimônio: US$ 230 milhões
    Fonte: construção civil e franquias
    Posição na lista: 99a

    Linda passou mais de quatro décadas na construção. Sua empresa com sede em Denver, a Alvarado Construction, foi fundada pela milionária em 1976 e liderou a construção do Denver Broncos’ Mile High Stadium e do Colorado Convention Center. Ela e o marido usaram os lucros para investir em mais de 250 franquias de fast-food – principalmente o Taco Bells – em sete estados. Em 1991, Linda recebeu uma participação minoritária no Colorado Rockies, da MLB.

  • Arte / Forbes

    Cindy Crawford

    Patrimônio: US$ 225 milhões
    Fonte: beleza
    Posição na lista: 100a

    Depois de fazer sucesso como supermodelo nos anos 1980 e 1990, quando apareceu em mais de 1.000 capas de revistas e foi garota propaganda de uma série de marcas, Cindy Crawford decidiu ser o rosto de seu próprio produto. A modelo e agora empreendedora fundou a companhia de cosméticos faciais Meaningful Beauty, em 2004. As vendas diretas ao consumidor geram mais de US$ 100 milhões em receita anual, em parte, graças ao marketing e ao famoso rosto de Cindy. A ex-modelo, que a Forbes confirmou recentemente como proprietária de metade da empresa, lançou tratamentos para os cabelos na Meaningful Beauty em junho.

Reprodução / Forbes

Jenny Just

Patrimônio: US$ 1,5 bilhão
Fonte: fintech
Posição na lista: 19a

A bilionária de primeira viagem começou como corretora de opções de ações, em Chicago, e depois foi cofundadora da empresa de negociação de opções Peak6, com o homem que mais tarde se tornou seu marido. Desde então, eles canalizaram os lucros obtidos fazendo trade para mais de uma dúzia de empresas. O investimento estrela: Apex Clearing, que trabalha com softwares para negociação de ativos e tecnologia para fintechs, como SoFi e Ally. A empresa está planejando abrir capital em uma fusão SPAC com avaliação estimada em US$ 4,7 bilhões.

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