Ibovespa abre no azul em dia de decisões de juros no Brasil e nos EUA

O dólar recua ante o real com alívio fiscal doméstico e no exterior.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em alta no início do pregão de hoje (22), e ganha 1,53%, a 111.931 pontos perto das 10h12, horário de Brasília. Os mercados globais aguardam os anúncios de política monetária desta Super-Quarta, quando o Fomc (Comitê Federal do Mercado Aberto, em tradução livre), dos Estados Unidos, e Copom (Comitê de Política Monetária), do Brasil, anunciam a nova taxa básica de juros de seus respectivos países.

Além disso, as perspectivas de acordo em torno do pagamento dos precatórios seguem no radar dos investidores brasileiros. Enquanto o anúncio do pagamento dos juros da incorporadora Evergrande, assim como a injeção de dinheiro pelo Banco Central da China no sistema bancário do país, também recebe a atenção do mercado.

Conforme Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, no Brasil, as expectativas do mercado apontam para uma alta de juros de 1 ponto percentual na Selic, de 5,25% para 6,25%, com o intuito de conter uma inflação que está em quase 10%

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Enquanto nos EUA, os juros se manterão inalterados, entre zero e 0,25%, mas todos estão atentos para o comunicado que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o Banco Central Norte-Americano, dará na sequência. “Ele pode nos dar pistas de quando irá diminuir a injeção de US$ 120 bilhões mensais, 67% dos investidores norte-americanos apostam que essa medida começará em novembro. Se adiantar, as Bolsas podem piorar, mas se atrasar, podem melhorar”, afirma Spyer.

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Em Brasília, a Câmara dos Deputados instala nesta manhã a criação de uma comissão especial para analisar o mérito da PEC dos Pecatórios. A medida foi decidida após Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegarem a um acordo na véspera em torno de uma alternativa que preveja uma limitação do crescimento dessas despesas pela mesma dinâmica da regra do teto de gastos.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, ressalta que estes são os primeiros sinais de um consenso sobre a questão dos precatórios. Contudo, alerta: “a solução ainda precisará ser aprovada pelo Congresso, e deve enfrentar oposição, ou seja, ainda não encerramos esse capítulo, e, enquanto isso, o risco fiscal permanece elevado”.

A perspectiva de solução em torno da política fiscal brasileira, além do alívio internacional sobre a percepção de risco colaboram para que o dólar seja negociado em queda frente ao real nesta quarta-feira. Às 10h12, a moeda recuava 0,08%, a R$ 5,2805.

Os futuros das Bolsas norte-americanas apontam para abertura em alta, à espera do anúncio de Jerome Powell, às 15h30, em torno do início da diminuição do estímulo monetário na economia norte-americana.

Os mercados acionários da Ásia fecharam sem direção definida, em dia de feriado em Hong Kong e após dois dias sem negociações no mercado chinês. O otimismo veio com a informação de que a Evergrande pagará parte da dívida amanhã (23).

O índice Shanghai, da China, subiu 0,40%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em baixa de 0,13%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,67%.

Enquanto isso, na Europa, o dia é marcado por Bolsas em alta, à medida que as tensões em torno do caso Evergrande, na China, diminuem, enquanto os investidores da região aguardam o anúncio sobre a política monetária dos EUA. O Stoxx 600 sobe 0,75%; na Alemanha, o DAX avança 0,72%; enquanto o CAC 40 valoriza 1,20% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 1,02%; e o FTSE 100 sobe 1,38%, no Reino Unido.

Os contratos futuros do minério de ferro na Ásia se recuperaram nesta quarta-feira, mas ainda há dúvidas se os ganhos podem ser sustentados devido ao colapso na demanda da China e à melhoria das perspectivas de oferta. O minério de ferro de janeiro na Bolsa de Commodity de Dalian, na China, fechou em alta de 3,7%, a 668,50 iuanes (US$ 103,41) a tonelada, revertendo perdas anteriores que levaram o contrato mais ativo ao seu nível mais baixo desde 26 de novembro.

Os preços do petróleo avançam nesta quarta-feira, depois que os dados da indústria mostraram que os estoques de petróleo dos EUA caíram mais do que o esperado na semana passada na sequência de dois furacões, destacando a oferta restrita conforme a demanda melhora. Por volta das 9h55, o petróleo bruto Brent subia 1,30%, para US$ 75,33 o barril, enquanto o WTI avançava 1,28%, para US$ 71,39. (com Reuters)

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