Forbes Radar: Itaúsa, Banco do Brasil, Marisa e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Itaúsa, Banco do Brasil, Marisa, Azul, Yduqs, Porto Seguro, Cosan, Embraer, Tesla e AMD.

Mariangela Castro
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No Forbes Radar de hoje (9), a Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, anuncia aumento de 35,4% em seu lucro líquido do terceiro trimestre, em comparação com o ano passado, para R$ 2,675 bilhões.

Já a Lojas Marisa registrou queda de 135,7% no mesmo indicador. Em 2020, o lucro líquido registrado pela rede foi de R$ 124,5 milhões e, neste ano, o valor caiu para R$ 44,4 milhões.

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Ainda hoje, Banco BTG Pactual (BPAC11) divulga seus resultados operacionais antes da abertura da Bolsa. Amanhã (10), o mercado aguarda os balanços de Banrisul (BRSR6), SulAmerica (SULA11) e IRB Brasil (IRBR3), e, na quinta-feira (11), finalizando os principais balanços da temporada, a B3 (B3SA3) divulga seus números.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

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Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, anunciou ontem (8) que teve lucro líquido recorrente de R$ 2,675 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 35,4% ante mesmo período de 2020.

No relatório, a companhia afirmou que o avanço refletiu sobretudo o melhor resultado do Itaú, beneficiado pela expansão da carteira de crédito, melhor margem com redução da inadimplência, além do crescimento de despesas em ritmo inferior ao da inflação.

Entre as empresas industriais do portfólio da Itaúsa, a fabricante de calçados Alpargatas teve crescimento de 12,7% da receita líquida, e a produtora de louças sanitárias e painéis de madeira Dexco também teve expansão em todas suas principais linhas.

Por outro lado, a empresa de transporte e distribuição de gás natural NTS e a de gás de cozinha Copa Energia tiveram os resultados pressionados, a primeira por efeitos cambiais e a segunda por despesas com a compra da Liquigás.

A partir de julho, Itaúsa passou a contabilizar os resultados da empresa de saneamento básico Aegea. Ela também tem participação na plataforma de investimentos XP, cujos resultados contribuíram para o crescimento do lucro.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil divulgou ontem (8) resultados acima das estimativas dos analistas para o lucro do terceiro trimestre e disse que deve ter lucro líquido de 2021 maior do que havia previsto antes.

O banco vê seu lucro líquido recorrente, que exclui itens extraordinários, de R$ 19 bilhões a R$ 21 bilhões, ante faixa anterior de R$ 17 bilhões a R$ 20 bilhões, já que sua carteira de empréstimos deve se expandir mais rapidamente.

O lucro líquido recorrente de julho a setembro atingiu R$ 5,139 bilhões, alta de 47,6% em ante mesmo período do ano anterior, e acima da estimativa de analistas compilada pela Refinitiv de R$ 4,496 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 14,3%.

Sua receita líquida de juros, uma medida dos ganhos com empréstimos menos custos de depósitos, aumentou 11,9% ano a ano para R$ 15,683 bilhões, impulsionada por empréstimos e ganhos comerciais.

A carteira de crédito do BB cresceu 6,2% no trimestre, impulsionada por pequenas empresas, pessoas físicas e agronegócios. O banco disse que sua carteira de crédito deve crescer entre 14% e 16% este ano, impulsionando a receita líquida de juros. Anteriormente, o BB previa expansão de no máximo 12%. O índice de inadimplência dos empréstimos de 90 dias ficou praticamente estável em 1,82%.

As menores provisões para perdas com empréstimos também ajudaram o banco a apresentar um lucro acima do esperado, ao cair 28,8% em relação ao ano anterior, para 3,924 bilhões de reais. Ainda assim, elas cresceram 36,7% em uma base sequencial. As ações do BB caíram cerca de 20% neste ano, o pior desempenho entre os maiores bancos do país, principalmente por preocupações com a interferência política.

Marisa (AMAR3)

A Lojas Marisa anunciou na noite de ontem (8) seus resultados operacionais do terceiro trimestre de 2021, com queda de 135,7% no lucro líquido em comparação com o mesmo período de 2020, para R$ 44,4 milhões. Ano passado, o valor registrado foi de R$ 124,5 milhões.

Azul (AZUL4)

A companhia aérea Azul informou nesta segunda-feira que o tráfego total de passageiros em seus voos em outubro foi 62,6% maior do que um ano antes. A oferta de assentos pela empresa também aumentou – foi 57% maior no período. Com isso, a taxa de ocupação em voos da Azul em outubro chegou a 82,1%, alta de 2,8 pontos percentuais sobre o mesmo intervalo de 2020.

Nos voos domésticos operados pela companhia, o tráfego cresceu 66% ano a ano em outubro, com a taxa de ocupação das aeronaves evoluindo 1,8 ponto percentual, para 82,5%. Já nas operações internacionais, o crescimento foi de 20,4% no tráfego de passageiros, com o nível de ocupação crescendo 11 pontos, para 76,3%, informou a Azul.

Yduqs (YDUQ3)

A companhia de educação Yduqs teve lucro líquido ajustado de R$ 146 milhões no terceiro trimestre, queda de 24,9% sobre o mesmo período do ano passado. O grupo, que tem entre as marcas o Ibmec, teve alta de cerca de 9% no resultado operacional, atingindo um Ebitda de R$ 361,3 milhões entre julho e o fim de setembro.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 155,6 milhões e Ebitda de R$ 383,5 milhões, segundo dados da Refinitiv. A linha de mensalidades subiu 12,5%, para R$ 2,16 bilhões, mas as despesas comerciais tiveram incremento de 19,2%, para 191,6 milhões. Já as despesas gerais e administrativas avançaram 27% no período, para R$ 247 milhões.

A base total de alunos da Yduqs cresceu 65,1%, para 1,26 milhão de alunos no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado. O ensino digital mais que dobrou, saindo de 435,6 mil para 970,9 mil alunos.

Porto Seguro (PSSA3) e Cosan (CSAN3)

A Porto Seguro e a empresa de energia e logística Cosan anunciaram ontem (8) a formação de uma joint venture de assinatura de veículos e de gestão de frotas, com a crescente aposta de ambas em mobilidade urbana.

A joint venture terá participação de 50% de cada sócia, com a Porto Seguro participando do negócio por meio de sua unidade Carro Fácil, que já atua em assinatura de veículos. A Cosan vai aportar cerca de 300 milhões de reais na parceria.

Criado em 2016, o Carro Fácil, serviço de assinaturas de carros zero quilômetro, tem crescido mais de 50% ao ano, e atualmente tem uma base de quase 10 mil clientes, disse o presidente-executivo da Porto Seguro, Roberto Santos.

Na saída, o negócio com a Cosan manterá foco atual na assinatura de veículos leves da Carro Fácil, que vende planos de 12 a 24 meses, com preços mensais de 1,7 mil a 5 mil reais. Ainda relativamente pequeno no Brasil, o mercado de assinatura de carros tenta ganhar tração buscando clientes em busca de ter o veículo como um serviço, ficando livres de burocracias com licenciamento, compra e venda, seguros, etc.

Para Porto Seguro e Cosan, a parceria evidencia a busca de fontes alternativas de receitas, ao mesmo tempo em que se vêem direta ou indiretamente desafiadas por novos negócios, como plataformas digitais de seguros ou a crescente demanda por veículos elétricos.

Embraer (EMBR3)

A Embraer tornou-se a mais recente fabricante de aviões a apresentar conceitos para viagens aéreas de menor impacto ambiental, incluindo um avião bicombustível a hélice, em um momento em que o setor enfrenta uma pressão cada vez maior para reagir ao aquecimento global.

A terceira maior fabricante de aviões do mundo revelou o plano para coincidir com o encontro climático COP26 em Glasgow, chamando-o de um “bloco de construção” para alcançar as metas da indústria de aviação de emissões líquidas zero até 2050. Leia aqui a notícia completa.

Tesla (TSLA34)

As ações da Tesla caíam cerca de 3% ontem (8) depois que usuários do Twitter votaram a favor da proposta de Elon Musk de vender cerca de 10% de sua participação na montadora de carros elétricos.

Musk, o homem mais rico do mundo, escreveu no Twitter no sábado que iria vender 10% de suas ações se os usuários da rede social aprovassem a proposta. A pesquisa publicada por ele no Twitter recebeu mais de 3,5 milhões de votos e 57,9% das pessoas votaram “Sim” para a venda das ações. Leia aqui a notícia completa.

AMD (NASDAQ: AMD)

A AMD disse ontem (8) que fechou acordo com a Meta, anteriormente conhecida como Facebook, para ser seu cliente de chips para centrais de processamento de dados. O anúncio fez as ações da empresa de semicondutores disparar mais de 11%.

A empresa também anunciou uma gama de novos chips com o objetivo de enfrentar rivais como Nvidia nos mercados de supercomputação, bem como concorrentes menores, incluindo Ampere no mercado de computação em nuvem. Leia aqui a notícia completa.

(Com Reuters)

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