Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, perde status de bilionária

Eliza Haverstock e Isabella Velleda
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Imagem/Gabriel Rinaldi
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O Nubank tem hoje 48 milhões de clientes – 35 milhões deles usam o aplicativo pelo menos uma vez por mês – no Brasil, México, Colômbia e Argentina

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Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank que se tornou bilionária após o IPO do banco em Wall Street, não faz mais parte do clube dos três dígitos, segundo levantamento da Forbes.

Junqueira, de 39 anos, se tornou a segunda mulher self-made mais rica do Brasil (atrás apenas de Luiza Trajano) depois que as ações do banco digital brasileiro subiram 15% no primeiro dia de negociação, alçando o Nubank a uma avaliação de mercado de US$ 45 bilhões. Com uma participação de 2,9%, sua fortuna chegou a US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões).

Desde a estreia em Nasdaq, os papéis se desvalorizaram mais de 40%, o que fez o patrimônio da executiva diminuir para cerca de US$ 900 milhões (R$ 4,87 bilhões). Só em janeiro, as ações do Nubank recuaram 29%, ante queda de 9% do índice S&P no mesmo período. Um representante do Nubank não respondeu aos pedidos de comentários da Forbes norte-americana.

Em dezembro, Junqueira disse à Forbes que ela e os demais cofundadores olham para o longo prazo. “Não vamos vender [nossas ações]. Nenhum dos investidores iniciais está vendendo, nenhum dos fundadores, ninguém do time de administração”, ela afirmou na época, e manteve-se fiel às suas palavras desde então.

Apesar da queda das ações, o CEO do Nubank, David Vélez, segue bilionário. A sua participação no banco digital é de 23%, equivalente a US$ 7 bilhões hoje, abaixo dos US$ 10,2 bilhões do mês passado. Edward Wible não tem uma participação significativa; ele deixou seu cargo como CTO em abril, mas permanece na empresa como um engenheiro de software.

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Com sua capitalização de mercado de US$ 33 bilhões, o Nubank ainda é o maior banco digital do mundo. Ele é seguido pelo Chime, de São Francisco, que recebeu uma avaliação de US$ 25 bilhões em agosto, e deve ir a público com uma avaliação entre US$ 35 e US$ 45 bilhões.

No dia 14 de janeiro, após uma queda de mais de 6% nas suas ações, o Nubank deixou de ser o banco mais valioso da América Latina, passando o título para o Itaú Unibanco.

Empresas de tecnologia têm estado sob pressão nas últimas semanas, uma reação ao início do ciclo de aumento dos juros nos Estados Unidos. Segundo o Federal Reserve, banco central do país, haverá ao menos três reajustes de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros até o fim de 2022.

Bilionárias brasileiras da Forbes

Cristina Junqueira fez parte do seleto grupo de bilionárias brasileiras self-made, ou seja, que fizeram fortuna própria e não herderam seus patrimônios (a Forbes considera os valores em dólares).

Atualmente, integram a lista a empresária Luiza Trajano, com fortuna estimada em US$ 1,7 bilhão, e Dulce Pugliese de Godoy Bueno, que fundou a Amil junto com ex-marido, Edson Bueno – seu patrimônio é avaliado em US$ 1,3 bilhão.

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