Déficit comercial recorde pesa sobre a economia dos EUA no 1º trimestre

PIB do país caiu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre

Reuters
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Declínio do PIB dos EUA no último trimestre refletiu um ritmo mais lento de acúmulo de estoques pelas empresas

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A economia dos Estados Unidos contraiu no primeiro trimestre em meio a um déficit comercial recorde, confirmou o governo hoje (29).

O Produto Interno Bruto caiu a uma taxa anualizada de 1,6% no último trimestre, disse o governo em sua terceira estimativa do PIB. O dado foi revisado para baixo em relação ao ritmo de queda de 1,5% relatado no mês passado. A economia cresceu a um ritmo robusto de 6,9% no quarto trimestre.

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Economistas consultados pela Reuters projetavam que o ritmo de contração não seria revisado.

O declínio do PIB no último trimestre também refletiu um ritmo mais lento de acúmulo de estoques pelas empresas em relação ao ritmo acelerado do quarto trimestre, devido a problemas da cadeia de suprimentos e escassez de trabalhadores.

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As vendas finais para compradores domésticos privados, que excluem comércio, estoques e gastos do governo, aumentaram a uma taxa de 3,0% no último trimestre. Anteriormente foi informada alta de 3,9% desta medida da demanda doméstica.

A economia parece ter se recuperado da queda do primeiro trimestre, com os gastos dos consumidores acelerando em abril.

Os gastos empresariais com equipamentos permaneceram sólidos até maio, enquanto o déficit do comércio de bens diminuiu significativamente à medida que as exportações atingiram um nível recorde.

Mas a retomada está perdendo força uma vez que o Federal Reserve aperta agressivamente a política monetária para combater a inflação, aumentando os temores de uma recessão.

O banco central dos EUA aumentou este mês sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, a maior alta desde 1994. O Fed aumentou os juros em 1,50 ponto desde março.

As vendas no varejo caíram em maio, enquanto que as licenças de construção de moradias e o início de construções diminuíram. A confiança dos consumidores atingiu o nível mais baixo dos últimos 16 meses em junho.

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