Geração Z adia a maternidade em nome da carreira e da saúde mental

Pesquisas mostram que mulheres jovens não se animam em conciliar filhos e trabalho ao observar experiência da geração anterior

Christine Michel Carter
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As profissionais da geração Z estão até mesmo desistindo de ter filhos por conta dos desafios profissionais enfrentados pelas antecessoras millenials

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A geração Z ultrapassou os millenials há alguns anos como a maior geração. Esclarecidos e práticos, as habilidades e atitudes que adquiriram no breve período de suas vidas terão impacto no futuro do trabalho. Mas são suas visões confiantes e independentes fora do trabalho, no entanto, que os tornarão uma geração difícil a ser lembrada.

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Suas aspirações de carreira são guiadas por observar como as mães millenials estão sendo tratadas pelo governo e pelas corporações, e suas conclusões causarão um efeito de bola de neve em toda a economia. De acordo com uma pesquisa da imobiliária de luxo Ruby Home, as aspirações de carreira das mulheres da geração Z estão sendo moldadas pelas experiências das millennials.

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Ao mesmo tempo que as mulheres Z estão aumentando as taxas de participação feminina na força de trabalho, planejam adiar o parto e ter menos filhos do que as millennials. De acordo com uma pesquisa recente com mais de 1.000 membros da faixa mais jovem atuante no mercado (nascidos entre 1990 e 2010), 27% nem sequer querem filhos. Quando perguntadas por quê, 89% das mulheres da geração Z disseram que gostam da flexibilidade que suas vidas têm por não ter filhos e 70% valorizam seu tempo sozinhas.

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Natalidade afeta economia

Isso é um problema econômico porque, se a geração Z atrasar a maternidade, as indústrias que contam com um crescimento em poucos anos serão forçadas a reduzir a produção. Isso já aconteceu nos Estados Unidos antes, durante uma crise de natalidade entre o final do baby boom e o final dos anos 1970 (geração X) e tem sido citado como um impulsionador da recessão dos anos 80.

De acordo com o Werklabs (a divisão de pesquisa do The Mom Project), na ausência de uma política de licença parental remunerada, o apoio do empregador e fortes benefícios são de extrema importância para os pais que trabalham. Os futuros pais estão prestando atenção em seus gerentes, na cultura da empresa e nos departamentos de recursos humanos para ver como os pais que trabalham na empresa são tratados. Em alguns casos, eles estão considerando essas informações em sua decisão de permanecer na organização ou continuar sua jornada para a paternidade.

Dificuldade em conciliar maternidade e carreira

Se eles não veem esses pais de gerações anteriores sendo recompensados ​​por sua autenticidade e transparência, por que se sentiriam à vontade em aumentar a família? Os insights da pesquisa Ruby Home mostram: 97% dos membros da geração Z citam a saúde mental positiva como seu segundo objetivo de vida mais importante. Das mulheres da geração Z que não querem ter filhos, 66% delas dizem que a saúde mental é um dos motivos.

De acordo com o Estudo do Estado da Maternidade de 2022, mesmo as mães trabalhadoras da geração Z que têm filhos, não têm certeza se planejariam mais um (27% em comparação diante 22% das millennials). Entre essas jovens, 40% se sentem frustradas e querem combinar carreira e maternidade, mas para isso precisariam de um novo arranjo no trabalho. Elas também expressam que seus gerentes poderiam apoiá-las mais como mães, comunicando-se proativamente para entender melhor suas necessidades fora do trabalho.

 

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