Disney nomeia VP para o metaverso e dobra aposta no conceito

Mike White será responsável por desenvolver testes e formatar plataformas e produtos relacionadas às experiências virtuais do grupo.

Luiz Gustavo Pacete
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Mike White passa a ter o cargo de vice-presidente sênior de Next Generation Storytelling e Consumer Experiences

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A Disney nomeou, na semana passada, um vice-presidente que terá como principal missão desenvolver o olhar para metaverso dentro da companhia. Como informou Bob Chapek, presidente-executivo da empresa, em comunicado para a equipe, repercutido pela Reuters, o novo profissional será “guardião da estratégia de metaverso da empresa”.

Mike White passa a ter o cargo de vice-presidente sênior de Next Generation Storytelling e Consumer Experiences, onde ajudará a definir como os consumidores experimentam os produtos e serviços derivados de um metaverso. Ele trabalhará ao lado das equipes criativas.

“Por quase 100 anos, nossa empresa definiu e redefiniu o entretenimento, aproveitando a tecnologia para dar vida às histórias de maneiras mais profundas e impactantes”, escreveu Chapek no e-mail para a equipe, acrescentando: “Hoje, temos a oportunidade de conectar esses universos e criar um paradigma totalmente novo de como o público experimenta e se envolve com nossas histórias.”

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Chapek anunciou em novembro passado que a Disney “está pronta para embarcar em uma jornada para o metaverso” e reforçou que avançaria na narrativa combinando elementos do mundo físico e digital. Ele descreveu o metaverso como a “próxima grande fronteira narrativa” e parte das prioridades estratégicas da empresa.

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Como será o metaverso da Disney?

No ano passado, a Disney registrou, no Escritório de Patentes e Marcas Registradas dos Estados Unidos, a patente de um dispositivo de Realidade Virtual e Realidade Aumentada que opera sem a necessidade de óculos, headsets ou outros dispositivos digitais. A data da homologação foi 28 de dezembro e antecipa o que a empresa pode estar desenvolvendo.

Com o tema metaverso em alta, e a necessidade de desenvolver tecnologias que melhorem a experiência deste universo, o número de patentes vem crescendo de forma significativa. No ano passado, a Nike registrou a patente para aplicação de suas marcas e slogans em ativos virtuais como NFTs.

“Ainda é um conceito de tecnologia difícil de entender por que ele não foi criado, mas a Disney tem uma capacidade única de levar a magia e a experiência do mundo físico também para o universo virtual”, disse Chapek. Também em novembro do ano passado, a Disney lançou uma coleção de NFTs chamada de Golden Moments com ativos virtuais de vários personagens do mundo de Star Wars, Marvel e Pixar.

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