Com novo CEO, Octagon, de Ronaldo Fenômeno, quer ir além do esporte

Marcelo Mandia assume a liderança da agência com foco em consolidar negócios em segmentos diversos; para o segundo semestre, Copa do Mundo, UFC e Rock in Rio são os destaques

Luiz Gustavo Pacete
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Vitor Vivacqua

Marcelo Mandia: “Nosso grande foco é no desenvolvimento de captação, armazenamento e análises de dados, com o objetivo de aprimorar ainda mais nossos conhecimentos e entendimentos dos fãs”

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A Octagon, agência de marketing da holding Oddz, que tem Ronaldo Fenômeno como um dos sócios, está com um novo CEO. O publicitário Marcelo Mandia, com passagens por DM9, Leo Burnett e Talent Marcel, que estava na agência desde 2017, assume com o objetivo de liderar um novo momento da empresa em duas frentes. A primeira é ampliar o intraempreendedorismo e a visão de inovação. Já a segunda é a quebra de estigma de que a agência é ligada somente ao esporte. Uma das formas de lidar com esse desafio é reforçar a metodologia que coloca o fã como o centro de qualquer estratégia.

Dentre os projetos deste ano estão a NBA House, que recebeu mais de 40 mil pessoas durante três semanas no Shopping Eldorado. Para o segundo semestre, Copa do Mundo e Rock in Rio são os destaques dentre os projetos da Octagon.

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À Forbes Brasil, Mandia fala sobre a nova fase da agência e seus desafios como CEO. “Podemos dizer que estamos trabalhando em diversos projetos e ativações com nossos clientes, tanto para 2022, quanto a longo prazo. Tem Rock in Rio, Copa do Mundo e muitas outras coisas que estamos envolvidos. Além disso, posso dizer com exclusividade que acabamos de ganhar a conta de UFC pelos próximos 18 meses. É um projeto extremamente importante, com uma operação digital, de social, performance e mídia muito relevante, o que mostra o tamanho do nosso potencial de entrega quando falamos com fãs.”

Forbes Brasil – Pode comentar sobre o novo momento da Octagon e o que tem de prioridade na tua gestão?
Marcelo Mandia Martirani – Estamos em um momento de grande evolução da Octagon. Cada vez mais estamos nos consolidando no mercado com entregas que vão além do óbvio, criando, acima de tudo, consistência e genuinidade para marcas. A gente vai além do esporte, que sempre foi a nossa força. O que a gente faz é desenvolver projetos, ações, ativações, consultorias e o que mais for necessário para entregar a solução certa para uma questão do cliente que se conecte com a paixão dos fãs da maneira mais genuína possível – e essa paixão pode ser por esporte, música, gastronomia, games, eSports, arte, cultura e as mais variadas modalidades de entretenimento. Então, independente do tipo de entrega, seguimos uma metodologia que coloca o fã como o centro de tudo. A Octagon continua sendo adaptável, mas com uma espinha dorsal bem definida: essa conexão com o fã. Nosso grande foco é no desenvolvimento de captação, armazenamento e análises de dados, com o objetivo de aprimorar ainda mais nossos conhecimentos e entendimentos dos fãs e, a partir disso, gerar insights poderosos e verdadeiros para nossos clientes. Temos também uma posição de diversidade muito mais sólida e verdadeira, com ações afirmativas e quebra de diversos paradigmas, especialmente para quem vive o universo do esporte. Nesta nova formulação da agência, três grandes mulheres do mercado passarão a compor o nosso time de liderança também.

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FB – Como está o mercado?
Marcelo Mandia- Estamos vivendo um momento importante e bastante delicado. Ao mesmo tempo em que temos um mercado aquecido com um perfil de retomada bastante evidente, a gestão de budgets tem sido feita com muito controle, dado o que vivemos nos últimos dois anos. Nesse momento, a aposta é no que realmente é agregador, tem propósito e traz valor para as marcas. Não é mais só a propaganda pela propaganda, o post pelo post, o conteúdo pelo conteúdo, a ativação pela ativação. O público já não compra mais isso. Tem que ser mais profundo e integrado. Vejo com bons olhos a evolução desse movimento.

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FB – O que esse momento de retomada tem significado em termos de movimentação para eventos e ações de marcas?
Marcelo Mandia- Vivemos um momento muito produtivo. Construir novamente a NBA House nessa edição de 2022, por exemplo, foi um marco para nós, inclusive de retomada de eventos. Foi em um ótimo momento, teve bastante visibilidade e agradou os fãs que aguardavam ansiosos pela volta dessa experiência imersiva e presencial. O resultado foi um evento ainda maior do que o anterior: 40 mil pessoas passando pela ativação em São Paulo. Os festivais também estão ajudando a movimentar bastante o mercado. Estivemos presentes no Lollapalooza Brasil 2022 com o maior stand do evento, em parceria com a Budweiser. Para o Rock in Rio, que acontece em menos de dois meses, vamos ativar outros dois grandes clientes. São entregas importantes e de alto impacto.

FB – O que vocês têm mapeado em termos de tendências e perspectivas?
Marcelo Mandia – Essa é uma frente que estamos explorando bastante. Está evidente como a gestão de dados e de resultado pulsa no mercado hoje em dia. Por isso, as experiências apresentadas às marcas devem ser cada vez mais híbridas, convergentes e que entreguem resultados de fato. Por aqui, estamos implementando ferramentas e processos, além de trazer pessoas extremamente dedicadas e capacitadas para o time em busca dessa evolução, que já vem se fortalecendo dentro da Octagon ao longo de todo esse ano. Tudo isso deixa muito claro qual o caminho a seguir: o desenvolvimento de uma Fan Base bem consolidada, com uma organização única dessas informações e a geração de insights.

FB – Quais são os maiores desafios pra agência hoje?
Marcelo Mandia – Estamos criando o nosso próprio elo com o fã. Queremos ter trocas cada vez mais fiéis e genuínas, conhecer seus gostos, curiosidades e preferências, e criar uma estrutura de base de dados que se complemente com insights criativos nos nossos projetos, possibilitando metrificar entregas e entender caminhos positivos e negativos, ou seja, sair de uma entrega de agência tradicional para uma entrega inteligente. Um dos nossos desafios é o foco na construção de novos modelos de negócio, prática que tende a evoluir durante esse novo momento e gestão.

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