Exportação de soja do Brasil ganha ritmo na 2ª semana de fevereiro, aponta Secex

A média diária de exportações de soja do Brasil alcançou 187,4 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro, uma alta de 27,5%.

Reuters
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Wenderson-Araujo_CNA
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O Brasil, contudo, deve assistir na safra 2021/22 a maior quebra da história na colheita, estimada em 122 milhões de toneladas após efeitos da seca.

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A média diária de exportações de soja do Brasil alcançou 187,4 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro. O volume representa uma alta de 27,5% ante as 147 mil toneladas embarcadas ao dia no mesmo mês completo de 2021, mostraram dados do governo federal hoje (14).

Os números indicam que os embarques ganharam ritmo, já que, até a primeira semana de fevereiro, a média diária de vendas externas de soja estava em apenas 92,7 mil. A colheita do cereal, adiantada, atingiu 25,6% da área do Brasil.

Na contramão, as exportações de minério de ferro registraram média diária de 901 mil toneladas, contra 1,33 milhão no mesmo mês do ano passado.

Quebra da safra

Apesar da aceleração das exportações, a consultoria Pátria AgroNegócios informou hoje (14) que o Brasil deve assistir na safra 2021/22 a maior quebra da história na colheita da oleaginosa, estimada em 122 milhões de toneladas após efeitos da seca sobre estados do Sul e Mato Grosso do Sul.

A nova previsão considera um corte de 14,2 milhões de toneladas sobre a projeção de janeiro e está 23,64 milhões de toneladas abaixo do potencial produtivo esperado pela consultoria em dezembro, quando foi feito o primeiro levantamento de campo nas áreas da cultura.

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“A variação no ano a ano está em apenas 10,8%, porém o mercado não olha isso, o mercado olha qual era a oferta projetada inicialmente e qual é a produção que se estima agora”, disse o diretor da Pátria, Matheus Pereira, em vídeo a clientes. “Estamos presenciando a maior quebra produtiva de safra, em valores absolutos, da história”, completou.

As previsões iniciais para esta temporada eram otimistas porque houve um aumento de 7% na área, para 41 milhões de hectares, segundo a Pátria. Além disso, o plantio foi iniciado no período ideal. Contudo, os efeitos climáticos do fenômeno La Niña quebraram o potencial inicial da safra.

O Rio Grande do Sul concentra as principais perdas, com quebra de 52,3% ante o potencial estimado pela Pátria no começo da temporada, para 10,3 milhões de toneladas. No Paraná, a quebra está projetada em 43,4%, para 12,06 milhões de toneladas, mostraram os dados.

Pereira também disse que, como a soja ainda está em fase de colheita e a produtividade de todos os Estados não foi mensurada totalmente, há possibilidade de novas quedas nas projeções de produção.

“Tanto para o Brasil quanto para a Argentina ainda temos ajustes finos para serem feitos. Então, os 122 milhões esperados para a safra brasileira têm um viés de baixa.”

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