Guerra na Ucrânia e crise econômica russa afetarão demanda por café, diz hEDGEpoint

A Rússia, um dos maiores consumidores de café do mundo, deve reduzir seu consumo em quase 1 milhão de sacas.

Reuters
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Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Grãos de café em torrefadora na cidade de Zurique, na Suíça

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A guerra na Ucrânia e o impacto das sanções à economia russa prejudicarão a demanda global por café e levarão a um superávit de oferta na temporada 2022/23, disse a hEDGEpoint em relatório hoje (6).

A empresa de gestão de risco e hedge de commodities agrícolas e energéticas estima que a Rússia, um dos maiores consumidores de café do mundo, reduzirá em quase 1 milhão de sacas o consumo devido às dificuldades no comércio e aos altos preços, que reduzirão as compras em supermercados e cafeterias do país.

A hEDGEpoint projetou que o deslocamento de milhões de pessoas na Ucrânia reduzirá a demanda de café naquele país em quase 400 mil sacas.

“Já houve um aumento acentuado de cerca de 20% nos preços do café na Rússia”, disse a analista de café Natalia Gandolphi, acrescentando que os estoques no país devem permanecer em um nível regular apenas até julho.

Como resultado da queda na demanda de café na Ucrânia e na Rússia, a consultoria cortou sua estimativa para o saldo global de oferta 2021/22 (outubro-setembro) para um déficit de 7,21 milhões de sacas, de um déficit de 8,68 milhões de sacas observado em fevereiro.

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A projeção para a temporada 2022/23, sem sinais de fim da invasão russa no curto prazo, passou de um déficit de 2,42 milhões de sacas para um superávit de 1,29 milhão de sacas.

O déficit na temporada atual (2021/22) continua grande, apesar das perdas de demanda relacionadas à guerra, uma vez que o Brasil, maior produtor, deve ter outra safra abaixo da média devido a uma seca histórica em 2021.

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