Especial ESG: Bradesco

A instituição anunciou a meta de direcionar R$ 250 bilhões até 2025 para financiar setores de impacto positivo e ofertar soluções financeiras com foco socioambiental específico.

Décio Galina
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Maurino Borges
Maurino Borges

Oswaldo Tadeu Fernandes, CFO e diretor executivo responsável por sustentabilidade do Bradesco

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“O compromisso em contribuir com o desenvolvimento sustentável faz parte da missão corporativa do Bradesco. As questões ESG estão presentes no nosso relacionamento com stakeholders, mediante a oferta de soluções e serviços amplamente diversificados e acessíveis.” As palavras de Oswaldo Tadeu Fernandes, CFO e diretor executivo responsável por sustentabilidade, indicam a importância do assunto no banco. Segundo ele, “a instituição financeira tem um papel fundamental no direcionamento de recursos para atividades e setores que geram benefícios socioambientais e crescimento econômico, aliado à adequada gestão de riscos socioambientais”.

Tal compromisso vem de longa data: os aspectos ESG na estratégia de atuação da organização existem desde a criação do Bradesco. No entanto, com o intuito de responder às crescentes demandas dessa agenda, o banco estruturou uma governança robusta e no nível de seu conselho de administração.

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“Como principais marcos da integração ESG, podemos mencionar a adesão a diversos compromissos voluntários, como os Princípios do Equador, em 2004. No ano seguinte, o banco integrou a primeira carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, hoje B3. Em 2006, estreou no Índice de Sustentabilidade Dow Jones, elaborou seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa e começou a compensar parte dessas emissões. Nesse período, iniciou as análises de riscos e oportunidades socioambientais nos seus negócios”, continua Oswaldo. De acordo com o CFO, como resultado da integração ESG na sua estratégia de atuação, no ano passado foi o banco brasileiro com o melhor desempenho na avaliação do Dow Jones Sustainability Indices (DJSI) e o quinto colocado globalmente, integrando as carteiras Mundo e Mercados Emergentes do índice. Destaque também por ter se classificado, pelo terceiro ano consecutivo, na categoria Prata do The Sustainability Yearbook 2021, publicação da S&P que reconhece anualmente as empresas com as melhores práticas em sustentabilidade em todo o mundo.

As políticas de ESG são conduzidas no Bradesco por meio de quatro pilares: Governança; Engajamento; Gestão e Performance ESG; Diretrizes e Estratégia (estruturada, por sua vez, em seis campos: Negócios Sustentáveis, Mudanças Climáticas, Relacionamento com Clientes, Diversidade, Inovação, Investimento Social).

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Oswaldo ressaltou ainda que o “Bradesco sempre teve uma cultura muito forte conectada à inclusão, ao relacionamento e à visão de longo prazo”. Com o avanço da agenda de sustentabilidade, o banco buscou ampliar e lapidar a compreensão das lideranças e dos times frente aos temas. Sua universidade corporativa, a Unibrad, conta com uma trilha de cidadania e sustentabilidade com diferentes soluções no tema. Um exemplo de ação de engajamento foi o Workshop de Gerentes 2020 (último grande evento presencial antes da pandemia): uma reunião de quase 14 mil funcionários vindos de todo o Brasil e com atuação em diversas linhas de negócios. No ano passado, o Bradesco anunciou e atingiu sua meta de ter 100% das instalações abastecidas com energia de origem renovável e de neutralizar 100% das suas emissões de carbono operacionais. A instituição também anunciou a meta de direcionar R$ 250 bilhões até 2025 para financiar setores de impacto positivo e ofertar soluções financeiras com foco socioambiental específico, além de assessorar e estruturar operações de crédito e dívida com rótulo ESG.

Reportagem publicada na edição 87, lançada em maio de 2021.

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