Como Brandon Silverstein se tornou o nome por trás de artistas como Normani e Anitta antes dos 30 anos

Reprodução/Forbes
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Em 2017, o norte-americano abriu uma empresa de gerenciamento de música em parceria com o CEO da Roc Nation

Aos 15 anos, Brandon Silverstein passava as noites de sábado entrando sorrateiramente nas boates de Nova York. O adolescente de Tenafly, New Jersey, usava sua identidade falsa para passar por baixo da corda de veludo e ouvir o trabalho dos DJs. Seu objetivo: conhecer os talentos, pegar os contatos e contratá-los para tocar em suas próprias festas, realizadas em clubes da cidade e restaurantes, como o Tenjune. Suas festas atraíam cerca de 800 alunos do ensino médio dispostos a pagar US$ 30 de entrada nesses locais e, ao receber uma fatia de 20% sobre o bar, saía com cerca de US$ 8 mil no bolso por noite.

“Acho que minha mãe preferia que eu ficasse em casa estudando, mas eu sabia que tinha mais oportunidades no que estava fazendo fora”, diz Silverstein. “Eu não sabia no que aquilo ia dar, mas meu instinto me dizia que ia ser em algum lugar.”

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Ele estava certo. Uma década depois, Silverstein gerencia dois grandes nomes da música: Normani e Anitta. E, desde a última semana, ele adicionou o artista de platina Lauv, da Recording Industry Association of America, à sua lista. Silverstein levou a cantora norte-americana Normani ao top 10 de sucessos com as faixas “Dancing with a Stranger”, uma parceria com o cantor Sam Smith, “Motivation” e “Wild Side”, com Cardi B, que foi lançado há alguns dias e estreou na quarta posição na parada de Hot R&B/ Hip-Hop da Billboard.

Silverstein chegou a esse ponto com a ajuda de amigos importantes. Suas festas na época de escola chamaram a atenção de Noah Tepperberg, cofundador dos pilares da vida noturna Lavo, Tao e Marquee. Tepperberg contratou Silverstein como estagiário aos 17 anos e o fez responsável pela aquisição de talentos como Tim Bergling (que mais tarde seria conhecido por seu nome artístico, Avicii) e Axwell/Ingrosso. Embora Silverstein nunca tenha sido muito estudioso, ele usou o estágio para financiar sua passagem pela Universidade de Indiana, em Bloomington.

Embora fosse uma cidade pequena, Silverstein, como calouro, usou suas conexões para organizar o maior festival de música da cidade. Ele alugou uma fazenda de 40 mil metros quadrados por US$ 10 mil, encomendou bebidas, cercas, iluminação, ambulâncias, comida e segurança, e vendeu ingressos por US$ 35, ficando com 100% das vendas. Depois de expandir seu Bounce Music Festival para o Arizona, México e Nova York, ele sentiu que havia perdido o contato com o que o atraiu para a indústria do entretenimento: o talento e a música. Largou, então, a faculdade no último ano para se mudar para Nova York e seguir carreira em gerenciamento musical. “Como promotor, você não se envolve com música, talento ou coisas criativas”, diz ele. “Eu queria estar bem mais perto da música.”

O advogado de Rihanna, Ed Shapiro, apresentou Silverstein ao gerente e CEO da Roc Nation Jay Brown, que gostou dele e o inspirou a usar seus ganhos com o Bounce para abrir, em conjunto, uma empresa de gerenciamento de música em 2017: a S10, batizada em homenagem ao aniversário de Silverstein em 10 de setembro. Foi também por meio de Shapiro que Silverstein conheceu a então dançarina de 19 anos e rainha de um concurso de talentos do Texas, Normani Kordei Hamilton.

Na época, Normani era a líder do grupo feminino Fifth Harmony – descoberto no programa “X Factor” -, cujos sucessos “Work From Home” e “Worth It” fizeram com que fosse parar nas paradas da Billboard. Quando Silverstein assistiu Normani dançando e cantando, ele reconheceu seu poder de estrela e a contratou, ainda no final de 2017. “Eu vi algo nela que me fez querer dedicar minha vida a isso”, diz.

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“Como meu empresário, ele luta por mim diariamente, mas nosso relacionamento é muito mais profundo do que apenas negócios”, diz Normani. “Ele é meu irmão. Nós somos uma família.”

Hoje, a S10 faz parte da Roc Nation e tem uma equipe de 10 pessoas. “Nós realmente desligamos o motor, pegamos aquilo que vimos de diferente, tanto musicalmente, quanto em  termos de criatividade, no Fifth Harmony e fizemos de Normani um sucesso”, diz Silverstein. 

Com o êxito de Normani, Silverstein expandiu seu portfólio de agenciados com novos artistas, como a estrela pop brasileira Anitta. Sob a tutela de Silverstein, ela ganhou platina RIAA nove vezes no Brasil.

A receita de sucesso de Silverstein, no entanto, é dividida entre publicação e gestão. Em 2020, ele e o vocalista do OneRepublic, Ryan Tedder – por trás dos sucessos de Adele, Beyoncé, Ed Sheeran e outros – fundaram uma editora que lista sucessos como “Peaches” e “Somebody”, de Justin Bieber. Silverstein diz que, embora a gestão seja seu objetivo imediato, a publicação é sua estratégia de receita de longo prazo. “Eu só quero construir a melhor empresa de entretenimento possível.”

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