Pfizer diz que recebeu aprovação da Anvisa para armazenamento de vacina da Covid a -20º C

A empresa entregará ao Brasil o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina em 29 de abril.

Redação
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Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

A vacina da Pfizer já possui registro de uso definitivo da Anvisa, sendo a primeira do país a receber essa autorização

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A Pfizer afirmou hoje (20) que a vacina desenvolvida pelo laboratório com a parceira BioNTech contra a Covid-19 recebeu aprovação da Avisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser armazenada a -20 graus Celsius por até duas semanas, o que facilitará a logística de vacinação com o imunizante no país a partir deste mês.

Segundo a Pfizer, a mesma autorização já havia sido concendida pela agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, a FDA. A vacina da Pfizer possui prazo de validade de 6 meses quando armazenada em temperatura de -75 graus Celsius, o que representa um desafio logístico. Em comparação, as vacinas já usadas no Brasil contra a Covid-19 – CoronaVac e AstraZeneca – podem ser guardadas em temperaturas de 2 a 8 graus.

LEIA MAIS: Ministério da Saúde assina contratos com Pfizer e Janssen por vacinas contra Covid

“Essa nova autorização para o armazenamento de nossa vacina contra a Covid-19 contribuirá para a logística de vacinação com o imunizante em um país de dimensões continentais como o Brasil”, disse Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil, em comunicado. Procurada, a Anvisa não tinha um posicionamento de imediato sobre o anúncio da Pfizer.

A Pfizer entregará ao Brasil o primeiro lote de 1 milhão de doses da vacina em 29 de abril, como parte de uma antecipação do contrato total assinado com o Ministério da Saúde por 100 milhões de imunizantes, segundo uma fonte com conhecimento do assunto. Entre abril e junho estão previstas no total 15,5 milhões de doses, de acordo com cronograma anunciado anteriormente pelo ministério.

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A vacina da Pfizer já possui registro de uso definitivo da Anvisa, sendo a primeira do país a receber essa autorização. O registro estabeleceu o uso do imunizante na população acima ou igual a 16 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas.

O governo federal fechou o acordo de compra do imunizante em março, vários meses após o início da negociação. Ainda em meados do ano passado o laboratório procurou o governo para oferecer a vacina, mas não obteve resposta, e posteriormente as negociações ficaram em um impasse.

O Brasil atualmente lidera o planeta no número de mortes reportadas diariamente pela Covid-19, sendo responsável por um em cada quatro óbitos pela doença em todo o mundo a cada dia, conforme levantamento da Reuters.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o momento 24,8 milhões de pessoas foram vacinadas com a primeira dose de uma vacina contra a doença, o equivalente a 11,8% da população, e 9 milhões receberam as duas doses, o que representa 4,3% da população. (Com Reuters)

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