Fazenda Futuro recebe 1º aporte de investidores

Reuters
O foco maior da Fazenda Futuro são as redes de varejo, tendo como clientes GPA, Carrefour e Makro

A fabricante de produtos de carne vegetal Fazenda Futuro recebeu um primeiro aporte de investidores liderados pela empresa brasileira de capital de risco Monashees. O negócio avaliou a empresa como valendo US$ 100 milhões.

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O aporte envolveu US$ 8,5 milhões e participação na Fazenda Futuro de 8,5%, informou hoje (18) a companhia, que lançou suas operações no primeiro semestre deste ano. Além da Monashees, o aporte envolveu a Go4it Capital. “Como o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo, queremos ser um nome global deste mercado. É quase obrigação nossa”, disse à Reuters por telefone Marcos Leta, sócio-fundador da Fazenda Futuro.

A empresa, porém, tem pela frente páreos-duros. A Seara, da gigante JBS, iniciou recentemente venda de produtos de carne vegetal, enquanto a BRF estuda eventual retorno ao mercado vegetariano. No exterior, Beyond Meat e Impossible Foods já receberam milhões de dólares em investimentos.

No Brasil, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) estima em 30 milhões o número de pessoas que se declara vegetariano. Desse número, sete milhões são veganos, que não consomem qualquer tipo de produto de origem animal.

Com os recursos, a Fazenda Futuro vai acelerar em um ano seu plano de desenvolvimento. A capacidade de produção de 150 toneladas mensais será ampliada nos próximos 18 meses para 550 toneladas. A expansão, porém, ainda não será suficiente para deixar os produtos da empresa em condição de igualdade de preço ou com preços menores que os produtos de carne bovina.

Leta afirmou que para isso acontecer, a empresa precisará atingir uma capacidade entre 1.000 e 1.200 toneladas mensais, de modo a capturar ganhos de escala e de margem de negociação.

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O foco maior da Fazenda Futuro são as redes de varejo, tendo como clientes GPA, Carrefour e Makro, mas a empresa tem ampliado presença no fast food. Em maio a fabricante fechou parceria com a rede de massas Spoleto, que tem cerca de 350 lojas no Brasil, para vender carne moída e almôndegas com base vegetal.

“Nosso foco está 65% no varejo e o restante é food service. Queremos acelerar a construção da categoria de forma organizada”, disse Leta, referindo-se à exibição dos produtos da companhia em freezers lado a lado com produtos de carne bovina.

Atualmente, a Fazenda Futuro afirma que está presente em cerca de 2.000 pontos de vendas no país, com presença maior nas Regiões Sul e Sudeste, além de Brasília e Salvador.

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