Para Dani Cruz, fundadora da Vult, respeito e reinvenção são chaves de crescimento

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A marca de beleza tem 15 anos de atuação no mercado e já foi líder nacional de vendas

Resumo:

  • A Vult Cosméticos foi comprada pelo grupo Boticário em julho deste ano;
  • A fundadora da empresa, Dani Cruz, falou no palco FORBES Mulher, durante a São Paulo Tech Week
  • Segundo ela, uma marca deve estar em constante evolução para manter os clientes fiéis aos produtos.

“As pessoas veem empresas que lideram o mercado e acham que elas iniciaram grandes e com muitas fortunas. Eu e meu sócio começamos com empréstimo e com mais dois funcionários”, disse Dani Cruz, fundadora da Vult Cosméticos, durante seu painel no palco FORBES Mulher, que aconteceu durante a São Paulo Tech Week.

A empreendedora vendeu sua empresa para o grupo Boticário em julho de 2019. “Entendendo a nossa posição no mercado de de ser a maior das pequenas e a menor dos grandes, sabíamos das concorrências. Éramos muito abordados e estávamos esperando o momento certo”, contextualizou a fundadora sobre a venda. Hoje, Dani atua como conselheira na companhia.

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Sua marca começou em um imóvel residencial em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, mas para a empresária, isso não era motivo pra imprudência. “Uma das principais coisas para dar certo é começar direito. Não só entender o mercado e os clientes que você quer atingir. Começamos em uma casinha, mas ali dentro seguíamos todas as normas da Anvisa”, contou.

Dani disse também que ter um sócio e parceiros que falem a mesma linguagem é crucial para os primeiros passos de um negócio. Ter valores e propósitos iguais “é uma tranquilidade dentro da sociedade. Não é quem tem mais dinheiro, mas quem é que vai agregar e dar segurança”, ressaltou a fundadora da Vult.

Para alavancar sua empresa, a empreendedora ressaltou que o respeito deve ser o principal norte, tanto com os funcionários quanto com os consumidores. “Não existe cliente bom ou cliente ruim, mas aquele que vai dar vida a sua marca”, comentou.

Focados em atender a classe C, Dani viu o mercado de maquiagens crescer com as redes sociais. “A mulher brasileira não tinha aquele grande influencer de maquiagem. Passava um batom ou um pó. A gente queria realmente queria democratizar os produtos para todas.” Segundo ela, a mulher que tem acesso aos produtos e aprende a usá-los “pode ir muito mais confiante e bonita a uma entrevista”.

Paralelamente a esses fatores, a empresária destacou a importância da constante reinvenção. Em seus produtos, a borboleta logo da empresa não aparecia apenas na embalagem, mas também no batom mesmo, por exemplo. “Se você não inova, é mais um no mercado. Isso não quer dizer inventar a roda, mas, sim, inovar esse processo, a forma do engajamento e como ela vai rodar”, disse Dani.

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“Busquei também embalagens de fora do país. Ia custar um pouco mais caro, mas quando se agrega valor ao seu produto e sua marca, você não está cobrando mais caro, as pessoas enxergam e percebem”, afirmou a empreendedora. Para ela, quando o cliente não vê os valores e propósitos por trás do produto, não se fideliza.

Voltando a falar sobre respeito, a fundadora da Vult relembrou casos em que produtos que não estavam no padrão de qualidade acabaram chegando aos pontos de venda da marca. “Se não estiver de acordo, recolhe”, disse ela, categórica. “O prejuízo lá na frente vai ser muito maior do que o momentâneo. Sempre tivemos essa noção na construção da marca.”

“Empresa nenhuma vai ser grande se não pensar em todos os aspectos de sustentabilidade econômica, social e ambiental”, disse Dani para reforçar que as companhias devem ter diversas participações. Como exemplo, citou os cursos profissionalizantes de maquiagem patrocinados pela Vult nas periferias do Brasil, apoio ao esporte e também a parceria com o projeto Laramara, que ensina mulheres de baixa visão e cegas a se maquiarem.

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