Coronavírus suga US$ 5 trilhões da economia global

Anton Petrus/GettyImages
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Na Ásia, a moeda japonesa caiu 3,67% hoje (28), enquanto o Índice Hang Seng de Hong Kong teve baixa de 2,4% e o índice composto da China continental em Xangai caiu 3,71%

Os mercados de ações globais despencaram em sua pior semana desde o colapso financeiro de 2008, com US$ 5 trilhões sugados em ações no mundo todo à medida que o coronavírus se instala em novos territórios e desperta preocupações sobre uma pandemia.

Na Ásia, a moeda japonesa caiu 3,67% hoje (28), enquanto o Índice Hang Seng de Hong Kong teve baixa de 2,4% e o índice composto da China continental em Xangai caiu 3,71%.

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Os mercados europeus seguiram a tendência, com o FTSE 100 de Londres abrindo com baixa de 3,3%, enquanto o DAX da Alemanha caiu 3,6% e, na França, o CAC 40 registrou queda de 3,1%. O FTSE MIB da Itália caiu 2,3% nesta sexta-feira.

O Stoxx 600, índice pan-europeu, está em vias de sua maior queda semanal desde a crise financeira de 2008.

Os economistas agora estão alertando que o impacto da doença pode desencadear uma recessão global, já que o Covid-19, que há poucas semanas parecia ter pouca disseminação internacional, pode se tornar um problema em escala mundial.

O cenário culminou em uma queda dramática em Wall Street ontem, onde as ações caíram 4,4% – a maior baixa desde agosto de 2011, enquanto o Dow Jones registrou sua maior queda diária de pontos.

As referências de preço do petróleo bruto Brent caíram abaixo de US$ 50,31, marcando seu menor nível desde dezembro de 2018.

Em números:

Os casos aumentaram novamente na Coreia do Sul, que registra agora mais de 2.300 infectados pelo vírus. De acordo com o correspondente da “BBC” em Seul, algumas pessoas estão recorrendo a diferentes maneiras de impedir a propagação:

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  • A banda de k-pop BTS, uma das maiores do mundo, cancelou quatro shows em Seul em abril, onde 200 mil fãs compareceriam à apresentação;
  • Centenas de turistas permanecem presos em um hotel de Tenerife, onde pelo menos quatro pessoas já testaram positivo para coronavírus;
  • A ilha de Hokkaido, no Japão, declarou estado de emergência até 19 de março, com pelo menos 63 casos e duas mortes registrados na região. Os casos em Hokkaido representam cerca de 25% dos casos no país;

Novos casos:

  • Um novo caso na Nigéria marca a primeira infecção na África Subsaariana, com a hashtag #coronavirusnigeria nos Trending Topics do Twitter nesta sexta-feira;
  • Hoje foram confirmados novos casos na Irlanda do Norte e no País de Gales, elevando o total de infectados no Reino Unido a 19;
  • A Nova Zelândia também registrou seu primeiro caso, uma pessoa de 60 anos que retornou recentemente do Irã;
  • A Lituânia também marcou seu primeiro caso, alguém que retornou recentemente da Itália, local com o maior número de casos fora da Ásia;
  • Na Holanda, os dois primeiros casos foram registrados ontem e hoje.

O surto de coronavírus, iniciado em Wuhan, na China, agora se tornou um problema global, com mais de 83 mil casos relatados em todo o mundo – Ásia, Europa, América do Norte, América Latina, África, Oriente Médio e Australásia. Cerca de 2.800 pessoas morreram, principalmente na China. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta semana que a doença semelhante à pneumonia tem potencial pandêmico, pois continua a se espalhar para novos países. A OMS designou anteriormente o coronavírus como “emergência de saúde pública de interesse internacional” (PHEIC).

Enquanto isso, o impacto da doença interrompeu as cadeias de suprimentos de fabricantes de smartphones e automóveis, forçou empresas internacionais a incentivarem o home office e eventos de moda, esportes, negócios e culturais de alto padrão a serem interrompidos ou cancelados. Cerca de metade das empresas norte-americanas na China espera que a receita caia este ano se a situação não diminuir em abril, informa o “Wall Street Journal”.

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Oficiais do governo em todo o mundo estão tomando medidas de isolamento, enquanto alguns testaram positivo para a doença. O presidente da Mongólia está em auto-isolamento por precaução por duas semanas depois de retornar de uma curta viagem à vizinha China, enquanto o governador da região da Lombardia, mais atingida pela Itália, isolou-se depois que um de seus funcionários deu positivo para o vírus. O Irã, que está no centro do surto no Oriente Médio, viu pelo menos sete de seus ministros terem resultados positivos para o vírus. O papa também cancelou compromissos pelo segundo dia, depois de ficar doente, embora não se saiba o problema.

Até um cachorro em Hong Kong deu positivo para o vírus, no que se acredita ser o primeiro animal de estimação a contrair a doença, potencialmente de seu dono. O lulu-da-pomerânia está agora em quarentena por 14 dias.

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