Esqueletos no armário: a empresa de segurança cibernética Darktrace, de US$ 2 bilhões, é assombrada por personagens da fracassada transação da HP Autonomy

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Poppy Gustafsson, co-CEO da Darktrace, é uma contadora qualificada e ex-CFO da empresa de segurança cibernética

Nos escritórios de luxo próximos a Trafalgar Square, em Londres, a uma curta caminhada do Parlamento, fileiras de funcionários da Darktrace estão trabalhando nos telefones, açoitando o software de inteligência artificial da startup, que persegue hackers nas redes de grandes empresas. Acima deles, um monitor exibe as vitórias em vendas: rostos felizes para as equipes com bom desempenho, tristes para as que ficaram para trás. Esse departamento de vendas exigente, que conquistou grandes clientes como HSBC e British Telecom, ajudou a tornar a Darktrace uma das empresas de tecnologia mais em alta no Reino Unido. Segundo estimativa da própria Darktrace, a empresa vale pelo menos US$ 2 bilhões, e a administração tem a intenção de abrir o capital. Como sinal de prestígio, a co-CEO de Darktrace, Poppy Gustafsson, de 37 anos, foi nomeada Oficial do Império Britânico (OBE) em junho por suas contribuições para a segurança cibernética.

“Sejamos francos”, diz Gustafsson, olhando para Nicole Eagan, sua co-CEO norte-americana de 55 anos, “somos muito bons no que fazemos”.

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A rainha Elizabeth não foi a única a louvar Gustafsson por suas realizações. Logo após a divulgação da nomeação como OBE, ela recebeu uma ligação de um ex-mentor e ex-conselheiro da Darktrace, Sushovan Hussain, de 55 anos, parabenizando-a por sua deslumbrante carreira. Só que essa conversa se mostraria agridoce. Hussain estava telefonando apenas um mês após ter sido condenado, em um tribunal de São Francisco, a cinco anos de prisão e multa de US$ 4 milhões por uma fraude federal de US$ 11,7 bilhões.

Ele foi condenado por seu papel na cataclísmica aquisição, pela HP, da empresa britânica de análise de dados Autonomy por mais de US$ 10 bilhões, em 2011. O valor da empresa foi reduzido em US$ 8,8 bilhões depois que a HP acusou executivos da Autonomy – particularmente Hussain, como diretor financeiro desta – de terem usado uma série de truques contábeis, inclusive contratos antigos e inflação de números de vendas, para maquiar a contabilidade. O resultado foi que superestimaram enganosamente em até 20% o faturamento da Autonomy em um período de muitos anos, inflando bastante o valor que a HP pagou pela empresa. Os promotores federais ficaram enfurecidos, dizendo que os crimes de Hussain e de seus cúmplices refletiam “uma postura de que, como um vilão de James Bond ou um mafioso, estavam acima da lei”. Também compararam Hussein ao execrado CEO da WorldCom, Bernie Ebbers.

Enquanto uma ação civil de fraude de US$ 5 bilhões instaurada pela HP no Reino Unido prossegue, os EUA avançam com acusações criminais no que os promotores dizem ser o maior caso de fraude da história do Distrito Norte da Califórnia. Hussain, que está recorrendo de sua condenação, é o primeiro integrante da velha guarda da Autonomy a ser considerado culpado em 14 alegações de fraude eletrônica, uma de fraude em valores mobiliários e uma de associação criminosa. Dois outros – Mike Lynch, fundador e ex-CEO da Autonomy, e Steve Chamberlain, ex-vice-presidente financeiro – também foram indiciados, mas Lynch ainda não compareceu ao tribunal, e um pedido de extradição dele pelos EUA está pendente no Reino Unido. Ainda esta semana, Lynch apresentou-se para ser detido, no que seus advogados descreveram como uma “formalidade” no processo de extradição. Lynch e Hussain são o foco da ação civil de fraude da HP no Reino Unido, a qual se arrastou nas considerações finais em dezembro e janeiro. Agora, eles estão aguardando um veredicto. Os advogados dos três alegaram a inocência de seus clientes.

Assim como Hussain, Lynch e Chamberlain estão profundamente envolvidos no desenvolvimento da Darktrace. Hussain, Lynch e Eagan, atual co-CEO da Darktrace, fundaram a Invoke Capital, firma de capital de risco que ajudou a Darktrace a decolar. Chamberlain é hoje o gerente de operações da Darktrace, embora sua página no LinkedIn não indique nenhuma relação com a empresa. “Vejo que ele é capaz de realizar seu trabalho. E acredito firmemente que as pessoas são inocentes até prova em contrário”, diz Gustafsson.

Embora Hussain tenha saído oficialmente da Darktrace pouco antes de ser acusado, em novembro de 2016, entrevistas com mais de 25 funcionários atuais e antigos revelam sua influência duradoura e às vezes preocupante na empresa de segurança cibernética de rápido crescimento. Em primeiro lugar, ele tem envolvimento direto. Questionada sobre a participação de Hussain na Darktrace, a empresa nega repetidamente que ele tenha ações. Mas ele faz parte, ainda que indiretamente, via ICP Darktrace Holdings, da Invoke Capital, onde ainda está empregado. Essa empresa de participações é detentora da maior participação na Darktrace, com 39,5%. A Invoke e a Darktrace também dividem o mesmo andar nos escritórios de espaço aberto em Londres.

Gustafsson e Eagan dizem ter pouco contato com Hussain hoje, embora a primeira reconheça a influência inicial dele. Ela diz que conversavam “muito regularmente” nos primeiros anos após a fundação da empresa, em 2013, mas que não fala com ele desde aquele telefonema de parabéns. De acordo com elas, sem as orientações de Hussain, os negócios estão bombando. O número de funcionários saltou de 750 para 1.250 desde maio de 2018. A Darktrace afirma ter registrado um aumento de 74% no número de clientes no mesmo período e diz estar se preparando para uma IPO ainda não confirmada. Os últimos números de faturamento do exercício encerrado em junho de 2018 chegaram a US$ 78 milhões, ante US$ 40 milhões no ano anterior.

Bloomberg/DAVID PAUL MORRIS
Nicole Eagan, co-CEO da Darktrace, tem uma longa história trabalhando em empresas de tecnologia da Oracle até a problemática Autonomy

“Construímos esta empresa de enorme sucesso”, diz Gustafsson sobre a liderança dela e de Eagan. “E nós duas estamos ardorosamente orgulhosas desta firma e do que ela conquistou.” Em entrevista de duas horas na sede londrina da empresa, Gustafsson e Eagan ressaltam que estão firmemente no controle da empresa e que isso vem desde que se tornaram CEOs em conjunto, em outubro de 2016. Elas negam as alegações de um ex-funcionário de que Hussain era visto como “o chefe dos chefes de todos”.

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Ele era um modelo de conduta e tanto. Além da fraude financeira de Hussain na Autonomy, ele também enfrentou denúncias de assédio sexual por funcionárias da Darktrace. Essas alegações levaram a uma das duas investigações de assédio sexual que a empresa enfrentou em 2017 e 2018 – a segunda envolvendo uma associada próxima de Hussain nos EUA – e que ameaçavam explodir bombas culturais em uma empresa que afirma orgulhosamente ter mais de 40% de funcionários do sexo feminino e pagar às mulheres US$ 1,34 para cada US$ 1,32 que os homens ganham por hora.

Enquanto ele permanece restrito a viajar pelo norte da Califórnia, com uma tornozeleira eletrônica devido à sua condenação no caso de fraude, os laços de Hussain com a Darktrace lançam uma sombra sobre a jovem empresa, que se prepara para estrear em um palco maior como empresa de capital aberto.

Hussain era um homem aparentemente destinado ao sucesso, não a cair em desgraça. Em seus dias pré-queda, Hussain, nascido em Bangladesh, formou-se em economia pela Universidade de Cambridge na década de 1980 e, no início de sua carreira, exerceu diversos cargos financeiros na LASMO, gigante britânica de petróleo e gás. Em 2001, tornou-se diretor financeiro e presidente da Autonomy, uma empresa sediada em Cambridge que analisava o chamado big data para clientes como Coca-Cola, Ford e as forças armadas dos EUA. (A Forbes também é ex-cliente.) Durante sua permanência lá, Hussain foi aclamado como um “figurão” pelo Times de Londres e, em 2010, recebeu o prêmio de Diretor Financeiro do Ano FTSE 100. Uma das pioneiras de um mercado agora saturado, a Autonomy era uma propriedade muito procurada, na qual Léo Apotheker, ex-CEO da HP, fez uma aposta de US$ 10,3 bilhões. Essa aposta se mostrou lastimável, e a HP passou a alegar fraude contábil em 2012, passados apenas 14 meses da aquisição.

Em vez de ficar atolado no desastre jurídico que se seguiu, Hussain se juntou a ex-executivos da Autonomy, entre os quais Lynch e Eagan, como membros fundadores da Invoke no verão de 2012, poucos meses antes de a HP alegar irregularidades financeiras pela primeira vez. Então, em 2013, eles se uniram a Chamberlain e Gustafsson para lançar a Darktrace com um alguns ex-espiões britânicos recém-saídos do MI5 e do GCHQ.

A conexão com a Autonomy ainda permanece; metade do conselho da Darktrace e seis de seus oito executivos principais são ex-funcionários da Autonomy, como Gustafsson (ex-controladora corporativa) e a co-CEO Nicole Eagan (ex-diretora de marketing).

No princípio, Hussain estava orientando a equipe administrativa da Darktrace, que incluía Gustafsson (a qual começou como controladora financeira) e o diretor de receita Nick Trim. Hussain também foi um dos principais arrecadadores de fundos para a empresa, especialmente nos EUA, onde ajudou a levantar US$ 65 milhões em uma rodada liderada pela empresa nova-iorquina de private equity KKR, em 2016. Uma rodada adicional de US$ 75 milhões foi fechada em 2017, depois de Hussain ter sido acusado de fraude financeira. A Darktrace nega que ele estivesse envolvido nessa última rodada, embora um ex-funcionário sênior insista no contrário. “O Sushovan (Hussain) foi o líder na sala de negociações”, diz o ex-funcionário. Embora não forneça detalhes, a Darktrace confirma que Hussain esteve fortemente envolvido na obtenção de recursos financeiros.

Ele também pedia a funcionários de vários escritórios atualizações diárias sobre as vendas (o que a Darktrace contesta) e ajudava a desenvolver a estratégia de vendas, segundo ex-funcionários, um dos quais disse que foi assim até meados de 2017, pelo menos. Os membros da equipe de vendas também tinham de simular uma apresentação de vendas para Hussain, como se estivessem tentando vender o software de inteligência artificial da Darktrace a um cliente real. Dois ex-colegas dizem que ele era uma figura imponente na sala. “Essa era a parte que eles mais temiam, aquela apresentação final para ele”, diz um ex-funcionário de vendas. “Ele mantinha os gerentes de vendas sob controle”, acrescenta outro.

Hussain estava tão incorporado à cultura da Darktrace, que aparecia em divertidas esquetes de vídeo destinadas a estimular a equipe nos encontros anuais de vendas em locais grandiosos. Três ex-funcionários confirmaram que, durante um desses encontros, em 2017, depois de ter saído do conselho, Hussain apareceu caracterizado como Morpheus, o personagem de Laurence Fishburne no filme Matrix que, memoravelmente, dizia: “Lembre-se, tudo que estou oferecendo é a verdade”. “A administração achava [os vídeos] hilários. Todo mundo dizia: ‘que diabos é isso?’”, acrescenta o ex-funcionário.

Pouco antes de ele ir a San Francisco para seu julgamento, no início de 2018, os funcionários da Darktrace organizaram uma despedida no pub The Admiralty, perto da sede da empresa, em Londres. Gustafsson e outros executivos da Darktrace compareceram, apesar das acusações.

MICHAEL S. WILLIAMSON / THE WASHINGTON POST
A tecnologia de IA da Darktrace promete caçar hackers nas redes comerciais. Ela já encontrou hackers em lugares estranhos antes, incluindo um tanque de peixes conectado à internet

Porém, apenas um mês após as bebidas, a Darktrace diz que soube de uma acusação formal de assédio sexual contra Hussain. O suposto incidente teria ocorrido em um jantar para os principais vendedores no sofisticado restaurante japonês Nobu, em Manhattan, segundo lembram dois ex-funcionários que ficaram sabendo do evento. A refeição azedou quando Hussain fez perguntas sexuais inadequadas a uma funcionária de vendas e tocou a perna de outra, recordam os ex-funcionários. Eles dizem que o evento aconteceu no primeiro semestre de 2017 e que foi feita uma queixa ao RH naquele ano. A Darktrace contesta isso, dizendo que só soube da acusação em fevereiro de 2018. A empresa também afirma que os detalhes do caso descritos pelas fontes são falsos, embora se recuse a especificar quais detalhes. A Darktrace acrescenta que houve relatos contraditórios sobre o que ocorreu, sendo que algumas alegações são impossíveis de confirmar.

Como Hussain não era funcionário da Darktrace na época, a empresa disse que repassou suas descobertas – que se recusou a fornecer à Forbes – à Invoke Capital, onde Hussain (cujos advogados também não quiseram comentar) estava empregado. A Invoke disse à Forbes que tomou medidas, mas se recusou a dar detalhes. De lá para cá, a funcionária da Darktrace que teria sido tocada indevidamente saiu da empresa e não pôde ser encontrada para comentar. Gustafsson, co-CEO da Darktrace, enfatiza que a empresa “não tolera assédio sexual a nossos funcionários”.

O que está claro é que, muito depois da denúncia, Hussain ainda conseguia pedir favores. A filha dele fez um estágio de três semanas na Darktrace em meados de 2018.

Enquanto isso, ao longo de 2017 e 2018, a Darktrace estava lidando com outra saga de assédio sexual, este envolvendo Randy Cheek, chefe de vendas do escritório de São Francisco. Era um escritório com o qual Hussain estava familiarizado, tendo trabalhado em estreita colaboração com a equipe de vendas de lá, inclusive Cheek, segundo confirmam fontes que estavam lá na época. De fato, em carta escrita por Cheek ao juiz no caso de Hussain, o americano se refere a Hussain como seu “querido amigo”, com quem corria regularmente, e chega a compará-lo ao Papai Noel. Promovido a vice-presidente sênior de vendas em março de 2017, Cheek diz até que Hussain o ajudou a “se tornar o funcionário número dois da Darktrace” e que esteve “envolvido em todas as minhas decisões”, antes de elogiar a “liderança” do então suposto fraudador na empresa de segurança cibernética.

A cultura no escritório da Califórnia era problemática, de acordo com oito ex-funcionários da Darktrace. Ao longo de 2017, funcionários fizeram diversas reclamações sobre Cheek, afirmando que ele havia feito comentários inapropriados para inúmeras funcionárias. Em uma entrevista, o diretor de vendas teria perguntado se a entrevistada tinha namorado, dando a entender, posteriormente, que ele teria de manter a presença dela em segredo de sua esposa, afirmam três ex-funcionários.

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Em outro episódio, durante uma reorganização do escritório, Cheek fez um comentário obsceno a uma colega que tinha trocado um vestido por uma calça jeans, afirmam dois ex-funcionários. De acordo com o relato, Cheek disse a ela que ele e outros membros da equipe estavam “ansiosos por vê-la se debruçar com aquele vestido”.

A Darktrace fez uma investigação, realizando 20 entrevistas sobre as alegações em duas semanas, o que levou à decisão, em fevereiro de 2018, de “separar-se” de Cheek. Alguns ex-funcionários se irritaram com a reação, observando que levou cerca de meio ano desde a primeira acusação sobre Cheek, em meados de 2017, até sua demissão. Cheek nega todas as acusações e insiste que as alegações foram inventadas. A Darktrace se recusa a comentar sobre os pormenores, mencionando “limites jurídicos ao que temos permissão para discutir”.

A co-CEO Eagan, que diz já ter sido, ela mesma, vítima de agressão sexual em um emprego anterior, afirma que a administração da Darktrace levou a sério as alegações de assédio, investigou-as e, por fim, fez a coisa certa. Ela admite que as acusações de assédio resultaram em “problemas comerciais de curto prazo” na região da Baía de São Francisco, mas que, no final das contas, a decisão da Darktrace foi “correta para a cultura da empresa”.

Quando terminar o suplício judicial de Hussain, ele ainda deve continuar muito rico, graças, em parte, às ações da Darktrace pertencentes à Invoke. É o que o governo dos EUA acha. Antes de sua sentença, os promotores escreveram ao juiz: “Pode ser que o crime não compense. No entanto, o proverbial pote de ouro aguarda Hussain no final de qualquer sentença que o tribunal venha a impor.”

Eles dizem que Hussain tinha um patrimônio de pelo menos US$ 60 milhões “e provavelmente muito mais”, observando que Lynch havia “concedido” a seu antigo chefe financeiro 193.188 ações da ICP Darktrace Holdings, no valor de cerca de US$ 58 milhões, além de 215 mil ações da ICP Holdings, “que podem valer ainda mais”. (A equipe jurídica de Hussain contesta a avaliação, dizendo que as ações eram efetivamente desprovidas de valor, já que a venda delas era “rigidamente restrita” e que “o próprio governo, por suas ameaças e acusações, tornou impossível para o Sr. Hussain monetizar suas ações”.) Hussain vendeu algumas dessas ações da ICP Darktrace Holdings para Lynch em 2018 e 2019 para pagar honorários advocatícios e depositou US$ 182.627 junto ao Tribunal Distrital do Norte da Califórnia para obter fiança, embora possa esperar receber de volta, contanto que não fuja do país. Segundo os promotores, Hussain está morando, sob fiança, em um apartamento de cobertura de US$ 7,5 mil por mês em São Francisco. A Invoke confirma estar ajudando Hussain com os custos de acomodação, afirma que ele é inocente e diz que o apoiará ao longo de seu recurso.

Gustafsson foi convocada pela defesa a dar testemunho por escrito e ser interrogada no julgamento de fraude civil de Mike Lynch no Reino Unido. Gustafsson e Eagan também escreveram cartas ao juiz em apoio a Hussain, cada uma descrevendo-o como um amigo próximo e de longa data, além de parceiro empresarial respeitado. “A ausência dele é uma perda enorme, não apenas para o mundo empresarial, mas para os muitos homens e mulheres jovens que estão iniciando sua carreira profissional e não poderão mais ter acesso à generosa experiência dele”, escreveu Gustafsson. Com relação ao julgamento de Lynch nos EUA – que será compartilhado com Chamberlain –, ainda nem começou. (Os advogados de Lynch e Chamberlain dizem que seus clientes são inocentes de todas as acusações.) Se for extraditado, Lynch pelo menos estará próximo de seu antigo parceiro empresarial de 15 anos, Hussain, cujo recurso judicial está em andamento em São Francisco.

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