CEOs de grandes empresas sacrificam salários para ajudar funcionários, mas seguem recebendo milhões

GettyImages/ Jim Young
Oscar Munoz optou por zerar seu recebimento de salário até o fim de 2020, mas ainda possui outras formas de remuneração

CEOs de grandes empresas americanas (cujos negócios foram paralisados ​​por restrições ao coronavírus, forçando folgas e cortes de salários) estão abrindo mão da maior parte ou todo seus dividendos mensais. Isso é visto em grande parte como um gesto de boa vontade: muitos desses titãs ganham a maior parte de sua remuneração anual em prêmios em ações e bônus de desempenho, permitindo que eles vivam longe da realidade que devasta milhões sem trabalho que necessitam do salário, alguns dos quais estavam empregados nessas grandes empresas. Esses prêmios, no entanto, provavelmente serão reduzidos se as ações e os resultados financeiros não se recuperarem até o final do ano.

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  • O presidente da Disney, Bob Iger, o executivo de entretenimento mais bem pago, renunciou ao salário, que correspondeu a apenas US$ 3 milhões dos US$ 47,5 milhões que ele recebeu no ano passado
  • O CEO da General Electric, Larry Culp, também renunciou ao salário pelo resto do ano. Em 2019, o salário de Culp foi de US$ 2,5 milhões, de uma remuneração anual total de US$ 24,5 milhões, de acordo com a SEC, o que significa que seria apenas um corte de 10%.
  • O CEO do Buzzfeed, Jonah Peretti, disse que não receberá compensações até o fim do coronavírus, anunciando cortes salariais entre 5% a 25% para toda a equipe, de acordo com a revista de entretenimento “Variety”.
  • O CEO do Hilton, Christopher Nassetta, não receberá seu salário, que representou US$ 1,25 milhão de sua remuneração anual de US$ 19,8 milhões, um corte de 6% segundo dados de 2018. A empresa anunciou licença para dezenas de milhares de funcionários.
  • O CEO da Delta, Ed Bastian, cortou seu salário até o final do ano. De acordo com dados de 2018, isso significaria um corte de 6%, ou uma perda de  aproximadamente US$ 892 mil de sua remuneração anual de US$ 14,9 milhões.
  • Brad Tilden, da Alaska Airlines, reduziu para zero seu salário-base de quase US$ 564 mil ao ano, ou seja, 12% dos aproximadamente US$ 4,3 milhões que recebeu em 2018, segundo dados do Salary.com na declaração da empresa
  • O CEO da United Airlines, Oscar Munoz, também renunciará ao salário, que em 2018 foi US$ 1,25 milhão de sua remuneração total de US$ 10,5 milhões.
  • O CEO da Marriott, Arne Sorenson, não receberá um salário pelo restante do ano, enquanto a empresa coloca dezenas de milhares de trabalhadores em licença. Em 2018, o salário de Sorenson era de US$ 1,3 milhão ,10% de sua remuneração anual de US$ 12,9 milhões, de acordo com a declaração de procuração da empresa.
    O CEO da Columbia Sports, Tim Boyle, cortou seu salário para US$ 10 mil por ano, de um valor anterior de US$ 3,3 milhões.

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A onda de distanciamento social e fechamento de negócios não essenciais afetou fortemente a economia de viagens. Prevê-se que as perdas para esta economia atinjam até US$ 24 bilhões, de acordo com a Tourism Economics citada pela CNBC. Após o coronavírus, um recorde de 3,3 milhões de americanos entrou com pedido de auxílio-desemprego, e os economistas prevêem que esse número possa subir para uma taxa sem precedentes de 47 milhões ou 32,1% em todo o país.

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