Gravadora por trás do fenômeno de k-pop BTS levanta US$ 840 milhões em IPO

Jon Kopaloff/Getty Images
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Cada um dos sete integrantes da banda agora é multimilionário

A Big Hit Entertainment, gravadora por trás do BTS, a boyband mais popular de k-pop, levantou 963 bilhões de won (US$ 840 milhões) a partir de 7,13 milhões de ações recém-emitidas, marcando a maior oferta pública inicial (IPO) da Coreia do Sul desde 2017, quando a Celltrion Healthcare levantou 1 trilhão de won. O IPO foi subscrito em mais de 1.100 vezes por investidores institucionais. As ações da empresa começaram a ser negociadas hoje (15), e tornaram seu fundador e CEO, Bang Shi-hyuk, o mais novo bilionário da Coreia do Sul.

As ações abriram a 270 mil won, o dobro de seu preço do IPO a 135 mil won por ação, aumentando a avaliação da Big Hit para mais de 9 trilhões de won. Bang, de 48 anos, que possui pouco menos de 35% da empresa, atualmente tem um patrimônio líquido de US$ 3,2 bilhões, segundo estimativas da Forbes. Os sete membros do BTS, todos na casa dos 20 anos, também tiraram a sorte: cada um dos integrantes agora é multimilionário por conta das 78.695 ações ordinárias que Bang deu a eles em agosto.

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A mega listagem da Big Hit ocorreu em meio a uma segunda onda de coronavírus no país sul-coreano. Em março, a pandemia forçou o BTS a adiar todos os seus shows pelo resto do ano, incluindo aqueles com os ingressos já vendidos. Em 2019, a turnê “Love Yourself World Tour”, de duração de oito meses, arrecadou mais de US$ 196 milhões.

Graças ao sucesso mundial da banda, a Big Hit é agora a gravadora de entretenimento mais lucrativa da Coreia do Sul, com US$ 63 milhões em lucro líquido e US$ 507 milhões em receita em 2019, superando as atuais agências de k-pop, como SM, YG e JYP Entertainment, conhecidas como as “Três Grandes”. No mesmo ano, o BTS estreou na lista da Forbes Celebrity 100 e se tornou a banda mais lucrativa da Ásia antes do desconto de impostos.

Bang trabalhou como compositor para a JYP antes de começar a Big Hit em 2005. A empresa teve sucesso inicial com o 8Eight, um trio musical de cantores, e a 2AM, uma boyband de quatro membros, que coadministrou com a gravadora JYP. Em 2010, Bang contratou o primeiro membro do BTS, RM, então um rapper de 15 anos.

Yonhap-News/Reprodução/Forbes
Yonhap-News/Reprodução/Forbes

Bang Shi-hyuk, fundador e CEO da Big Hit Entertainment

Com batidas cativantes, letras que exploravam questões sociais e forte presença nas redes sociais, a banda decolou e conquistou fãs em quase todos os cantos do mundo.

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Em 2018, o álbum da banda “Love Yourself: Tear” liderou a Billboard 200 e representou o primeiro álbum coreano a ocupar o primeiro lugar no ranking dos Estados Unidos. Em 2019, eles tiveram três álbuns em primeiro lugar na mesma lista e foram a primeira banda a alcançar o feito desde os Beatles, há 25 anos.

De 2016 a 2019, a receita anual da Big Hit cresceu mais de 1.500%, enquanto o lucro líquido aumentou oito vezes no mesmo período. No entanto, com a suspensão dos shows por conta da pandemia, será um desafio manter esse crescimento. Em abril, Yoo Sung-man, analista da Hyundai Motor Securities, reduziu a previsão anterior de US$ 616 milhões em receita para US$ 277 milhões para a gravadora neste ano.

O primo distante de Bang, Bang Jun-hyuk, fundador da empresa de jogos online Netmarble, também é um bilionário com um patrimônio líquido de US$ 2,8 bilhões. A empresa foi uma das primeiras investidoras na Big Hit e continua sendo uma de suas maiores acionistas, com uma participação de 20%.

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