SpaceX recebe certificação para transportar astronautas da Nasa

DPA/Picture Alliance/Getty Images
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Elon Musk, o fundador da SpaceX

O bilionário Elon Musk atingiu um marco na (também bilionária) corrida espacial: a criação de um sistema de espaçonave comercial confiável para enviar humanos no caminho de ida e volta até a Estação Espacial Internacional. Ontem (10), a Nasa aprovou a espaçonave Crew Dragon da SpaceX e seu foguete Falcon 9, com a nova tripulação definida para partir em uma missão de seis meses neste sábado (14).

Musk agradeceu à Nasa e comemorou o trabalho de sua equipe em se tornar “o primeiro” sistema de voo espacial competitivo, comercial e empreendedor da história a ser certificado pela agência especial.

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“Esta é uma grande honra que inspira confiança em nosso esforço para retornar à Lua, viajar para Marte e, finalmente, ajudar a humanidade a se tornar multi planetária”, disse Musk em um comunicado.

Em maio de 2020, como parte do processo de teste para a certificação, dois astronautas da Nasa decolaram dos EUA na espaçonave SpaceX Crew Dragon, uma nave de tripulação americana construída e operada comercialmente, a caminho da Estação Espacial Internacional a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O anúncio da certificação de ontem vem como o culminar do que a Forbes descreveu em maio como um “salto gigante” para o capitalismo espacial e parte de um “esforço de décadas para transformar o espaço em uma nova fronteira do empreendedorismo”.

“Este marco de certificação é uma conquista incrível da Nasa e da SpaceX que destaca o progresso que podemos fazer trabalhando em conjunto com a indústria comercial”, disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine. Após anos de dependência da tecnologia de foguetes russos, Bridenstine celebrou que a agência esteja agora “retornando os lançamentos regulares de voos espaciais humanos ao solo norte-americano em um foguete e nave espacial norte-americanos”.

A Crew Dragon da SpaceX é a primeira espaçonave a ser certificada pela Nasa para voos regulares com astronautas desde que o ônibus espacial decolou há quase 40 anos. A agência anunciou os nomes de quatro astronautas dos EUA –e um cidadão japonês– que partirão do Centro Espacial Kennedy em missão para a estação espacial.

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O casamento de empreendedores, inovação e espaço inspirou um interesse renovado na exploração espacial, que havia diminuído durante os governos Bush e Obama nos EUA.

Hoje, empreendimentos comerciais (liderados por bilionários como Jeff Bezos, Elon Musk, Richard Branson e empreendedores como Peter Beck e Rocket Lab) estão reduzindo o preço de levar negócios ao espaço. Com lançamentos, pousos e falhas todos transmitidos ao vivo, o entusiasmo na indústria espacial foi renovado.

Além da certificação desta semana, Musk e a SpaceX tiveram sucesso recente nas esferas pública e privada. No mês passado, o Morgan Stanley, banco de investimento com sede em Nova York, aumentou a valorização da SpaceX, de US$ 52 bilhões em julho para mais de US$ 100 bilhões, descrevendo os negócios espaciais de Musk como “missão essencial” para a “economia espacial emergente”.

Chad Anderson, sócio-gerente da Space Capital e CEO da Space Angels (investidores na SpaceX por meio de seu fundo Space Angels), diz que Musk tem uma característica única que provavelmente o torna atraente para grandes jogadores tanto na esfera pública quanto privada. “Como investidor, estamos interessados em sua capacidade de execução”, diz Anderson. “E não acho que alguém questione a capacidade dele. Ninguém nunca ganhou dinheiro apostando contra Musk. As pessoas tentam o tempo todo, e continuam fazendo, e continuam perdendo dinheiro.”

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A Nasa investiu mais de US$ 3 bilhões na SpaceX para desenvolver a cápsula Crew Dragon como parte do programa comercial, que começou em 2010 e prometeu desenvolver uma nova geração de “foguetes americanos” e “naves espaciais americanas”, lançados de “solo americano”.

Em maio deste ano, o órgão afirmou em um relatório de status que usar a SpaceX e a Boeing para desenvolver “dois sistemas independentes de transporte de tripulação” era o que iria “salvar a agência” e o contribuinte norte-americano de um prejuízo que poderia ir de US$ 20 bilhões até US$ 30 bilhões.

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