Como o Under 30 norte-americano Dan Leyva está criando a próxima grande rede de fast food dos EUA

Mamadi Doumbouya/Forbes
Mamadi Doumbouya/Forbes

O empreendedor de família mexicana, que começou a trabalhar com 13 anos, comprou e expandiu a cadeia Wings Over

Quando tinha 13 anos, Dan Leyva mentiu sobre sua idade para conseguir um emprego em um KFC perto de sua casa no Arizona. No ensino médio, ele se tornou gerente em um McDonald’s local e depois no Panda Express, que fechava à 1h da manhã na maioria das vezes. “Não parecia loucura para mim”, diz Leyva, um jovem de 28 anos que acabou de ser incluído na lista 30 Under 30 norte-americana deste ano. “Eu amei. Aprendi todos os sistemas.”

Um mexicano-americano de primeira geração, Leyva se tornou o primeiro em sua família a se formar no ensino médio e, posteriormente, na faculdade (na Escola de Administração Hoteleira de Cornell). Então, uma passagem pelo grupo de restaurantes da cidade de Nova York atrás de Tacombi o fez querer empreender por conta própria.

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Devastado quando seu restaurante favorito de asa de frango (em Ithaca, Nova York), Wings Over, fechou devido a problemas financeiros em 2017, Leyva convenceu três amigos de faculdade ricos a investir com ele. Primeiro eles adquiriram uma nova franquia na cidade, apenas uma das 30 localidades em 10 estados do Nordeste dos EUA.

Mas depois de ficar desapontado com a falta de investimento da matriz na marca, Leyva confrontou os proprietários. “O segmento estava explodindo, mas nossa empresa não”, diz Leyva, sobre o sucesso pré-pandêmico do Buffalo Wild Wings (vendida por US$ 2,9 bilhões em 2018) e do Wingstop (com alta de 320% desde seu IPO em 2015). “Sabíamos o motivo, porque estávamos no meio do processo e víamos tudo o que faltava”. Em março de 2017, os quatro parceiros juntaram seus recursos e gastaram cerca de US$ 10 milhões para adquirir a franquia inteira.

Além de melhorar o menu, descartando carne congelada e itens fora do core, como hambúrgueres, Leyva reformulou o sistema de pedidos, o design e o branding da rede de 20 anos. “Era importante ter 100% de controle”, diz ele. “Esta não é uma oportunidade de vender a franquia e ganhar algum dinheiro. O objetivo é possuir esta marca para sempre.”

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Desde então, as vendas cresceram 20%, para mais de US$ 50 milhões. Existem agora oito locais de propriedade da empresa, construídos do zero, e apesar da pandemia, a rede abrirá mais três neste ano, em Connecticut e Massachusetts. Segundo Leyva, que acaba de abrir sua trigésima sétima unidade, em Linden, Nova Jersey: “Tenho muita sorte de minha família ter vivido o sonho americano”.

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