Futuro da privacidade: como as empresas devem se preparar

 Yuichiro Chino/Getty Images
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Gerenciamento de permissões e tratamento de dados são assuntos que devem mudar a partir de 2021

“Comprometida com a privacidade” é uma descrição fácil de usar. Afinal, qual empresa não quer se rotular “comprometida” com a privacidade de seus usuários? Mas o que isso realmente significa para as empresas?

A privacidade assumiu novas dimensões nos últimos anos. O Regulamento Geral de Proteção de Dados e a Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia lançou estruturas que mudaram fundamentalmente as conversas sobre o assunto. O uso de dispositivos pessoais é onipresente, assim como as mídias sociais e o marketing digital.

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Mas também não podemos ignorar o assunto Covid-19 no mundo da privacidade. Milhões de pessoas só nos EUA estão trabalhando remotamente. E, com um ciclo de notícias vertiginoso, distanciamento social e um aumento de 43% ano a ano nas vendas pela internet, estamos online mais do que nunca.

Como fundador e CEO de uma consultoria de privacidade, acredito que isso significa que os líderes precisam tomar medidas para garantir que suas equipes, consumidores e empresas estejam protegidos. Veja como começar na galeria de imagens a seguir:

  • 1. Atualize as proteções para incluir trabalho remoto

    Lembre-se do seguinte: 81% dos entrevistados em um estudo recente da Cisco disseram que estão trabalhando ou aprendendo remotamente como resultado da pandemia. Desse grupo, bem mais da metade (60%) estão “moderadamente preocupados” ou “muito preocupados” com a proteção de sua privacidade.

    Dependendo do seu setor, há diferentes necessidades de segurança a serem atendidas, mas como um todo, certifique-se dos seguintes itens:

    • Políticas de dispositivos, incluindo o uso de dispositivos pessoais e segurança de dispositivos pelos funcionários;
    • Treinamento em privacidade e segurança da informação para a equipe;
    • Protocolos de acesso à rede (ou seja, VPNs, senhas, etc.);
    • Acesso e armazenamento de dados confidenciais em um ambiente de trabalho remoto;
    • Conscientização de golpes de phishing.

    Lembre-se de que praticar a segurança de dados significa mexer e falar sobre a privacidade. A segurança de dados é um componente central desse tópico e, sem ela, você terá dificuldade em cumprir as metas de conformidade de privacidade.

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  • 2. Lembre-se de que as avaliações de risco de terceiros não são secundárias

    Vamos falar sobre fornecedores. Provavelmente, suas operações estão repletas deles, especialmente em marketing: e-mail, sites, sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente, mídia social – a lista é gigante.

    Mas você sabe quem eles são, o que estão fazendo com os dados de seus clientes e, mais importante, como os protegem? A avaliação de risco de terceiros pode ajudá-lo a responder a essas perguntas e evitar uma fatura de reparação pesada de US$ 7,5 milhões. (Este é o custo, de acordo com uma pesquisa do Ponemon Institute de 2019, de uma violação média de dados de terceiros)

    As avaliações de risco de terceiros envolvem:

    • Avaliação e rastreamento de relacionamentos e contratos com seus fornecedores;
    • Rastrear o fluxo de dados de sua empresa para seus fornecedores (e os fornecedores de seus fornecedores);
    • Identificar o risco e reduzi-lo;
    • Monitorar o desempenho do fornecedor;
    • Rastrear requisitos e métricas de conformidade.

    As avaliações de risco de terceiros também ajudam a determinar se você e seus fornecedores estão alinhados em termos de privacidade: eles têm os mesmos valores de privacidade e gerenciamento de risco que sua empresa? Eles priorizam os fundamentos da segurança, bem como o uso das melhores e mais recentes ferramentas? E eles se comprometeram contratualmente com os protocolos de proteção de dados e privacidade?

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  • 3. Ofereça clareza e transparência aos consumidores

    Em uma pesquisa realizada no início de 2020 pela PricewaterhouseCoopers, o nível de confiança dos consumidores em saber se uma empresa pode proteger seus dados está diminuindo.
    Por causa disso, pense cuidadosamente sobre como você comunica suas práticas de coleta de dados aos clientes. Este é o caminho mais fácil para obter ou aumentar a confiança.

    • Seus clientes entendem para que seus dados são usados?
    • Eles sabem como seus dados são armazenados e com quem são compartilhados? (Os fornecedores terceirizados estão envolvidos e, em caso afirmativo, estão em conformidade com os regulamentos necessários?)
    • Notifique os usuários sobre quaisquer mudanças em suas políticas e práticas antes que elas aconteçam.

    E não cabe aos usuários caçar essas informações. Ela deve seguir uma política de privacidade claramente escrita que esteja presente em todos os pontos de coleta.

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  • 4. Reconheça o impacto e a responsabilidade dos departamentos de marketing

    Quando se trata de proteger a privacidade no marketing, minha sugestão é a seguinte: em 2021, lidere com o marketing de permissão (ou seja, quando o usuário permite que suas informações sejam coletadas). Francamente, a conformidade com a privacidade e o marketing de permissão foram feitos um para o outro. Isso pode gerar confiança e, na minha perspectiva, você tem a possibilidade de ver um aumento no reconhecimento da marca, leads e resultados. (É melhor pedir permissão, em vez de implorar por perdão, certo?)

    Outra sugestão: fique de olho nas práticas de cookies. Elas estão mudando.

    Pense no caso da Apple, que anunciou que, em 2021, exigirá que os desenvolvedores de aplicativos obtenham permissão dos usuários antes de rastrear telefones. Essas informações, conhecidas como Identificador para Anunciantes (ou IDFA, na sigla em inglês), são usadas para rastrear o comportamento do usuário para publicidade. Esse tipo de ação é um grande movimento de privacidade da Apple e um afastamento da abordagem atual de publicidade.

    Em 2022, o Google está planejando eliminar os cookies de terceiros em seu navegador Chrome. Sem dúvida, isso irá atrapalhar o marketing. No entanto, também oferece oportunidades para as marcas reimaginarem a experiência do cliente.

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  • 5. Personalize a privacidade

    Embora seja seu trabalho comunicar suas práticas de privacidade, seus clientes ainda querem controlar o relacionamento. Como você pode tornar o gerenciamento de consentimento fácil e eficaz?

    Os centros de preferências são um lugar perfeito para começar. Eles não são novos, mas estão sendo feitos de maneiras melhores e mais fáceis de usar do que antes.

    Além disso, os centros de preferência são uma boa maneira de os profissionais de marketing mostrarem como sua marca e sua privacidade funcionam juntas. Transforme seu centro de preferências em um divertido questionário, incorpore elementos visuais da marca ou mantenha-o limpo e simples.

    10'000 Hours/Getty Images

1. Atualize as proteções para incluir trabalho remoto

Lembre-se do seguinte: 81% dos entrevistados em um estudo recente da Cisco disseram que estão trabalhando ou aprendendo remotamente como resultado da pandemia. Desse grupo, bem mais da metade (60%) estão “moderadamente preocupados” ou “muito preocupados” com a proteção de sua privacidade.

Dependendo do seu setor, há diferentes necessidades de segurança a serem atendidas, mas como um todo, certifique-se dos seguintes itens:

• Políticas de dispositivos, incluindo o uso de dispositivos pessoais e segurança de dispositivos pelos funcionários;
• Treinamento em privacidade e segurança da informação para a equipe;
• Protocolos de acesso à rede (ou seja, VPNs, senhas, etc.);
• Acesso e armazenamento de dados confidenciais em um ambiente de trabalho remoto;
• Conscientização de golpes de phishing.

Lembre-se de que praticar a segurança de dados significa mexer e falar sobre a privacidade. A segurança de dados é um componente central desse tópico e, sem ela, você terá dificuldade em cumprir as metas de conformidade de privacidade.

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