EXCLUSIVO: Zee.Dog é a primeira empresa brasileira a abreviar semana de trabalho

Divulgação Zee.Dog
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A empresa de produtos para pets não terá expediente às quartas-feiras

Seguindo tendências mundiais, a grife de produtos para pets Zee.Dog implantou a semana de trabalho de quatro dias para aumentar a produtividade e preservar a saúde mental de seus colaboradores.

A nova regra, anunciada com exclusividade para a FORBES, entrou em vigor nesta semana nos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Madri (Espanha) e Shenzhen (China) da startup, que diz ser a primeira empresa no Brasil a formalizar o conceito.

Baseada nos resultados obtidos pela empresa neozelandesa de serviços financeiros Perpetual Guardian, que foi a pioneira no conceito em 2018, a Zee.Dog espera um ganho de rendimento no trabalho de 20% com a nova política.

A empresa, que também tem um braço de serviços online, a Zee.Now, antecipa uma mudança de hábitos, com seus 250 funcionários gastando menos tempo em intervalos e distrações como redes sociais, bem como um ambiente de trabalho mais saudável.

Com a nova iniciativa, não haverá expediente às quartas-feiras. “[A pausa] é no dia que indica o meio da semana, e não um fim de semana prolongado”, aponta Felipe Diz, CEO da Zee.Dog. “A ideia é incentivar que as pessoas usem as quartas-feiras para recarregar as baterias, passar tempo com a família, resolver coisas pessoais: é quase um jeito de forçar, no bom sentido, uma produtividade maior nos outros dias, para que o work-life balance seja melhorado.”

A Zee.Dog fechou 2019 com um faturamento de R$ 100 milhões. A empresa tem uma loja em Ipanema, no Rio de Janeiro, e cerca de 30 franquias no Brasil. O braço online da startup atende quase 90 bairros nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, supridos por cinco centros de distribuição.

A empresa de produtos para pets também tem uma loja em Nova York e presença comercial em 23 países. A operação internacional representou 40% da receita global no ano passado: os Estados Unidos e o Reino Unido são os dois principais mercados da Zee.Dog depois do Brasil.

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Felipe Diz, CEO, Rodrigo Monteiro, CFO, e Thadeu Diz, diretor criativo da Zee.Dog, que não terá expediente às quartas-feiras

CONEXÃO

Segundo Diz, uma série de ferramentas colaborativas já em uso na empresa, como o Asana, para medir a produtividade e organizar cargas de trabalho, garantirão com que o trabalho em equipe siga sem alterações, mesmo com a semana abreviada. Outra ferramenta usada pela Zee internamente e que ajudará a dar o apoio no dia “off” é o Slack, app de colaboração para equipes.

“A empresa já é bem flexível em termos de horários por conta dos vários escritórios espalhados pelo mundo – e essas ferramentas permitem resolver alguma coisa fora [do escritório] e medir os executáveis da equipe global,” ressalta.

É difícil dizer se a constante conexão proporcionada pela tecnologia não fará com que as pessoas continuem trabalhando de qualquer forma, diz o fundador. Independentemente de escolhas pessoais, a nova política é um movimento da empresa para fazer com que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional seja melhorado.

“É muito possível que conexões sejam feitas, mesmo de casa, usando essas ferramentas [tecnológicas], isso é impossível de resolver,” pontua. “Mas vejo [a possibilidade de trabalhar na quarta, ou não] com bons olhos: cada um fica mais livre para entregar os sprints da semana como bem entender.”

O expediente de quatro dias tem ganhado força em outros países. O CEO da Perpetual Guardian, Andrew Barnes, virou uma espécie de guru no assunto e lançou uma organização sem fins lucrativos, a 4 Day Week, para promover os benefícios da abordagem. Empresas como a Microsoft já testaram o modelo, que também é praticado em dezenas de escolas nos Estados Unidos.

A redução do expediente semanal tem sido considerada até pelo poder público: a cidade de Valência, na Espanha, quer testar jornadas de quatro dias sem redução nos salários para servidores públicos. Posteriormente, a política poderá ser expandida para empresas da cidade e as autoridades locais consideram a oferta de subsídios para incentivar a adoção.

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Maria Brasileira expande franquias através de modelo home office

A rede de franquias de serviços domésticos Maria Brasileira está expandindo suas operações através do modelo home office. Permitindo que seus franqueados operem de casa, a empresa busca reduzir as despesas para franqueados em até 35% em relação ao modelo tradicional, em gastos como aluguel de ponto comercial, móveis, limpeza, condomínio, energia e deslocamento.

Com uma base de profissionais oferecendo serviços como faxineiras, pet sitters e cuidadores de idosos, a empresa tem 240 unidades franqueadas, com 43 operando através do modelo home office. Destas, 22 estão em cidades com até 50 mil habitantes – nestes municípios, a empresa registrou um crescimento em novos franqueados de 115% em 2019. A Maria Brasileira pretende chegar a 275 unidades franqueadas até o final de 2020.

A empresa fundada em 2012 por Felipe Buranello e Eduardo Pirré – eleito Under 30 pela FORBES Brasil em 2015 – fechou 2019 com um faturamento de R$ 67 milhões, começou sua operação de franchising em 2013. O negócio funcionava de forma predominantemente offline, até a evolução para digital em 2018, com o lançamento de uma plataforma que automatiza o processo de atendimento e outros aspectos do back-office da operação.

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Instagram gera mais resultado do que Facebook para empresas brasileiras

A interação entre marcas e usuários na rede social Instagram tem sido muito maior do que no Facebook no mundo – e o Brasil caminha para a mesma direção, segundo um novo estudo da consultoria Socialbakers. O estudo, feito com base nos maiores 50 perfil de marcas no Brasil e no mundo, sugere que a audiência dessas empresas no Instagram foi quase 20 vezes maior do que no Facebook.

No Brasil, as marcas publicam conteúdo nas duas plataformas e priorizam o Facebook, mas a interação é bem maior no Instagram. O estudo cita o exemplo da Netflix Brasil, marca com maior engajamento no Instagram, com 16,8 milhões de seguidores, e que conseguiu 20 milhões de interações com apenas 122 postagens. No Facebook, por outro lado, a Netflix conseguiu 3,5 milhões de interações em 195 postagens.

Outras marcas brasileiras com destaque no Instagram citadas no estudo da Socialbakers são a varejista Lojas Americanas, com 18,5 milhões de interações em 1.882 postagens; o site de viagens Hotel Urbano, com 12,8 milhões de interações e 1.915 postagens; a marca de enxovais de bebê Grão de Gente, com 4,5 milhões de interações em 807 postagens; e a empresa de calçados e acessórios Arezzo, com 3,5 milhões de interações em 289 postagens.

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Inovação para cannabis pauta eventos em São Paulo

O centro de inovação focado em cannabis medicinal The Green Hub realizará dois eventos nos próximos dias. O Cannabis Thinking, que será realizado no polo de impacto social Civi-co, em São Paulo. no dia 7 de março, inclui discussões sobre os aspectos comerciais e jurídicos do segmento, bem como um workshop de design thinking com empresas e pessoas interessadas nas oportunidades do segmento.

Palestrantes confirmados são o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto); a presidente do Instituto Humanitas360, Patrícia Villela; o cientista Stevens Rehen; o médico Pedro Antonio Pierro Neto; o advogado Emílio Figueiredo; a empreendedora no segmento da saúde, Luciana Guimarães; e o sócio-fundador da SMU Investimentos, Diego Perez.

No dia 10 de março, também no Civi-co, a empresa fará um demo day para investidores e entusiastas do mercado de cannabis, para a apresentação dos projetos selecionados. Neste segundo encontro, 15 startups terão a oportunidade de apresentar soluções desenvolvidas para o mercado de cannabis.

LEIA MAIS: The Green Hub quer criar os unicórnios brasileiros da cannabis

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 William Andrew/Getty Images

Tendência: Empresas consideram câmeras que detectam coronavírus

Câmeras equipadas com um sensor de temperatura para detectar funcionários que vão ao trabalho com febre estão sendo consideradas por escritórios em diversos países em uma tentativa de combater o surto do novo coronavírus.

Além de funções usuais de câmera, o sensor de temperatura do equipamento, desenvolvido pela empresa suíça de segurança por vídeo Protectsys, alerta a equipe de segurança das empresas que o utilizam se uma pessoa que entrar no prédio estiver com febre.

A tecnologia não é uma novidade na China, mas atualmente está sendo considerada para instalação em vários escritórios no Reino Unido, devido às preocupações em torno de surtos em ambientes específicos de escritórios.

Nessa semana, o premiê britânico Boris Johnson revelou o plano de ataque ao Covid-19 do país e previu que um em cinco trabalhadores britânicos podem ficar fora de ação durante semanas de pico no alastramento nacional do vírus.

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Mais

– A empresa de software britânica Sage acertou a venda de suas operações no Brasil. O atual presidente, Jorge Carneiro, comprou a empresa e segue como líder. A aquisição deve chegar a £ 10 milhões. Em sua nova fase, a empresa segue com o atual portfólio, focado em contadores, pequenas e média empresas, e a IOB, sua consultoria especializada na área contábil, tributária e trabalhista;

– A TecBan, empresa de tecnologia financeira que tem a rede Banco24Horas entre seus clientes, registrou R$ 425,5 milhões de EBITDA em balanço referente a 2019 – quase 60% a mais do que o resultado de 2018, com lucro líquido de R$ 57,2 milhões. A empresa investiu mais de R$ 452 milhões em sua transformação física e digital em 2019;

– O e-commerce de móveis e decoração MadeiraMadeira inaugurou sua primeira loja física ontem (4), em Curitiba. A loja não terá estoque e funcionará como um showroom para os produtos do site, que recebeu um aporte de US$ 110 milhões do fundo SoftBank em 2019;

– O Tinder começa a gamificar o aplicativo de paquera no Brasil com o lançamento da Swipe Night, uma apocalíptica série interativa que expõe as escolhas dos usuários em diversos cenários e informa decisões na hora do match. O jogo estará disponível por três finais de semana consecutivos, a partir de 14 de março.

Angelica Mari é jornalista especializada em inovação há 18 anos, com uma década de experiência em redações no Reino Unido e Estados Unidos. Colabora em inglês e português para publicações incluindo a FORBES (Estados Unidos e Brasil), BBC, The Guardian e outros.

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