Por que vale a pena esperar por experiências de enoturismo no exterior

Muito mais do que uma maneira de relaxar o turismo internacional cria consciência e empatia entre os viajantes.

Cathy Huyghe
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Houve um grande impacto econômico nas vinícolas e ao comércio de enoturismo em geral

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Para os amantes de vinho, a incerteza da aberturas de salas de degustação é, no mínimo, desconcertante. Além do impacto econômico muito significativo que a pandemia está causando nas vinícolas e ao comércio de enoturismo em geral, gostaria de refletir por um momento sobre os efeitos menos tangíveis com os amantes de vinho sobre a nossa incapacidade atual de viajar, ou experimentar vinhos no local, por assim dizer.

Escrevi antes sobre quatro atividades em vinícolas que valem a pena esperar, com minha perspectiva focada nos EUA. Hoje eu gostaria de explorar o mesmo tópico para regiões vinícolas no exterior.

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Em primeiro lugar, surge uma lista de pontos semelhante para as regiões vinícolas internacionais: sentimos falta de experimentar a paisagem e a comida, bem como do apelo de visitar pequenos produtores e a oportunidade de comprar seus vinhos, que é potencialmente ainda mais atraente em vinícolas no exterior se seus vinhos forem difíceis, ou até mesmo impossíveis de serem encontrados em nossos mercados domésticos.

No entanto, existem ainda mais pontos de consideração para viajar às regiões vinícolas no exterior, principalmente por serem geograficamente e culturalmente diferentes. Aqui estão três pontos a serem considerados, quando formos permitidos a viajar livremente novamente para destinos de vinho fora do país. Muito mais do que uma maneira de relaxar em belos locais ou para os amantes de vinho ampliarem o paladar, o turismo internacional cria consciência e empatia entre os viajantes, além de reconhecimento de marca e o sucesso econômico para esses próprios destinos.

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Aventurar-se com segurança

Algumas regiões vinícolas do exterior que são mais cobiçadas por viajantes mais ousados ​​–Hungria, por exemplo, e Margaret River, na Austrália Ocidental– também são algumas das áreas onde há o menor número de casos Covid-19, e menos mortes relatadas em relação ao seu contexto geográfico mais amplo. Essas regiões estão fora do caminho tradicional e desgastado do turismo de vinhos, mas isso também conta em parte sua com sua conveniência como destinos no momento.

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Orientação no idioma local

Uma bênção e uma maldição de viajar para lugares desconhecidos é a probabilidade de não conhecer o idioma. O que faz também com que essa falta de conhecimento se tornar uma graça, para que possamos nos conectar com falantes de inglês ao longo do caminho, se você souber o idioma, que se integraram bem ao lugar, a linguagem e a vida desses idiomas locais.

Os visitantes podem nunca “entender a piada”, assim como seus anfitriões bilíngues, mas faz uma grande diferença na experiência de viagem quando se compartilha o conhecimento interno dando importância cultural as suas explicações. Pois senão, os anfitriões bilíngues terão que resgatar, de forma desagradável, uma parte da comunicação que se perdeu na tradução. “Nosso status de outsider ajuda a nos dar uma visão profunda de nossas comunidades locais, nos fornecer um contexto mais significativo como viajantes”, como é colocado no site americano de gerenciamento de viagens, Fortified Travel.

Geração de ideias

A motivação para viajar para regiões vinícolas ao redor do mundo (e os tópicos, em retrospectiva) se estendem muito além do próprio vinho. É o que todo profissional de turismo acredita em seu setor: viajar é descobrir e explorar maneiras novas ou diferentes de pensar, se comunicar e de ser.

“Como seria realmente morar aqui?”

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É uma pergunta que sempre encontro nos meus diários de viagem de dez anos atrás e em vários outros, quando fui a lugares tão variados e inspiradores como Portugal, África do Sul, Itália, Austrália, Chile e China. Não era que eu estivesse procurando ativamente me mudar e a minha família durante esses casos. Mais do que isso, com algum grau de seriedade, eu tentei me engajar lá.

O que escrevi a seguir também está documentado nesses meus diários de viagem, e começa com “E se …?” E se eu realmente morasse aqui? E se eu ganhasse a vida nesta cidade ou naquele país? E se eu visse o mundo como as pessoas aqui veem o mundo?

É aqui que a geração de ideias ganha impulso –ideias nascidas com empatia– e se transforma em um dos maiores benefícios de todas as viagens, para regiões vinícolas e para qualquer outros lugares. Mesmo que “viajar” no momento signifique fazer uma viagem imaginada, essa experiência, acima de tudo, vale a pena esperar.

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