6 dicas da Harvard para montar um time de liderança bem-sucedido

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Em meio a dados, pesquisas e exemplos, Ruth deu algumas dicas para formação e melhoramento de equipes

Resumo:

  • A especialista em liderança Ruth Wageman, faz parte do departamento de psicologia da Universidade de Harvard, nos EUA,  e ministra palestras sobre desenvolvimento de equipes
  • A razão para montar a equipe tem de estar bem clara. As equipes podem ter como objetivo consultoria, coordenação ou realmente a tomada de decisões, por exemplo;
  • Criar um time real e ter as pessoas certas na equipe são algumas das dicas.

Ruth Wageman, do departamento de psicologia da Universidade Harvard, é uma das principais estudiosas sobre funcionamento de equipes em empresas. Ruth concentra suas pesquisas nas condições que influenciam o desempenho dos times de liderança, principalmente naquelas que tem como objetivo resolver problemas complexos e liderar transformações. Ela é uma das autoras do livro “Senior Leadership Teams: What It Takes to Make Them Great” (“Equipes de Liderança Sênior: Como Torná-los Incríveis”, em tradução livre).

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Ruth atravessou fronteiras com seu conhecimento sobre liderança e fez uma palestra gratuita no Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), em São Paulo, na última segunda-feira (21). No evento, ela discorreu sobre casos reais de times de liderança. Em meio a dados, pesquisas e exemplos de ações que foram tomadas erroneamente, a especialista deu algumas dicas para formação e melhoramento de equipes.

O princípio de seus conselhos está nas seguintes inquietações: “Você quer mesmo um time de liderança? Você precisa dessa equipe?”. Caso a resposta seja sim, então é preciso começar a pensar: “Que tipo de time?”. As equipes podem ter como objetivo consultoria, coordenação ou realmente a tomada de decisões. Tudo isso precisa estar bem claro, e a partir do momento que estiver definido, as dicas para uma aperfeiçoamento podem ser aplicadas.

Veja abaixo seis dicas da especialista de Harvard para impulsionar sua equipe de liderança:

  • 1. Crie um time real

    Ruth elege como principal dica a criação de um time real, e explica que para isso é preciso ter limitações. A questão é que nem todas as pessoas são parte do grupo. Delimite quem realmente faz parte. Com o time está acertado, a especialista também ressalta a importância de manter uma estabilidade, para que as pessoas possam trabalhar o bastante para gerar realizações e conquistas. Com uma sensação de união criada, os membros do time se tornam interdependentes. Todos são responsáveis por um propósito em comum, e assim devem trabalhar juntos para realizá-lo.

    Em uma de suas pesquisas, quando perguntava para os funcionários quantas pessoas faziam parte do time de liderança, as respostas assustavam. Em uma das empresas, as respostas variavam entre 7 e 84. São números muito distintos, e isso mostra um time quase imaginário. Se nem os funcionários conseguem dizer quem faz parte ou não daquela equipe, isso a torna irreal.

    Há algumas dicas para fugir dessa situação. Formar diferentes tipos de times para cada função é uma delas. Se há muitas tarefas para realizar e ninguém sabe quem é responsável, os grupos se perdem e se desestabilizam. Organizar essa questão é imprescindível para que todos saibam o que fazer e sejam um time de verdade.

  • 2. Defina o propósito do seu time

    A especialista revela que, muitas vezes, a articulação de um propósito para a equipe de liderança é difícil. E isso acontece por alguns motivos. Primeiramente, o propósito do time pode não ser o mesmo da companhia. Depois, alcançar objetivos não se trata apenas de: “essa é a estratégia, execute isso”. É muito mais complexo.

    É preciso apresentar uma motivação convincente e expressar o valor único que o time pode adicionar aos objetivos da organização. Para isso, Ruth recomenda identificar as decisões chave que precisam ser tomadas e não perder o foco em meio às tarefas. Além disso, esqueça o mito de que times de liderança lidam somente com problemas estratégicos. Tenha em mente que os objetivos podem ser muito amplos, mas precisam ser definidos calmamente.

  • 3. Chame as pessoas certas

    Ser refém de quem faz parte do time de liderança não é bom para o desenvolvimento da equipe. Segundo Ruth, os membros devem estar lá por conta da competência e do valor que adicionam ao grupo. Não se prenda a inclusão excessiva. É importante ter representatividade, mas isso não deve ser a característica principal. Dar cadeiras de liderança apenas para suprir a representatividade da organização pode ser prejudicial.

    Além disso, é preciso tomar cuidado com as emoções. Embora remover membros possa ter uma carga emocional muito forte, é necessário separar o profissional do pessoal e fazer o que é melhor para o desenvolvimento positivo da equipe.

    A especialista de Harvard ressalta que essa é uma questão complexa, mas que é possível reconhecer as pessoas certas por algumas características. Os membros sempre possuem habilidades essenciais para contribuir no propósito da equipe, além de terem uma perspectiva empreendedora e um olhar colaborativo. Basicamente, essas pessoas querem estar na equipe e se esforçam para isso.

    Ruth também dá destaque ao “relaunch” ou relançamento de uma equipe. Se nada dá certo, não descarte a ideia de começar do zero. Uma renovação total pode ser a solução para ter as pessoas certas na equipe.

  • 4. Tenha uma estrutura sólida

    Isso diz respeito a encontros e eventos da equipe de liderança. “Muitos membros enxergam isso como perda de tempo”, revela Wageman. Para driblar essa questão, analise se o grupo não está grande demais. Como dito na primeira dica, equipes desorganizadas se complicam em suas ações, e é preciso ter um propósito definido para dar direcionamento certo.

    Também é importante focar no que está na agenda da reunião. Se os temas de conversa forem muito longos ou triviais podem acabar gerando um distanciamento dos membros, dificultando a atenção e aproveitamento total do momento. Assim, organize os tópicos e defina o assunto do encontro. Aproveite o momento de estruturação para ajustar o horário do evento: ter hora de início e término também ajuda.

    Wageman adiciona que, com temas e horários definidos, a última etapa é determinar as normas de conduta. Todos os membros devem saber o que devem ou não fazer e quais são suas funções. Isso faz era uma conectividade vital para um trabalho de sucesso.

  • 5. Crie uma relação de suporte

    Para Ruth, se o grupo não é produtivo coletivamente, algumas questões como falta de confiança e proximidade podem ser as causadoras. Por isso, criar uma cultura de apoio com os membros pode influenciar na produtividade geral.

    A especialista dá algumas dicas para a criação desse ambiente. Premiar a excelência de um trabalho de equipe pode ser vantajoso, embora seja necessário ter cuidado com a forma como eles serão repassados. O prêmio por si só não cria colaboração se a competição entrar em jogo. Avalie se o grupo suporta esse tipo de ação

    Já informação e educação são formas menos complexas, mas muito produtivas. Oferecer dados importantes para o trabalho e ofertar treinamento e consultas técnicas para estimular especializações são formas mais práticas de mostrar apoio e atenção pelo desenvolvimento individual de cada membro.

  • 6. Considere contratar um coach externo

    “Se todos os outros tópicos caminharem corretamente, dificilmente esse será necessário”, explica a especialista. Mas, caso se observe pouco ou nenhum progresso nos desafios que estão nas mãos do time de liderança, talvez seja hora de considerar a presença de um coach externo. Isso porque ser coach e participar das discussões da equipe ao mesmo tempo pode ser muito difícil e problemático. Uma pessoa de fora pode ser a solução perfeita para um acompanhamento imparcial e de sucesso.

1. Crie um time real

Ruth elege como principal dica a criação de um time real, e explica que para isso é preciso ter limitações. A questão é que nem todas as pessoas são parte do grupo. Delimite quem realmente faz parte. Com o time está acertado, a especialista também ressalta a importância de manter uma estabilidade, para que as pessoas possam trabalhar o bastante para gerar realizações e conquistas. Com uma sensação de união criada, os membros do time se tornam interdependentes. Todos são responsáveis por um propósito em comum, e assim devem trabalhar juntos para realizá-lo.

Em uma de suas pesquisas, quando perguntava para os funcionários quantas pessoas faziam parte do time de liderança, as respostas assustavam. Em uma das empresas, as respostas variavam entre 7 e 84. São números muito distintos, e isso mostra um time quase imaginário. Se nem os funcionários conseguem dizer quem faz parte ou não daquela equipe, isso a torna irreal.

Há algumas dicas para fugir dessa situação. Formar diferentes tipos de times para cada função é uma delas. Se há muitas tarefas para realizar e ninguém sabe quem é responsável, os grupos se perdem e se desestabilizam. Organizar essa questão é imprescindível para que todos saibam o que fazer e sejam um time de verdade.

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