8 maneiras de aumentar a participação feminina nos conselhos corporativos

Thomas Barwick/Getty Images
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Dados comprovam que ter mulheres nos conselhos das empresas impulsiona a performance de todas as métricas

Quando Jocelyn Mangan assumiu como nova integrante do conselho da Papa John’s International, levando seus 20 anos de experiência como executiva de alta tecnologia à terceira maior cadeia de restaurantes dos Estados Unidos, passou a fazer parte de um grupo muito seleto. Segundo a Bizwomen.com, apenas 20% das 3 mil principais empresas de capital aberto têm figuras femininas em seus boards – o conselho do Papa John é uma exceção com 40% de mulheres.

Além disso, há dados que comprovam que ter mulheres nos conselhos das empresas impulsiona a performance de todas as métricas, incluindo desempenho financeiro e segurança. Mas o desafio persiste – e é particularmente urgente nos dias de hoje.

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À medida que continuamos enfrentando a pandemia do novo coronavírus, ter mulheres no board pode ser, literalmente, uma questão de vida ou morte, como revelou um estudo recente com 4.271 produtos médicos (como vacinas, tratamentos e stents) em 94 empresas. A pesquisa apontou que as empresas de produtos médicos que possuíam menos de duas mulheres no conselho poderiam manter no mercado um produto que foi determinado pelo FDA (o equivalente à Anvisa nos Estados Unidos) como potencialmente fatal por 28 dias. Para ter uma ideia, de 23 de setembro a 22 de outubro, 20.310 norte-americanos morreram de Covid-19, segundo dados coletados de fontes locais e estaduais pelo “The New York Times”.

Em 2018, houve duas contratações determinantes para a maior participação das mulheres nos conselhos das empresas. Uma delas foi da BlackRock, empresa de gestão de ativos financeiros, que convocou pelo menos duas delas para os boards das empresas em que investe.

O outro avanço nessa temática foi a aprovação, no estado da Califórnia, da lei SB-826, que exige que as empresas de capital aberto com sede no estado tenham, pelo menos, uma mulher em seus conselhos sob pena de serem multadas em US$ 100 mil. A lei declara que “mais mulheres nos conselhos podem impulsionar a economia da Califórnia, melhorar as oportunidades para profissionais femininas no local de trabalho e proteger os contribuintes, acionistas e aposentados”. A lei ainda citou vários estudos para apoiar a determinação.

Impedimentos

Para descobrir qual era o impasse em trazer mulheres para os conselhos, Jocelyn entrevistou cerca de 90 homens sobre como os boards encontram novos membros. O que ela descobriu é que não era um “problema de pipeline, mas sim um gap na rede”. Para fazer algo sobre essa lacuna, ela fundou a organização sem fins lucrativos Him For Her para promover relacionamentos entre conselhos e mulheres prontas para assumir posições neles.

Veja, na galeria a seguir, oito maneiras de ajudar as mulheres a se posicionarem para assumir uma vaga nos conselhos de administração das empresas:

  • 1. Entre nas redes de CEOs e diretores de conselhos corporativos

    “Ao analisar os nossos dados, percebemos que, sem as parcerias dos homens que detêm a grande maioria dos assentos do conselho, não teríamos feito progresso”, diz ela. Os homens com quem ela falou sempre disseram que encontraram ou indicaram novos membros do conselho por meio de suas redes pessoais.

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  • 2. Trabalhe com a sua rede

    Jocelyn sugere que as mulheres analisem suas próprias redes de contatos e entendam quantos CEOs e membros de conselhos conhecem. “Converse com eles e expresse seu interesse no cargo. Relembre da sua carreira e peça a eles que a mantenham no radar caso surja alguma oportunidade. Além disso, faça perguntas sobre a empresa e seus objetivos. As empresas gostam de profissionais que levam questões interessantes ao conselho.

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  • 3. Seja acessível

    CEOs sabem que adicionar mulheres ao conselho é “a coisa inteligente a fazer”, mas eles acham difícil encontrar profissionais qualificadas. Portanto, organizações como a de Jocelyn podem ajudá-la a fazer essas conexões.

    Five
  • 4. Entenda o que os conselhos das empresas precisam

    “A sala do board precisa de habilidades operacionais que não estão muito presentes hoje, como profissionais de marketing, CHROs e engenheiros, que podem entender os desafios atuais e orientar estrategicamente a empresa para o futuro ”, explica a especialista.

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  • 5. Perceba que cada cargo é único

    “Concentre-se nas competências que estão faltando nas posições que você está interessada. Cada conselho tem seu próprio ecossistema composto pelo CEO e pelos membros efetivos, então identifique realmente onde estão esses espaços a serem preenchidos. Por isso que fazer perguntas é crucial”, diz Jocelyn.

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  • 6. Identifique o crescimento da empresa

    Jocelyn diz que servir no conselho de uma startup que ainda está no início não será o mesmo que servir no board de uma grande corporação. Se você está interessada em uma diretoria específica, descubra em que estágio a empresa está e o valor que você pode agregar a ela.

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  • 7. Tenha em mente que é um trabalho de muita responsabilidade

    O papel em um conselho é ser “o chefe do chefe”. “Em um determinado nível, a responsabilidade é fiscal, mas também de orientação do CEO.”

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  • 8. Experimente

    Antes de mergulhar de cabeça, aconselha a especialista, encontre maneiras de experimentar o que realmente acontece na sala de reuniões do board, e pense se é uma função que você honestamente deseja. “Eu acho que é realmente uma questão de se perguntar se é um papel que você está pronto para desempenhar e que deseja o cargo. Ele requer tempo e energia.”

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1. Entre nas redes de CEOs e diretores de conselhos corporativos

“Ao analisar os nossos dados, percebemos que, sem as parcerias dos homens que detêm a grande maioria dos assentos do conselho, não teríamos feito progresso”, diz ela. Os homens com quem ela falou sempre disseram que encontraram ou indicaram novos membros do conselho por meio de suas redes pessoais.

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