Bill Gates ensina a responder às perguntas mais comuns em entrevistas de emprego

Thierry Monasse/Getty Images
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Gates é conciso e dá ao entrevistador um resumo claro do porquê deveria ser contratado

Bill Gates contratou milhares de pessoas na Microsoft e na Fundação Bill & Melinda Gates. Ele sabe o que procurar em candidatos a empregos.

Durante uma entrevista para sua nova série no YouTube, batizada de “State of Inspiration”, a estrela da NBA Stephen Curry pediu ao bilionário para interpretar um engenheiro de software júnior sendo entrevistado para um emprego na Microsoft.

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As respostas sucintas de Gates às perguntas comuns de entrevistas de emprego oferecem lições valiosas aos jovens profissionais de praticamente todas as áreas.

Confira, na galeria de fotos a seguir, as três perguntas feitas por Curry e as respostas de Bill Gates, além de uma análise de cada uma delas:

  • Stephen Curry: Por que devemos contratá-lo?

    Bill Gates: Você deve olhar para os códigos que eu construí. Faço programas de software que vão muito além de todas as aulas das quais já participei. Acredito que fiquei melhor com o tempo, então é possível notar o quanto sou ambicioso.

    Além disso, consigo trabalhar bem com as pessoas. Posso criticar seu código de forma um pouco mais dura mas, no geral, gosto de fazer parte de uma equipe. Gosto de objetivos ambiciosos e de pensar em como podemos antecipar o futuro. Trabalhar com software é muito legal, e eu quero estar envolvido em projetos desse tipo.

    Análise: Gates é conciso. Em menos de 30 segundos, ele dá ao entrevistador um resumo claro de por que deveria ser contratado. Ele não precisou usar a palavra “paixão” para mostrar seu entusiasmo pela área. Essa característica fica evidente quando ele revela que o que aprendeu vai além da sala de aula e que adora trabalhar em equipe para resolver grandes problemas. A resposta do bilionário também demonstra um alto padrão de excelência, importante qualidade que os recrutadores procuram e admiram em um candidato. Na verdade, seus padrões são tão altos que ele até critica desempenhos abaixo da média. Observe como ele ameniza o comentário com um acompanhamento: “Mas, no geral, gosto de fazer parte de uma equipe”. Ele também sorri quando diz isso, o que suaviza a colocação.

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  • Stephen Curry: Como você define seus pontos fortes e fracos e como os posicionaria em uma equipe?

    Bill Gates: Bom, não sou alguém que sabe muito sobre marketing. Eu não gostaria de ser um vendedor. Mas sou fascinado por posições que permitem a criação de produtos e análise dos recursos. Acompanho a história do setor, leio sobre os erros que foram cometidos. Portanto, definição e criação de produtos são meu forte. Se você tem uma equipe com p especialistas em clientes, vendas e marketing, não vou ocupar o lugar deles, mas gostaria de trabalhar em conjunto.

    Análise: Em mais uma resposta curta, Gates é muito claro sobre seus pontos fortes e onde ele se encaixa na equipe. Ele não está procurando um emprego de marketing ou vendas, mas é um engenheiro nato e é aí que está sua paixão. O fundador da Microsoft não chama a atenção para uma fraqueza, nem oferece uma resposta banal como “eu sou um perfeccionista”. Em vez disso, ele simplesmente aborda as funções para as quais não é adequado. O resto da resposta é um argumento sincero de como ele poderia melhorar uma equipe. Em seu livro “Hit Refresh” (“Aperte o F5”, na edição em português), o CEO da Microsoft, Satya Nadella, disse que ele e Gates procuram pessoas que sejam apaixonadas por aprender. Alguém que está apto a absorver de tudo é mais desejável do que um já sabe tudo. Assim, Gates lembra ao entrevistador que ele está em constante aprendizado, dizendo que adora ler sobre a indústria e aprender com os erros do passado.

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  • Stephen Curry: Quais são as suas expectativas de salário?

    Bill Gates: Espero um bom plano de opções de compra de ações. Sou capaz de correr riscos e acho que a empresa tem um grande futuro, então prefiro ser recompensado em papéis em vez de dinheiro. Ouvi dizer que outras empresas estão pagando muito, mas prefiro saber sobre as ações.

    Análise: Embora a escolha das ações em vez de um salário maior seja uma decisão altamente pessoal, a resposta de Gates oferece muitas informações. Ao privilegiá-las, ele mostra ao entrevistador que assume riscos e acredita na empresa, nos produtos e no futuro dela no mercado. O bilionário também ajuda na discussão salarial quando diz que sabe que outras empresas estão pagando muito. Isso lembra ao entrevistador que o candidato está sob alta demanda mas, se for tratado conforme suas preferências, fará parte da equipe. Um potencial candidato a um emprego pode facilmente fazer uma pesquisa e descobrir que a Microsoft procura pessoas que sejam apaixonadas por tecnologia, exibam um forte desejo de aprender e tenham um espírito empreendedor. As respostas de Gates demonstraram todas as três qualidades.

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Stephen Curry: Por que devemos contratá-lo?

Bill Gates: Você deve olhar para os códigos que eu construí. Faço programas de software que vão muito além de todas as aulas das quais já participei. Acredito que fiquei melhor com o tempo, então é possível notar o quanto sou ambicioso.

Além disso, consigo trabalhar bem com as pessoas. Posso criticar seu código de forma um pouco mais dura mas, no geral, gosto de fazer parte de uma equipe. Gosto de objetivos ambiciosos e de pensar em como podemos antecipar o futuro. Trabalhar com software é muito legal, e eu quero estar envolvido em projetos desse tipo.

Análise: Gates é conciso. Em menos de 30 segundos, ele dá ao entrevistador um resumo claro de por que deveria ser contratado. Ele não precisou usar a palavra “paixão” para mostrar seu entusiasmo pela área. Essa característica fica evidente quando ele revela que o que aprendeu vai além da sala de aula e que adora trabalhar em equipe para resolver grandes problemas. A resposta do bilionário também demonstra um alto padrão de excelência, importante qualidade que os recrutadores procuram e admiram em um candidato. Na verdade, seus padrões são tão altos que ele até critica desempenhos abaixo da média. Observe como ele ameniza o comentário com um acompanhamento: “Mas, no geral, gosto de fazer parte de uma equipe”. Ele também sorri quando diz isso, o que suaviza a colocação.

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