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C-Suite: Carolina Lamiaux é a nova nova country manager da American Express no Brasil

Acompanhe também a movimentação de outros executivos C-Level na última quinzena

5 min

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DivulgaçãoCarolina Lamiaux [foto] está há 16 anos na empresa de serviços financeiros
Desde a última quinzena, a C-Suite está de olho na movimentação entre os principais executivos C-Levels do mercado. Desta vez, com destaque para as empresas do setor de saúde. 

A executiva Michele Borba assumiu o cargo de CRO (chief revenue officer) na healtech Filóo Saúde. Sérgio Saraiva foi nomeado chairman de operações da plataforma Medpass no Brasil. Na Sami, startup de planos de saúde, Victor Lambertucci assume como novo CMO (chief marketing officer) do grupo. 

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Entre as que têm novos CEOs estão o Grupo Ferrero, responsável pelas marcas Nutella, Kinder, Ferrero Rocher e Raffaello, e a mineradora de zinco Nexa. Esta entrará em processo de transição de liderança a partir do dia 1º de novembro, quando Tito Martins, atual presidente, deixará seu posto para Ignacio Rosado.

Nesta edição. a C-Suite conversou com Carolina Lamiaux, nova country manager da American Express no Brasil. Há 16 anos na empresa, já liderou estratégias de desenvolvimento de negócios em diversos países da América Latina. 

A seguir, os planos da executiva no novo cargo:

Forbes: A demanda por serviços financeiros envolvendo cartão de crédito está em plena ascensão no Brasil, segundo os últimos dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços). Como a American Express encara esse momento de mercado? 

Carolina Lamiaux: É um momento de forte crescimento. Estamos focados em nosso crescimento de participação para os próximos anos, com expansão de clientes por meio de parceiros e na melhoria da proposta de valor e rede de aceitação. 

F: Em relação ao mercado nacional, qual é a principal diferença do público brasileiro quando comparado aos demais países?  

CL: Mesmo o Brasil representando cerca de 50% do mercado de cartões da América Latina, existe uma enorme oportunidade de crescimento. Para se ter uma ideia, em mercados mais maduros, como os Estados Unidos, a relação cartão de crédito por habitante é de praticamente dois cartões. No Brasil, essa relação está próxima de um cartão para cada habitante (dados EuroMonitor). 

F:As tendências globais se mantêm por aqui? 

CL: Em termos de tendências globais, a pandemia impulsionou as compras on-line e o uso de meios de pagamento digitais ou sem contato no mundo todo, segundo relatório Global Payments Report 2021 da FIS. Em 2020, os cartões de crédito lideraram o ranking de meios de pagamento. Ainda de acordo com o estudo, as participações dos cartões devem permanecer estáveis até 2024, com cerca de 50% dos valores das transações globais no PDV.  No Brasil, a pesquisa da FIS revelou que o cartão de crédito também continua sendo o principal meio de pagamento, seguido pelos cartões de débito e pré-pagos. Já as transações NFC (sem contato) cresceram muito e já representam 10% de todo o volume no crédito, conforme dados da Abecs do segundo trimestre de 2021.  Neste cenário, com tantas opções de pagamento, torna-se ainda mais importante se diferenciar dos concorrentes e agregar valor a seus clientes. A American Express tem uma longa tradição na prestação de serviços de alto valor agregado e  queremos reforçar essa presença.

F: Em seu comunicado de admissão, você disse que esse é um segmento ascendente para mulheres. Ao longo da sua carreira, sentiu dificuldades por estar no mercado financeiro?

CL: Eu tive a sorte de trabalhar na American Express nos últimos 16 anos, uma companhia que promove o desenvolvimento das mulheres e a diversidade. Como mulher não tive barreiras para crescer: comecei como gerente e fui promovida à diretora depois de ser mãe – um forte reconhecimento de que gênero não impõe barreiras por aqui. Hoje, na liderança de um dos mercados mais relevantes, tenho outra demonstração de que podemos contribuir com nossa visão e experiência. Somos todos responsáveis, a partir de nossas ações e liderança, como indivíduos dentro das organizações, por promover e contribuir para uma maior equidade e diversidade em nossas equipes.

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F: O que você espera dos primeiros seis meses no cargo?

CL: Nosso foco é expandir os negócios no país e meu trabalho será orientado para aprimorar parcerias e proposta de valor, enquanto continuamos aumentando nossa cobertura de aceitação e oferecendo melhores soluções para empresas de todos os tamanhos.

Abaixo, outras movimentações C-Level da última quinzena:


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