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Dólar avança ante real após rebaixamento de perspectiva do Brasil pela Fitch

Mercados aguardam o resultado da reunião de política monetária do Copom.

Redação
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Às 10:33, o dólar avançava 0,95%, a R$ 5,6435 na venda, enquanto o dólar futuro tinha alta de 1,16%, a R$ 5,655

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O dólar ampliava a alta contra o real a cerca de 1% na manhã de hoje (6), dia de divulgação da decisão de política monetária do Banco Central, com os investidores nervosos em meio a tensões políticas domésticas e após rebaixamento da perspectiva de rating do Brasil pela agência Fitch.

Enquanto isso, no exterior, uma perda recorde nos empregos do setor privado nos Estados Unidos também colaborava para a aversão a risco.

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Às 10:33, o dólar avançava 0,95%, a R$ 5,6435 na venda, enquanto o dólar futuro tinha alta de 1,16%, a R$ 5,655. Na máxima do dia, a divisa norte-americana à vista foi a R$ 5,6574.

Ontem (5), após o fechamento dos mercados locais, a agência de classificação de risco Fitch Ratings informou ter revisado para “negativa” a perspectiva para a nota de crédito soberano do Brasil, com deterioração econômica e fiscal, notícia que impulsionava a aversão a risco nos mercados locais.

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“Segundo a agência, a revisão da perspectiva para negativa reflete riscos negativos associados a ambas, devido a tensões políticas e incertezas quanto à duração e intensidade da pandemia”, explicou em nota o Itaú BBA, citando preocupações sobre impactos na vulnerabilidade do país a choques.

Segundo a Infinity Asset, o rebaixamento pode significar que o pior ainda está por vir: “outras agências tendem a seguir diretrizes ainda mais duras para as próximas classificações de risco.”

Ao mesmo tempo em que reagiam à mudança na perspectiva da nota do Brasil, os mercados aguardavam o resultado da reunião de política monetária do Copom, com ampla expectativa de corte da Selic a nova mínima histórica de 3,25%.

Analistas citaram a perspectiva de outra redução como fator de pressão sobre o real, uma vez que juros menores prejudicam o rendimento de ativos locais atrelados à Selic, tornando o Brasil menos atraente para o investidor estrangeiro quando comparado a países de risco semelhante e maior rentabilidade.

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Além disso, amargando o sentimento nos mercados internacionais, dados de hoje mostraram que os empregadores do setor privado dos Estados Unidos demitiram um recorde de 20,236 milhões de trabalhadores em abril, depois que o fechamento obrigatório dos negócios em resposta ao surto de coronavírus devastou a economia.

No exterior, divisas arriscadas, como rand sul-africano e peso mexicano apresentavam queda contra o dólar.

O dólar spot fechou a sessão anterior em alta de 1,23% contra o real, a R$ 5,5902 na venda. Apenas em 2020, a divisa acumula ganhos de quase 40%.

Hoje, o Banco Central ofertará até 10 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em setembro de 2020 e janeiro de 2021. (Com Reuters)

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