Dólar sobe e real volta a liderar perdas globais

ReutersConnect/Nacho Doce
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Moeda norte-americana terminou o dia a R$ 5,59, alta de 1,23%

O dólar fechou em firme alta pela terceira sessão consecutiva hoje (5), chegando a ficar a apenas R$ 0,06 da máxima histórica, com o mercado influenciado por fortalecimento de expectativas de cortes de juros e persistente desconforto do lado político doméstico.

Mais uma vez, o real encabeçou a lista de perdas globais, o que coloca a divisa brasileira na lanterna entre 34 pares do dólar nos dois primeiros pregões de maio. Em 2020, o real já tem o pior desempenho mundial, em queda de 28,22%.

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A moeda norte-americana chegou a registrar leve queda no começo dos negócios, mas logo tomou fôlego e escalou ao longo de todo dia até fechar perto das máximas intradiárias.

Durante a tarde, as compras ganharam tração conforme o mercado absorvia informações sobre o depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. A íntegra do documento foi obtida pela Reuters.

No texto, Moro disse ter recebido uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro em que ele cobrava a substituição do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique de Oliveira.

“Dólar nas máximas, bolsa nas mínimas. Tudo com depoimento de Sergio Moro. Incerteza política fazendo preço novamente”, disse Henrique Esteter, analista de research e equity sales na Guide Investimentos. O Ibovespa fechou em alta de 0,75%, longe da máxima do dia, quando avançou 2,78%.

 

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Fechamento de mercado, com Francine Mendes, na Forbes Money

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A incerteza no campo político voltou a recrudescer no mês passado, e analistas atribuem a isso parte da performance mais fraca do real.

Alguns profissionais avaliam, inclusive, que o aumento das tensões em Brasília pode ter seus efeitos para além do câmbio, impactando também as curvas de juros. Associado à piora da trajetória fiscal, o ruído poderia limitar o espaço para novos cortes de juros pelo Banco Central. Por ora, contudo, a aposta do mercado é de mais reduções, com a taxa Selic caindo mais 0,50% amanhã (6) e descendo até 2,75% ao fim do ano.

As taxas de DI voltaram a cair nesta sessão, indicando que o mercado coloca mais fichas em um juro ainda menor, diante do tombo na atividade econômica brasileira por causa da Covid-19. A produção industrial do Brasil despencou 9,1% em março, informou o IBGE nesta terça.

Isso impacta diretamente os diferenciais de retornos entre o Brasil e o mundo e prejudica a relação risco/retorno de se investir em reais.

O dólar à vista fechou esta terça-feira em alta de 1,23%, a R$ 5,5902 na venda.

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No pico desta sessão, a moeda foi a R$ 5,6052, pouco mais de R$ 0,06 abaixo do recorde histórico para um encerramento – de R$ 5,6681 marcado no dia 24 de abril, quando os mercados operaram sob forte estresse depois do anúncio por Sergio Moro de sua saída do governo Bolsonaro.

Na B3, o dólar futuro subia 0,65% nesta terça, a R$ 5,5925, às 17h22. (Com Reuters)

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