6 foodtechs brasileiras que estão revolucionando o mercado de refeições saudáveis

 Morsa Images/Getty Images
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75% dos consumidores gostam de comprar comidas saborosas, frescas e que ajudam a melhorar a imunidade e o bem-estar, aponta pesquisa do Instituto QualiBest e Galunion

O mercado das foodtechs, como são chamadas as startups que desenvolvem soluções para o setor alimentício, ainda é incipiente no Brasil em comparação com outros segmentos de startups no Brasil, como saúde, varejo, RH, marketing e agropecuária. No entanto, já começou a impactar o segmento com novas formas de olhar para a cadeia de produção e distribuição dos alimentos. A conclusão é do relatório “Liga Insights Food Techs”, feito pelo Liga Insights em parceria com Derraik & Menezes, IGC Partners, Ambev e Cargill.

Embora mais consolidada em outros países, a categoria já atrai empreendedores e investidores, de olho em negócios prósperos capazes de reinventar o modo de criar, comprar, cozinhar e pensar a comida. Não à toa, o mercado recebeu cerca de US$ 1,3 bilhão em investimentos de capital de risco até maio de 2018 em nível mundial, de acordo com informações do PitchBook, e deve chegar a R$ 980 bilhões até 2022, segundo a instituição britânica The Food Tech Matters.

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As projeções otimistas para os setor chamaram a atenção de bilionários como o fundador da Amazon Jeff Bezos, que em março de 2019 liderou uma rodada de US$ 30 milhões na NotCo, foodtech chilena que desenvolve tecnologia de alimentos para criar produtos à base de plantas que pretendem ser iguais aos seus equivalentes de origem animal, ao lado de outros investidores. O financiamento foi feito por meio do fundo Bezos Expeditions.

No Brasil, essas startups surgem como aliadas para uma demanda crescente por alimentos saudáveis, frescos e nutritivos. Uma pesquisa realizada em 2020 pelo Instituto QualiBest, em parceria com a consultoria especializada em food service Galunion, revelou que 75% dos consumidores gostam de comprar comidas saborosas, frescas e que ajudam a melhorar a imunidade e o bem-estar.

O estudo mapeou as cinco maiores tendências gastronômicas do ano e identificou que 74% dos respondentes buscavam por opções saudáveis e dietas funcionais. Outros 73% disseram valorizar a naturalidade e o frescor dos alimentos, enquanto 68% apontaram a preocupação com a sustentabilidade. Valorização da marca e origem dos produtos (60%), itens livres de ingredientes artificiais (51%) e proibição do uso do plástico em embalagens e utensílios descartáveis (51%) também apareceram no ranking.

Pensando nisso, a Forbes selecionou seis foodtechs brasileiras que estão revolucionando o mercado alimentício com refeições saudáveis e equilibradas para todos os públicos. Confira, na galeria de fotos abaixo, quais são elas:

  • Liv Up

    Criada há cinco anos com a missão de levar comida boa de verdade para as pessoas, a foodtech opera como um serviço de entrega de alimentos saudáveis ultracongelados, elaborados com ingredientes orgânicos e agricultura familiar. As refeições são distribuídas em porções principais – como carnes vermelhas, frutos do mar, sopas, pizzas e vegetarianos – e acompanhamentos, de arroz e cereais a risotos, batatas, feijões, massas e molhos.

    Para entregar praticidade, sabor e saudabilidade, a Liv Up também oferece um delivery de pizzas e saladas para consumo imediato, e um mercado online com frutas, verduras, legumes frescos, pães, carnes, peixes e produtos lácteos para quem quer cozinhar ou incrementar a comida do dia a dia. As compras podem ser feitas pelo site ou aplicativo, disponível para iOS e Android.

    Em junho, a startup levantou R$ 180 milhões em uma rodada série D, liderada pelo fundo Lofoten Capital, acompanhado de ThornTree Capital Partners e Kaszek Ventures. Com o caixa reforçado, a Liv Up tem planos de aumentar a aposta em novas verticais de alimentos de sua linha de produtos e desenvolver novas tecnologias voltadas ao atendimento do consumidor.

    A foodtech tem hoje cerca de 40 produtores parceiros, de quem compra mais de 100 toneladas de orgânicos todos os meses. Atende mais de 50 cidades no Brasil e emprega cerca de 600 colaboradores. Após faturar mais de R$ 100 milhões no ano passado, a expectativa é chegar a R$ 200 milhões em 2021, segundo perspectivas do CFO da startup Gabriel Eisencraft.

    Divulgação
  • Raízs

    A Raízs conecta consumidores em busca de uma alimentação saudável a mais de 800 pequenos produtores rurais, todos reconhecidos e auditados pela certificadora de orgânicos IBD. Fundada em 2014, a foodtech distribui itens de mercearia, horta, laticínios, bebidas, ovos, aves, pescados e carnes via plataforma online, com entregas de segunda a sábado das 7h às 13h.

    Ao fazer a encomenda, o cliente pode optar por pedidos avulsos ou cestas de alimentação – um kit enviado a cada sete ou 15 dias com os melhores produtos da estação, colhidos no dia da entrega e selecionados por especialistas do setor. As cestas são oferecidas em planos de R$ 49 (sete unidades), R$ 75 (11 unidades), R$ 117 (17 unidades) e R$ 45 (só frutas, cinco unidades), com opções de verduras, legumes, temperos, frutas, ovos, proteínas e pães, entre outras.

    Segundo a startup, a colheita só é feita a partir da confirmação da compra, o que garante frescor, qualidade e evita o desperdício dos alimentos. Para valorizar os agricultores familiares, a empresa desenvolveu o Fundo do Pequeno Produtor, para onde os clientes podem doar até R$ 30 para apoiar a causa. Segundo a companhia, os próprios agricultores decidem o que fazer com o valor arrecadado.

    A Raíz registrou um aumento de 150% no faturamento no primeiro semestre de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado. A foodtech oferece mais de 2.500 produtos e movimenta, diariamente, cerca de 10 toneladas de orgânicos vindos da agricultura familiar. Recentemente, a startup lançou duas categorias próprias para aumentar o portfólio: os higienizados orgânicos e o empório, com castanhas, grãos e frutas secas. A startup atua na capital e no interior do estado de São Paulo e pretende expandir as atividades até o final do ano para o Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

    Peter Dazeley/Getty Images
  • Foodz

    A Foodz nasceu como uma solução fácil, acessível e saborosa para ajudar quem não tem tempo, oportunidade ou vontade de cozinhar a não pular uma refeição, mesmo nos seus dias mais corridos. Para isso, a startup desenvolveu um tipo de shake em pó que promete cobrir as necessidades nutricionais de uma refeição completa – seja ela café da manhã, almoço ou jantar. Segundo a companhia, o produto não tem o objetivo de substituir completamente a comida tradicional, mas é suficiente para que o consumidor não fique com fome durante a metade do dia.

    As misturas são elaboradas por nutricionistas e engenheiros de alimentos, que garantem uma composição saudável e equilibrada, feita com 25 gramas de proteínas, 26 vitaminas e minerais essenciais, fitonutrientes, carboidratos de baixo índice glicêmico, leite de coco e fibras de aveia. As receitas chegam ao mercado nos sabores cappuccino, chocolate e morango, todas plant-based, sem glúten ou lactose.

    Com sede em São Paulo, a foodtech iniciou as operações em outubro de 2020 e, logo no primeiro mês, faturou R$ 60 mil. Os pedidos são feitos pelo site da empresa, com entregas para todo o Brasil.

    Divulgação
  • Pratí

    Antigamente conhecida como Lucco Fit, a startup Pratí passou por um processo de rebranding no início deste ano para oferecer um cardápio variado que mantivesse a saudabilidade e pudesse abranger todos os públicos. Fundada na capital paulista em 2015, a foodtech trabalha com alimentos 100% naturais, livres de aditivos e conservantes, para promover uma alimentação prática, sustentável e rica em nutrientes.

    A startup oferece pratos ultracongelados e embalados à vácuo de diferentes tamanhos e sabores, com opções de marmitas, salgados, massas, carnes, risotos, sopas, vegetarianos e doces low carb. Para cada necessidade, a Pratí disponibiliza kits de refeições com baixo carboidrato, dieta paleo cross e massa magra, entre outras opções.

    Desde o seu lançamento, a companhia já atendeu mais de 30 mil consumidores e produziu mais de 110 toneladas de alimentos. No ano passado, faturou R$ 6,5 milhões e foi adquirida pela gigante de refeições coletivas Sapore. Em 2021, a foodtech pretende faturar cerca de R$ 10 milhões e produzir mais de 100 toneladas de alimentos. As entregas são feitas para São Paulo e Rio de Janeiro.

    Yagi Studio/Getty Images
  • Beleaf

    Saúde, praticidade e meio ambiente são os três pilares da Beleaf, uma foodtech de alimentos 100% plant-based, leves e balanceados. Com sede na cidade de São Paulo e atividades também no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas, a startup conta com um time de chefs e nutricionistas parceiros que elaboram receitas com ingredientes saudáveis e naturais que valorizam a cadeia da horta ao prato.

    A empresa oferece pratos a la carte, a partir de R$ 20,90, com opções de culinária asiática, brasileira, indiana, italiana, árabe, mexicana e mediterrânea, entre outros. Existe, ainda, a opção de assinar planos com oito, 12, 16 ou 20 pratos entregues durante um ou três meses em dia e horário previamente agendados.

    As refeições são pensadas para equilibrar macronutrientes, vitaminas e minerais, com variedade de legumes, verduras, grãos, leguminosas, castanhas, sementes, ervas e especiarias. Graças à alimentação mais consciente, a startup já ajudou a poupar 90,4 milhões de litros de água, 168,9 toneladas de CO2 e 1,63 milhão de metros quadrados de terra desde a sua fundação, em 2016.

    Reprodução/Beleaf
  • BeGreen

    A BeGreen criou estufas nos principais centros urbanos do Brasil – Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – para produzir verduras e vegetais 100% livres de agrotóxico direto da horta para a mesa do consumidor. Com o objetivo de facilitar o acesso a opções saudáveis no país, a startup produz cerca de 130 mil pés de hortaliças por mês, colhidas momentos antes da entrega para evitar o desperdício e garantir qualidade, frescor e sabor do alimento.

    A foodtech opera como um clube de assinaturas, com boxes de R$ 42,90, encomendados a cada sete ou 15 dias. Os kits incluem quatro pés de alface, quatro folhosos e um tempero. Para a colheita, a BeGreen utiliza estufas hidropônicas (sem o uso de solo, com as raízes submersas na água). Segundo a empresa, esse processo reduz em até 90% o uso de água na produção das verduras, em comparação com as fazendas tradicionais.

    Kodiak Greenwood/Getty Images

Liv Up

Criada há cinco anos com a missão de levar comida boa de verdade para as pessoas, a foodtech opera como um serviço de entrega de alimentos saudáveis ultracongelados, elaborados com ingredientes orgânicos e agricultura familiar. As refeições são distribuídas em porções principais – como carnes vermelhas, frutos do mar, sopas, pizzas e vegetarianos – e acompanhamentos, de arroz e cereais a risotos, batatas, feijões, massas e molhos.

Para entregar praticidade, sabor e saudabilidade, a Liv Up também oferece um delivery de pizzas e saladas para consumo imediato, e um mercado online com frutas, verduras, legumes frescos, pães, carnes, peixes e produtos lácteos para quem quer cozinhar ou incrementar a comida do dia a dia. As compras podem ser feitas pelo site ou aplicativo, disponível para iOS e Android.

Em junho, a startup levantou R$ 180 milhões em uma rodada série D, liderada pelo fundo Lofoten Capital, acompanhado de ThornTree Capital Partners e Kaszek Ventures. Com o caixa reforçado, a Liv Up tem planos de aumentar a aposta em novas verticais de alimentos de sua linha de produtos e desenvolver novas tecnologias voltadas ao atendimento do consumidor.

A foodtech tem hoje cerca de 40 produtores parceiros, de quem compra mais de 100 toneladas de orgânicos todos os meses. Atende mais de 50 cidades no Brasil e emprega cerca de 600 colaboradores. Após faturar mais de R$ 100 milhões no ano passado, a expectativa é chegar a R$ 200 milhões em 2021, segundo perspectivas do CFO da startup Gabriel Eisencraft.

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