Como saber se seu chefe é durão ou valentão

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Os valentões conseguem resultados porque têm pessoas. Os líderes durões realizam grandes coisas porque valorizam seus funcionários

Qual é a diferença entre um chefe durão e um valentão? Um pode funcionar, o outro não.

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Um líder exigente ou crítico define altos padrões, demanda excelência e busca resultados. Ao longo do caminho, ele pode ferir sentimentos. Um chefe valentão, por outro lado, pega no seu pé sem motivo aparente e usa o poder para denegrir as pessoas e colocá-las para baixo para permanecer no comando.

Um chefe duro gosta de desafios e os coloca em discussão. Ele aprecia opiniões diferentes sobre os temas. O valentão evita questões fora da curva e não tolera discordância. Ele enxerga você e os outros funcionários como desafios. Chefes bons confiam em suas habilidades. Os ruins vivem com um medo constante de serem descobertos como incompetentes. Mais importante ainda: os líderes durões se consideram responsáveis, mas colocam o destaque na equipe. Os que estão preocupados em intimidar, evitam a responsabilidade e colocam a culpa nos outros quando algo dá errado.

Chefes fortes são líderes porque buscam elevar os outros. Chefes fracos, que intimidam os demais, não se dedicam à equipe porque colocam eles mesmos e seus interesses em primeiro lugar.

Qualquer relato de comportamento abusivo de um chefe é preocupante. Segundo o Workplace Bullying Institute, superiores que intimidam seus funcionários provocam danos sociais e psicológicos. A maioria é do sexo masculino e as vítimas são mulheres. Além disso, os valentões são ruins tanto para as pessoas quanto para a produtividade.

Mas qual é o papel do gênero neste contexto? Mesmo hoje, no auge do movimento “Me Too”, as mulheres com autoridade são escrutinadas com mais cuidado que os homens. Um homem que cobra muito é considerado ousado e agressivo. Uma mulher durona é rotulada de modo pejorativo. Muitas vezes, a percepção da capacidade de uma mulher de liderar ocorre quando ela diz ‘não’. As pessoas podem aceitar ‘não’ de um homem, mas ressentem-se quando é ao contrário, rotulando-as como mesquinhas e ruins.

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Quem quer trabalhar com um chefe valentão? Quem quer ter de lidar com as exigências de quem nunca parece satisfeito com o que você faz? Não muitas pessoas, na verdade. Em contrapartida, há quem goste da ideia de ser desafiado. Muitos desses profissionais olham para trás e reconhecem que trabalhar com um líder do tipo durão fez com que eles se tornassem o que são hoje.

Dito isso, há que entender que pessoas talentosas têm opções. Elas dizem “sim” a um superior que os desafia, mas também os apóia com recursos e conselhos, desenvolve sua carreira e, geralmente, é fácil de conviver. Elas encontrarão outras oportunidades quando tais condições não estiverem sendo cumpridas.

“Uma liderança eficaz não é sobre fazer discursos ou ser adorado. Ela é definida por resultados e não por atributos”, diz Peter Drucker, escritor e consultor considerado o pai da administração moderna. Para ser eficaz, você deve esperar mais de si do que de outros. Ao mesmo tempo, você deve colocá-los em posições em que sejam capazes de superá-los. Por quê? Porque você os apoia.

Os valentões conseguem resultados porque têm pessoas. Os líderes durões realizam grandes coisas porque valorizam seus funcionários.

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